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Material apreendido pela PC durante a Operação em MG
G1 — Brasil · 2026-08-20T14:33:26.000Z
Material apreendido pela PC durante a Operação em MG
A Polícia Civil, por meio do Departamento Estadual de Operações Especiais (DEOESP), realizou, nesta quinta-feira (20), uma operação para combater crimes de agiotagem, extorsão, tortura, posse e porte ilegal de arma de fogo, associação para o tráfico de drogas e lavagem de dinheiro. Ao todo, 10 pessoas foram presas e cerca de R$ 22 milhões em bens dos investigados foram bloqueados. Segundo a polícia, um suspeito é considerado foragido.
A Operação Gargantua ocorreu em diferentes cidades como de Belo Horizonte, São José da Lapa, Vespasiano, Contagem e Capitólio. Segundo a polícia, o grupo emprestava dinheiro com juros altos e recorria à violência para cobrar as dívidas. Em alguns casos, os suspeitos chegaram a amputar membro das vítimas, filmar e compartilhar nas redes sociais para assustar outros devedores.
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Ainda de acordo com a polícia, os investigados também pediam documentos de parentes das vítimas para utilizá-los nas ameaças. Até o momento, 30 vítimas foram identificadas.
Além das prisões, foram apreendidos R$ 170 mil em notas, joias, relógios, 3 armas de fogo, 90 munições, contador de notas, caderno de anotações com nome das vítimas e os valores devidos.
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Como funcionava o esquema
Segundo as investigações, os suspeitos ofereciam os empréstimos diretamente às pessoas. Eles distribuíam cartões de visita e iam de porta em porta para divulgar o serviço. Depois de conceder o dinheiro, cobravam juros elevados e, segundo a polícia, utilizavam violência e ameaças para receber os valores.
Também foram encontradas máscaras e roupas semelhantes a uniformes do Exército. Segundo a polícia, os itens eram usados pelos suspeitos durante as sessões de tortura para intimidar as vítimas.
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