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Traficante exige R$ 20 mil, e obra da prefeitura é interrompida no Rio

Obra de infraestrutura em Vicente de Carvalho, na Zona Norte do Rio

G1 — Brasil · 2026-08-20T14:16:34.000Z

Obra de infraestrutura em Vicente de Carvalho, na Zona Norte do Rio

Uma obra de infraestrutura na Rua Carneiro de Mendonça, em Vicente de Carvalho, na Zona Norte do Rio, foi interrompida por 24 horas após a empresa responsável pelos trabalhos se recusar a pagar R$ 20 mil exigidos por um traficante do Complexo da Serrinha.

Segundo funcionários da Serplex Engenharia, pessoas ligadas ao tráfico procuraram representantes da empresa e cobraram o valor como uma suposta "taxa de segurança" para permitir a continuidade da obra.

A obra fica em uma região próxima ao Complexo da Serrinha e ao Morro do Juramento, áreas dominadas por facções criminosas rivais. De acordo com funcionários da obra e moradores da região, o traficante responsável pela cobrança seria Jefferson Damasceno Gomes, conhecido como Chumbado.

Ele é apontado como um dos homens de confiança de Wallace Trindade, o Lacoste, chefe do tráfico no Complexo da Serrinha e uma das principais lideranças do Terceiro Comando Puro (TCP) (veja no vídeo abaixo quem é Lacoste).

Traficante Walace Trindade, o Lacoste, seria o chefe do tráfico na Serrinha

O caso foi comunicado à Prefeitura do Rio por e-mail. A empresa responsável pela obra também procurou a 22ª DP (Penha) para relatar o episódio. Em nota, a Secretaria Municipal de Infraestrutura informou que orientou a empresa a registrar um boletim de ocorrência e afirmou que vai acionar as forças de segurança.

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Segundo a prefeitura, a intervenção faz parte do programa Bairro Maravilha, voltado à urbanização e à implantação de infraestrutura em áreas degradadas.

'Todo mundo com medo', diz funcionário

Um funcionário da obra, que conversou com o g1 sob condição de anonimato, contou que os trabalhos começaram em maio e incluem intervenções na rede de esgoto da região.

Segundo ele, depois que a empresa se recusou a pagar os R$ 20 mil, criminosos determinaram a paralisação dos serviços e a retirada dos equipamentos.

"Obrigou a retirar as máquinas e material da obra. Os moradores, todo mundo com medo", relatou.

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