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A Polícia Civil cumpre três mandados de busca e apreensão para recolher equipamentos e documentos que podem ajudar a identificar novas vítimas e calcular o prejuízo.
G1 — Brasil · 2026-08-20T12:47:35.000Z
A Polícia Civil cumpre três mandados de busca e apreensão para recolher equipamentos e documentos que podem ajudar a identificar novas vítimas e calcular o prejuízo.
Uma ex-funcionária de uma clínica odontológica de Cuiabá, de 31 anos, é investigada pela Polícia Civil por suspeita de desviar mais de R$ 100 mil e aplicar golpes em pacientes. A mulher é alvo da Operação Falso Sorriso, deflagrada nesta quinta-feira (20), após ser apontada como responsável por usar o nome da clínica, localizada no bairro Campo Velho, para receber pagamentos em contas pessoais e causar prejuízos ao estabelecimento e aos clientes.
A Polícia Civil cumpre três mandados de busca e apreensão para recolher equipamentos e documentos que podem ajudar a identificar novas vítimas e calcular o prejuízo. Segundo a investigação, a suspeita trabalhava na área administrativa e financeira da clínica. Ela tinha acesso ao sistema de gestão, aos dados dos pacientes, contratos, parcelas e registros de pagamentos.
O esquema foi descoberto depois que uma paciente informou aos proprietários da clínica que havia feito um Pix diretamente para a conta pessoal da então funcionária.
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Durante a apuração interna, foram identificados mais de 15 pacientes em situações semelhantes. Os contratos envolvidos somavam inicialmente mais de R$ 50 mil, mas o prejuízo total pode ultrapassar R$ 100 mil, segundo a polícia.
Mesmo após ser demitida por justa causa, a investigada teria continuado a entrar em contato com pacientes e a se apresentar como funcionária da clínica para fazer novas cobranças.
Como o golpe funcionava
Segundo a Polícia Civil, a mulher:
teria oferecido descontos aos pacientes e orientado que os pagamentos fossem feitos por Pix, links, QR Codes ou máquinas de cartão ligados às contas pessoais dela;
depois de receber os valores, ela teria alterado os registros internos para informar que os pacientes estavam com os pagamentos em dia;
Com isso, os tratamentos continuavam normalmente, mesmo sem que o dinheiro fosse repassado à clínica.
A investigação também identificou indícios de:
pagamentos em dinheiro;
alteração de datas de vencimento; e
cobranças feitas em nome do estabelecimento.
Em alguns casos, os pacientes teriam sido ameaçados de negativação caso não realizassem os pagamentos.
Os policiais apreenderam celulares, computadores, máquinas de cartão, documentos e outros materiais durante a operação. O material será analisado e poderá passar por perícia. A investigação também busca identificar novas vítimas e esclarecer o valor total do prejuízo.
A suspeita pode responder por furto qualificado mediante fraude, furto qualificado pelo abuso de confiança e estelionato. Outros crimes podem ser identificados durante a investigação.
O caso segue em investigação.