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Justiça libera cremação dos corpos das colombianas mortas em queda de helicóptero

Família de colombianas mortas aguarda liberação dos corpos

G1 — Brasil · 2026-08-20T13:40:52.000Z

Família de colombianas mortas aguarda liberação dos corpos

A Justiça do Rio de Janeiro liberou a cremação dos corpos das 3 colombianas que morreram em um acidente de helicóptero na semana passada na região da Vista Chinesa, no Parque Nacional da Tijuca.

Até a última atualização desta reportagem, o procedimento ainda não havia sido marcado.

Os corpos de Rocio Cubillos, de 59 anos, a filha dela, Wendy Manrique, de 37 anos, e Sofia Murillo, de 17 anos — reconhecidos no Instituto Médico-Legal (IML) por meio de exames odontológicos e antropológicos —, foram velados no último domingo (16) no Cemitério e Crematório da Penitência, no Caju, na Zona Norte do Rio, mas acabaram levados de volta ao laboratório, à espera da liberação.

O acidente aconteceu no dia 8. O piloto Alessandro Rocha também não sobreviveu. Ele já havia sido identificado e liberado anteriormente.

Duas fotos mostram as três mulheres instantes antes da decolagem. Os registros foram feitos no Aeroporto de Jacarepaguá.

A investigação sobre o acidente está em andamento na 19ª DP (Tijuca), e outras diligências são realizadas para esclarecer as causas da queda da aeronave.

Sofia, de 17 anos, e a avó, Rocio, de 59 anos, instantes antes da queda da aeronave

Em outra imagem, Wendy Manrique, de 37 anos, aparece sorrindo

A queda do helicóptero

O helicóptero havia decolado do Aeroporto de Jacarepaguá por volta das 11h do dia 8 para realizar um voo panorâmico sobre pontos turísticos, incluindo o Cristo Redentor. A aeronave caiu em uma área de mata fechada da Floresta da Tijuca, próxima à Vista Chinesa, e pegou fogo após a queda. As 4 vítimas morreram no local.

As colombianas estavam no Rio acompanhadas de outros 3 familiares e haviam contratado o passeio com a empresa Voo Rio Panorâmico (VRP). Segundo familiares, o grupo seria dividido em 2 voos. Rocio, Wendy e Sofia embarcaram no 1º, enquanto os demais parentes aguardariam o retorno da aeronave para fazer o 2º passeio.

A família recebeu a notícia do acidente antes que o restante do grupo embarcasse.

A família Manrique: as vítimas são Sofía (C, de óculos), Wendy (D, de óculos escuros), e Rocío (atrás delas). Ficaram no hangar Laura (E), Victor e Daniela (ao fundo)

A VRP foi uma das 4 empresas suspensas pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) na última segunda-feira (18). Também não podem mais voar a Broad Fly, a Nobre Turismo e a Mr. Top Fly.

A Anac diz ter encontrado falhas, como possíveis fraudes nos registros de diários de bordo, omitindo minutos de voos panorâmicos, além de problemas no gerenciamento operacional das empresas e de manutenção das aeronaves.

Segundo a agência, 12 empresas têm autorização para voos turísticos no Rio. Dessas, 9 empresas fiscalizadas (outras 3 ainda serão) e 4 tiveram a autorização suspensa. Entre as aeronaves, de 18 fiscalizadas, 9 foram suspensas.

“Esse é um número preocupante e altíssimo. Essas ações serão frequentes até que todas as empresas sejam fiscalizadas”, disse Thiago Chagas, diretor-presidente da Anac.

Veja detalhes do helicóptero Robinson R44 que caiu no Rio de Janeiro (RJ).

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