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Bancários paralisam atendimento em agências da Baixada Santista; entenda

Bancários da Baixada Santista aprovaram por unanimidade a paralisação durante assembleia realizada pelo sindicato em Santos.

G1 — Brasil · 2026-08-20T14:12:55.000Z

Bancários da Baixada Santista aprovaram por unanimidade a paralisação durante assembleia realizada pelo sindicato em Santos.

Os bancários da Baixada Santista aderiram à paralisação nacional e interromperam as atividades nas agências da região nesta quinta-feira (20), das 10h às 16h. A ação, válida por 24 horas, é uma resposta à proposta apresentada pela Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), que foi rejeitada pela categoria na oitava rodada de negociações da Campanha Salarial de 2026.

Os trabalhadores reivindicam reajuste de 5% acima da inflação nos salários e benefícios, além da manutenção dos direitos previstos na Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) e do atual modelo de Participação nos Lucros e Resultados (PLR).

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A categoria também defende a preservação dos empregos e dos bancos públicos, o fim das metas e mudanças nas regras relacionadas ao uso de tecnologia e ao monitoramento de trabalhadores em regime de teletrabalho.

Após a decisão pela greve, a Fenaban retirou propostas que já haviam sido recusadas. A entidade não apresentou um índice geral de reajuste salarial. Em vez disso, propôs correções diferentes conforme as faixas salariais, o congelamento do piso de ingresso para novos bancários e a ausência de reajuste nos vales-refeição e alimentação no interior e no litoral.

Agora no g1

O Sindicato dos Bancários de Santos e Região avalia que os direitos da categoria ficam ameaçados caso uma nova convenção não seja assinada até a data-base, em 1º de setembro. São mais de 100 garantias previstas na CCT atual.

A entidade afirma que, devido à Reforma Trabalhista de 2017, as regras do acordo anterior perdem a validade se um novo documento não for formalizado.

Decisão pela paralisação

A adesão ao movimento foi aprovada por todos os presentes em uma assembleia realizada na última segunda-feira (17) pelo sindicato regional. Em âmbito nacional, a proposta da Fenaban foi rejeitada por 97% dos trabalhadores, enquanto 90% aprovaram as paralisações.

Na Baixada Santista, a greve ocorre em um cenário de redução da presença física das instituições financeiras. Segundo dados apresentados pelo sindicato, o setor fechou 88 mil vagas de trabalho e 9,5 mil agências entre 2015 e 2025.

Categoria reivindica 5% de aumento real nos salários e nas demais verbas, além da manutenção dos direitos conquistados.

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