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Vídeos mostram impacto da paralisação das rotas do Distrito Industrial em Manaus

A paralisação dos motoristas do transporte especial que atende o Polo Industrial de Manaus (PIM) causou congestionamentos em diferentes regiões da capital na manhã desta quinta-feira (20). A categoria rejeitou uma proposta de reajuste…

G1 — Brasil · 2026-08-20T14:21:49.000Z

A paralisação dos motoristas do transporte especial que atende o Polo Industrial de Manaus (PIM) causou congestionamentos em diferentes regiões da capital na manhã desta quinta-feira (20). A categoria rejeitou uma proposta de reajuste salarial de 3% e reivindica melhorias nas condições de trabalho e no auxílio-alimentação.

Segundo o Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Especiais de Manaus (Sindespecial), a mobilização ocorre em pelo menos 12 pontos da cidade. Com isso, centenas de trabalhadores ficaram sem transporte para chegar às indústrias do Distrito Industrial.

Confira os locais:

📍Bola da Suframa - (Distrito Industrial - Zona Sul)

O trecho entre a Bola da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa) e a Bola da Samsung concentra a maior parte dos manifestantes. No local, há filas de ônibus do transporte especial estacionados e trânsito intenso.

📍Av. Torquato Tapajós (Zona Norte)

Uma das principais vias da cidade registrou trânsito lento no sentido bairro-centro, com vários ônibus parados ao longo da avenida.

📍Av. dos Buritis (Distrito Industrial / Zona Sul)

A via, localizada no Distrito Industrial, também foi ocupada por veículos da categoria, afetando o deslocamento de trabalhadores para as fábricas da região.

📍 Av. Rodrigo Otávio (Japiim / Coroado - Zona Sul)

O trânsito também apresentou retenções na avenida devido à mobilização dos motoristas.

O que os trabalhadores reivindicam

Segundo o Sindespecial, a categoria rejeitou a proposta apresentada pelo Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros por Fretamento do Estado do Amazonas (Sifetran). Além de um reajuste salarial maior, os trabalhadores pedem:

Redução da jornada de trabalho;

Concessão e reajuste do auxílio-alimentação;

Melhores condições de trabalho.

À Rede Amazônica, um dos motoristas que participa da paralisação afirmou que a categoria acumula perdas nos últimos anos.

"A gente tá parando para reivindicar o salário e, principalmente, a refeição do pessoal. O patronal não aceitou a nossa proposta e a gente tá parando em todo canto pedindo o apoio de todo mundo", afirmou o motorista identificado como Antônio.

A paralisação também surpreendeu trabalhadores que dependem das rotas para chegar ao Distrito Industrial. Francisco, que costuma embarcar às 5h da manhã, disse que foi informado sobre o problema apenas após chegar ao local.

"A gente bate o ponto 7h15, então esse momento já era para eu estar na empresa tomando café. Fomos surpreendidos por essa parada. Mandaram mensagem pedindo para a gente ter calma enquanto tentam ver uma solução, se vão pagar aplicativo ou outra coisa. Estamos só aguardando", relatou Francisco.

Segundo o Instituto Municipal de Mobilidade Urbana (IMMU), a paralisação não tem relação com a Prefeitura de Manaus. O órgão informou que os trabalhadores reivindicam ajustes salariais diretamente junto às empresas do setor.

O IMMU também informou que agentes de trânsito do instituto estão nos locais bloqueados para orientar os condutores e atuar na organização do tráfego.

Em nota, a entidade destacou que qualquer interrupção no transporte dos trabalhadores afeta diretamente a produção, especialmente em um momento em que as empresas buscam recuperar produtividade e compensar prejuízos já registrados. Segundo o Cieam, algumas indústrias já enfrentam paralisações de linhas devido à dificuldade de deslocamento dos colaboradores.

"O diálogo entre as partes envolvidas é fundamental para que uma solução seja alcançada com brevidade, evitando o agravamento dos prejuízos às empresas, aos trabalhadores e à economia do Amazonas", afirmou a entidade.

O centro também ressaltou que a continuidade das atividades do Polo Industrial de Manaus depende de condições regulares de mobilidade, logística e acesso ao Distrito Industrial, considerados fatores essenciais para o cumprimento dos compromissos de produção e para a manutenção da competitividade do setor.

Já a Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares (Abraciclo) informou que está acompanhando a situação e realizando um levantamento junto às empresas associadas para avaliar os efeitos da paralisação.

Paralisação das rotas do Distrito Industrial de Manaus na Avenida Torquato Tapajós

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