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Dólar abre em alta, mesmo após anúncio do Tesouro americano e de olho no petróleo

O dólar abriu a sessão desta quinta-feira (20) em alta, com um avanço de 0,33% perto das 9h10, cotado a R$ 5,1933. Já as negociações do Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, começam às 10h.

G1 — Economia · 2026-08-20T12:00:30.000Z

O dólar abriu a sessão desta quinta-feira (20) em alta, com um avanço de 0,33% perto das 9h10, cotado a R$ 5,1933. Já as negociações do Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, começam às 10h.

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Com isso, os preços do petróleo no mercado internacional continuavam a subir nesta quinta. O barril do Brent, referência internacional, tinha alta de 2,90% perto das 9h, cotado a US$ 94,28, enquanto o West Texas Intermediate (WTI), referência nos EUA, avançava 3,31%, a US$ 88,67.

Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado.

Acumulado da semana: -0,83%;

Acumulado do mês: +2,10%;

Acumulado do ano: --5,70%.

Acumulado da semana: +0,54%;

Acumulado do mês: -5,71%;

Acumulado do ano: +4,16%.

O Tesouro dos Estados Unidos anunciou, na véspera, que duplicaria o volume de recompras de títulos públicos americanos (Treasuries) com vencimento de longo prazo, entre 10 e 30 anos, para pelo menos US$ 4 bilhões por operação.

A medida, que estará em vigor entre 9 de setembro e 4 de novembro, vem como uma tentativa do Tesouro americano de aliviar o estresse no mercado de renda fixa.

Um dia antes do anúncio, por exemplo, uma grande onda de venda de títulos americanos empurrou o rendimento das Treasuries de 30 anos para o nível mais alto desde 2007, em meio a temores de uma escalada na guerra entre os EUA e o Irã e crescentes preocupações com a piora do cenário fiscal americano.

Do lado do conflito, além do impacto direto no mercado de petróleo internacional por conta do fechamento do Estreito de Ormuz, rota por onde passava cerca de 20% de toda o comércio global da commodity antes da guerra, os mercados também se preocupam com os efeitos indiretos do conflito.

Isso porque além da consequente elevação nos preços dos combustíveis e da energia, os impactos também tendem a se estender para outros produtos, pressionando a inflação global.

Além disso, as preocupações com o crescimento da dívida pública dos EUA também segue levantando incertezas sobre o quadro fiscal americano, pressionando os juros dos Treasuries nas últimas semanas.

Apesar de o anúncio ter conseguido conter o avanço das taxas desses títulos pontualmente na véspera, os juros dos Treasuries voltaram a subir nesta quinta-feira, trazendo uma nova pressão para a renda fixa americana e, consequentemente, global.

Com isso, o sentimento de cautela voltou a crescer no mercado, impulsionando o dólar para uma nova alta nesta quinta-feira.

Trump anuncia guerra econômica ao Irã

O presidente americano, Donald Trump, afirmou na véspera que vai lançar uma "guerra econômica" contra o Irã. Ele também ameaçou punir qualquer país que ajudar a manter a economia iraniana funcionando.

Em uma publicação na Truth Social, Trump afirmou que irá promover a "operação econômica mais devastadora já adotada contra qualquer país". Segundo ele, a campanha será uma forma de "guerra econômica" e de isolamento do Irã em uma escala sem precedentes.

"QUALQUER país que permita que suas instituições financeiras, empresas, aeroportos ou órgãos governamentais forneçam qualquer tipo de apoio ao Irã também enfrentará CONSEQUÊNCIAS ECONÔMICAS ENORMES", publicou.

"Contrabando de petróleo, linhas de swap, transferências de dinheiro, casas de câmbio, registros de navios, empresas de fachada — tudo isso precisa parar AGORA. Vocês sabem quem são."

🔎 O presidente não detalhou como a ofensiva vai funcionar nem afirmou como irá punir países que colaboram com o Irã.

Trump afirmou ainda esperar que todos os aliados dos Estados Unidos trabalhem para "isolar" e "derrotar" a "ameaça iraniana".

O presidente disse que a medida está sendo adotada por causa da falta de um acordo com o Irã. Os dois países começaram a negociar a interrupção do programa nuclear iraniano no início do ano. O fracasso nas conversas provocou uma guerra.

Segundo Trump, a "guerra econômica" contra o Irã irá asfixiar o país.

As afirmações voltam a trazer preocupações para o mercado internacional de petróleo, em meio aos sinais de que o tráfego pelo Estreito de Ormuz continuará interrompido.

O fechamento da rota, por onde passava cerca de 20% de todo o comércio global da commodity antes da guerra, segue a trazer impactos nos preços de energia pelo mundo e a afetar a inflação e o crescimento global.

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Na Ásia, os mercados chineses subiram nesta quinta-feira, impulsionados por papéis do setor de saúde e tecnologia.

O CSI 300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzen, avançou 0,1,9%, enquanto o índice de Xangai, o SSEC, subiu 0,2%. Entre os demais índices da região, o Hang Seng, de Hong Kong, teve alta de 0,8% e o Nikkei,, do Japão, teve ganhos de 1,36%. O Kospi, da Coreia do Sul, desvalorizou 5,80%.

* Com informações da agência de notícias Reuters.

Dólar vive disparada nos últimos dias

Cris Faga/Dragonfly/Estadão Conteúdo

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