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Acre tem situação de emergência por seca reconhecida pelo governo federal

Acre está em situação de emergência por causa da seca; medida é para amenizar efeitos da estiagem

G1 — Brasil · 2026-08-20T13:37:27.000Z

Acre está em situação de emergência por causa da seca; medida é para amenizar efeitos da estiagem

O governo federal reconheceu, nesta quinta-feira (20), a situação de emergência provocada pela seca em todos os 22 municípios do Acre.

A medida foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) por meio da Portaria nº 2.659, de 19 de agosto de 2026, assinada pelo secretário nacional de Proteção e Defesa Civil, Wolnei Wolff Barreiros.

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O reconhecimento considera o decreto de situação de emergência publicado pelo governo do Acre em 31 de julho e as informações apresentadas no processo analisado pela Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil.

Todos os municípios acreanos estão incluídos no decreto. São eles: Acrelândia, Assis Brasil, Brasiléia, Bujari, Capixaba, Cruzeiro do Sul, Epitaciolândia, Feijó, Jordão, Mâncio Lima, Manoel Urbano, Marechal Thaumaturgo, Plácido de Castro, Porto Acre, Porto Walter, Rio Branco, Rodrigues Alves, Santa Rosa do Purus, Sena Madureira, Senador Guiomard, Tarauacá e Xapuri.

A portaria classifica a ocorrência como seca, conforme o Código Brasileiro de Desastres (Cobrade), e entra em vigor a partir da data de publicação.

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Na capital, a prefeitura decretou situação de emergência por causa da seca no dia 11 de agosto. O decreto municipal tem validade de 180 dias. Antes disso, em julho, o município havia declarado estado de alerta para o enfrentamento da estiagem.

A medida aponta impactos sociais, econômicos e ambientais provocados pela falta de chuvas, principalmente em comunidades rurais. Entre os setores afetados estão a agricultura familiar, a pecuária e a pesca artesanal, além do funcionamento de escolas, unidades de saúde e outros serviços públicos.

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O município também identificou aumento da necessidade de abastecimento emergencial de água potável por caminhões-pipa. Segundo a prefeitura, os danos provocados pela estiagem ultrapassam a capacidade normal de resposta da administração municipal, sendo necessário apoio complementar dos governos estadual e federal.

Entre as medidas previstas estão o fornecimento emergencial de água, assistência humanitária às famílias atingidas, apoio às atividades agropecuárias, manutenção de escolas e unidades de saúde, ações de vigilância epidemiológica e monitoramento da evolução da seca.

Situação do Rio Acre

Em meio ao avanço da estiagem, no dia 12 deste mês, o Rio Acre ficou abaixo dos dois metros pela primeira vez este ano e chegou a 1,98 metros em Rio Branco. As duas primeiras semanas do mês foram marcadas pela diminuição no nível do manancial. (Veja o gráfico mais abaixo)

O cenário atual contrasta com o registrado no início do ano, quando o Rio Acre chegou a ultrapassar a cota de transbordo em Rio Branco por duas vezes, sendo uma em 14 de janeiro e outra em 31 do mesmo mês. Na última enchente, inclusive, o manancial chegou a 15,44 metros e atingiu cerca de 12 mil pessoas.

Mais de seis meses depois, no dia 1º de agosto, o rio passou a marcar 2,18 metros com um pequeno aumento no dia 7, chegando a 2,79 metros. Contudo, o índice segue em oscilação e apresentou subida nesta quinta (20), marcando 2,08 metros.

Operação Estiagem 2026 estima distribuir 40 milhões de litros de água em Rio Branco

Defesa Civil Municipal de Rio Branco

Comunidades recebem água

Em Rio Branco, cerca de 40 comunidades rurais já recebem água por meio de caminhões-pipa. O abastecimento ocorre duas vezes por semana dentro da Operação Estiagem.

A previsão da prefeitura é distribuir mais de 40 milhões de litros de água durante o período de seca. A Defesa Civil municipal também monitora a possibilidade de desabastecimento em pontos da área urbana.

Uma das localidades atendidas é a Vila Manoel Marques, no km 14 da Rodovia Transacreana. Moradores da região enfrentam anualmente problemas com a falta de água devido ao esgotamento de açudes e poços. Segundo a presidente da comunidade, o problema atinge cerca de 1,6 mil famílias.

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