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Atacante de 17 anos do Operário-PR vive experiência no Bayern com direito a gol
ge — Futebol · 2026-08-20T15:38:42.000Z
Atacante de 17 anos do Operário-PR vive experiência no Bayern com direito a gol
Uli Hoeness, presidente de honra do Bayern de Munique, pediu cautela com a euforia em torno de Jürgen Klopp, novo técnico da seleção da Alemanha. Em entrevista à RTL Sky, ele elogiou o treinador, mas criticou o que considera a veneração.
Para Hoeness, a imagem construída por Klopp ao longo da carreira pode elevar demais as expectativas antes mesmo do início do trabalho. O dirigente reconheceu a capacidade do treinador, mas ressaltou que mudanças na seleção não acontecerão de forma imediata.
Uli Hoeneß, presidente de honra do Bayern de Munique
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— Considero Jürgen Klopp um treinador muito bom. Mas não sou um grande fã da veneração. Ele já tem um status como se pudesse andar sobre as águas. Também não pode mudar tudo com um simples toque de mágica. Ele vai trabalhar duro e muitas coisas vão melhorar. Mas é preciso dar tempo e, acima de tudo, não se pode acreditar que ele seja o Messias — afirmou.
A principal crítica de Hoeness, porém, não se limita às expectativas em torno de Klopp. O dirigente também questionou a presença de Marc Kosicke, antigo conselheiro de Klopp, na nova estrutura da seleção alemã. Ele acompanha o treinador há cerca de duas décadas e foi levado como uma espécie de braço direito para estratégia, desenvolvimento e inovação. A função também envolve assuntos administrativos, como comunicação e patrocinadores.
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Hoeness considera problemática a contratação de Kosicke, principalmente porque ele também é dirigente de uma agência de jogadores, e passa a impressão de que Klopp e pessoas próximas a ele conquistaram influência excessiva dentro da Federação Alemã.
— O que não gosto nessa história é que o conselheiro Kosicke foi trazido junto. Não sei exatamente o que ele deve fazer. Ele tem uma agência de jogadores e é o diretor-executivo dela. Considero isso um problema.Toda essa história me parece uma “aquisição amigável”. Klopp e companhia assumiram o DFB, e considero isso errado — afirmou.
Mas, o presidente da Federação, Bernd Neuendorf, explicou que Kosicke terá acesso ao trabalho como funcionário externo e será uma importante ligação entre Klopp e o restante da estrutura. Segundo ele, a proximidade entre os dois era tamanha que eles só poderiam ser contratados em conjunto.
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Jürgen Klopp é o novo técnico da Alemanha
John Macdougall / AFP
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Hoeness também citou Hans-Joachim Watzke, vice-presidente da Federação, e figura histórica do Borussia Dortmund, clube pelo qual Klopp fez grande parte de sua carreira na Alemanha. O dirigente do Bayern reconheceu que mantém atualmente uma boa relação com Watzke, mas afirmou que o dirigente teve participação na chegada de Klopp à seleção e que essa influência precisa ser observada.
— Que Aki Watzke, com quem hoje tenho uma relação muito boa, colocou as mãos nisso, não há dúvida. Acho que precisamos trabalhar um pouco nisso. Mas, no fim, os melhores jogadores vão jogar pela Alemanha, e eles estão conosco — completou.