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Deputada estadual Aurelina Medeiros (União Brasil) tenta se eleger para o 8º mandato seguido
G1 — Brasil · 2026-08-20T16:25:00.000Z
Deputada estadual Aurelina Medeiros (União Brasil) tenta se eleger para o 8º mandato seguido
O Ministério Público Eleitoral (MPE) pediu ao Tribunal Regional Eleitoral de Roraima (TRE-RR) que barre a candidatura da deputada estadual Aurelina Medeiros (União Brasil) à reeleição. Ela tenta o 8º mandato consecutivo. O pedido de impugnação ocorre porque ela foi condenada no "Escândalo dos Gafanhotos", um dos maiores esquemas de corrupção investigados em Roraima.
Deputada estadual desde 1995 - há 31 anos, Aurelina Medeiros é uma das parlamentares mais antigas da Assembleia Legislativa de Roraima. O g1 procurou a defesa dela, mas não obteve resposta até a última atualização.
No pedido para que ela seja barrada, o procurador regional eleitoral Cyro Carne Ribeiro argumentou que Aurelina está inelegível por causa da condenação por improbidade administrativa, confirmada pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1) em 29 de julho de 2025.
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A sentença determinou que ela ressarcisse R$ 1.599.588,88 milhão aos cofres públicos, além do pagamento de multa de R$ 159,9 mil e da suspensão dos direitos políticos por cinco anos.
Na ação ao TRE-RR, o MPE disse que Aurelina se enquadra nos critérios de inelegibilidade previstos na Lei da Ficha Limpa.
"A Impugnada preenche, de forma cumulativa, todos os requisitos exigidos pela Lei Complementar nº 64/1990 para a configuração da , quais sejam: inelegibilidade condenação por ato doloso de improbidade administrativa, com a eproferida por órgão judicial colegiado expressa suspensão dos direitos políticos o devendo conhecimento concomitante de lesão ao erário e de enriquecimento ilícito,e seu pedido de registro ser indeferido", cita trecho do pedido do MPE ao TRE-RR.
O pedido para que seja candidata em 2026 ainda não foi julgado no TRE.
Aurelina e o esquema dos gafanhotos
Na ação sobre o esquema, a Justiça afirmou que o então governador Neudo Ribeiro Campos, o ex-diretor do Departamento de Estradas de Rodagem de Roraima (DER-RR) e a ex-secretária de Administração integravam o chamado “núcleo operacional permanente” do esquema.
O esquema consistia na inclusão de funcionários que não prestavam serviços ao governo nas folhas de pagamento do DER-RR e da Secretaria de Administração. Os chamados “gafanhotos” recebiam salários com recursos públicos, mas os valores depois eram desviados por pessoas envolvidas no esquema.
No caso de Aurelina, então deputada estadual, a Justiça concluiu que ela se beneficiou dos recursos desviados. Segundo os documentos, os irmãos dela receberam valores por meio de procurações concedidas por pessoas incluídas no esquema.
Ainda conforme o TRF1, Aurelina reconheceu durante a investigação a existência de funcionários fantasmas e afirmou que alguns deles sequer moravam em Roraima.
A defesa alegou que os valores eram usados para despesas de gabinete e para o pagamento de outros funcionários que atuavam para a parlamentar. O TRF1, porém, considerou que a justificativa não era compatível com os demais elementos de prova.
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