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Investigados pela terceirização das UPAs de Palmas têm pedido de liberdade negado

Investigados no caso das UPAs de Palmas têm pedido de habeas corpus negado

G1 — Brasil · 2026-08-20T19:00:04.000Z

Investigados no caso das UPAs de Palmas têm pedido de habeas corpus negado

O Tribunal de Justiça negou os pedidos de habeas corpus de Dhieine Caminski, Andres Vicente da Costa e Cláudia Fernanda Cândido da Silva. Os três são investigados por um suposto esquema de corrupção envolvendo o contrato de terceirização das UPAs de Palmas.

A decisão foi de uma Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Tocantins, nesta quarta-feira (20). Venceu o voto divergente do desembargador Luizilmar dos Santos Pires. Ele entendeu que os três investigados devem permanecer na prisão e foi acompanhado de mais dois desembargadores.

Os três discordaram do voto do desembargador relator, Márcio Barcelos, que havia votado pela liberdade dos três investigados. O julgamento terminou com três votos a dois pela manutenção das prisões.

Dhieine Caminski era secretária de saúde durante a terceirização das UPAs. Andres Vicente era superintendente de Atenção à Saúde e a empresária Cláudia Fernanda Cândido era apontada como lobista do esquema.

As duas mulheres estão numa cela no alojamento do comando-geral da Polícia Militar aqui na região central de Palmas. Andres Vicente está numa cela do presídio aqui da capital.

Os advogados de Dhieine Caminski e Cláudia Fernanda Cândido informaram que não foram notificados de qualquer decisão. O g1 pediu posicionamento de Andres Vicente, mas não houve retorno até a última atualização desta reportagem.

Investigados por contrato de R$ 139 milhões na terceirização das UPAs viram réus

TCE determina suspensão de contrato de R$ 139 milhões para gestão das UPAs de Palmas

Dhieine Caminski; Andreis Vicente da Costa e a empresária Cláudia Fernanda Cândido

Os três são investigados pela Polícia Civil e estão presos desde junho. Eles são apontados como os principais suspeitos terem organizado um suposto esquema para a terceirização das UPAs de Palmas pelo no valor de R$ 139 milhões.

O inquérito da Polícia Civil foi concluído no dia 20 de junho. Ao todo, dez pessoas foram indiciadas. Elas respondem por crimes como desvio de dinheiro público, corrupção, lavagem de dinheiro e associação criminosa.

No dia 27 de junho, eles foram denunciados e viraram réus em ação penal.

Contrato suspenso pelo TCE

O Tribunal de Contas do Estado (TCE) suspendeu o contrato após identificar indícios de irregularidades e por não ver vantagem econômica para a cidade. O órgão deu 60 dias para que a Prefeitura de Palmas reassuma a gestão das UPAs, garantindo que o atendimento aos moradores não seja interrompido.

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