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Lula e Lulinha
G1 — Brasil · 2026-08-20T12:20:27.000Z
Lula e Lulinha
Há um jogo de empurra dentro do PT e do governo Lula para definir de quem é a responsabilidade por explicar o trânsito que a lobista Roberta Luchsinger tinha dentro da administração federal.
Uma ala do partido avalia que a crise está, antes de tudo, no colo de Lulinha, filho do presidente Lula. O argumento é que Roberta se apresentava como alguém que falava em nome do filho do presidente e, portanto, caberia a ele explicar qual era, de fato, a relação entre os dois e se ela tinha autorização para representá-lo.
Do ponto de vista eleitoral, há preocupação com o tamanho do desgaste para o próprio presidente Lula na campanha pela reeleição. Interlocutores do PT reconhecem que o episódio recoloca no debate eleitoral um tema especialmente sensível para o partido: suspeitas de corrupção, tráfico de influência e investigações envolvendo pessoas próximas ao poder.
Agora no g1
Uma fonte com acesso à cúpula do Planalto afirma que Roberta se apresentava como “a pessoa do Lulinha” e falava em nome dele como se fosse representante ou advogada dele. A avaliação desse interlocutor é que, naquele momento, integrantes do governo entendiam que estavam recebendo uma pessoa ligada ao filho do presidente — e não uma lobista que posteriormente apareceria no centro de uma investigação.
É justamente essa explicação que agora está sob escrutínio: até onde ia essa suposta representação, quem dentro do governo sabia dela e, principalmente, se a proximidade alegada com Lulinha abriu portas na administração federal.
A empresária e lobista Roberta Luchsinger
Na Polícia Federal, investigadores ouvidos pelo blog classificam o caso como sério e dizem que pretendem aprofundar a apuração. Para esses investigadores, as versões apresentadas até aqui são insuficientes e frágeis diante do material já reunido.
O problema político para o Planalto, portanto, vai além de saber se houve ou não irregularidade. A investigação tenta esclarecer se o nome do filho do presidente funcionou, na prática, como uma credencial de acesso ao governo — e quem permitiu que isso acontecesse.