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Armas foram apreendidas pela polícia
G1 — Brasil · 2026-08-20T20:52:33.000Z
Armas foram apreendidas pela polícia
O médico cardiologista João Jazbik Neto, de 78 anos, foi solto pela Justiça nesta quinta-feira (20), após ter sido preso no sábado (15), em Campo Grande. Segundo o advogado de defesa, José Trad, foi apresentado um habeas corpus, e a Justiça concedeu a soltura.
Ao g1, o advogado afirmou que o habeas corpus apresentou diversos argumentos. Segundo ele, João Jazbik é inocente.
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A defesa afirma ainda que a vítima deixou uma carta de despedida registrada em um diário, onde também havia outras mensagens em que ela expressava ideação suicida. Os laudos serão contestados pela defesa na Justiça.
Ainda segundo o advogado, o médico colaborou com as investigações e cumpriu todas as medidas cautelares determinadas no habeas corpus concedido anteriormente pelo Tribunal.
O médico estava preso por suspeita do feminicídio da esposa, a fisioterapeuta Fabiola Marcotti, de 51 anos, no dia 18 de maio, na chácara onde o casal morava, na região da Chácara dos Poderes, em Campo Grande.
A prisão ocorreu depois que a perícia descartou a possibilidade de que a vítima tenha tirado a própria vida, como o médico afirma desde a morte da esposa. O inquérito está em fase de conclusão.
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João Jazbik Neto, dentro da sua casa em Campo Grande, junto do advogado e policiais.
Willian Guedes/ TV Morena
Médico já havia sido preso após a morte da esposa
João Jazbik chegou a ser preso após a morte de Fabiola, mas foi solto no dia 23 de maio, com tornozeleira eletrônica, depois que a Justiça concedeu um habeas corpus apresentado pela defesa.
Na ocasião, ele foi preso por suspeita de fraude processual e posse irregular de arma de fogo. O médico nega envolvimento na morte da fisioterapeuta.
Inicialmente, o caso foi tratado como suicídio, mas a investigação passou a apurar a possibilidade de feminicídio. A morte é investigada pela Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam).
Fabiola foi atingida por um tiro na cabeça dentro da residência. João acionou a polícia e afirmou que a esposa teria tirado a própria vida.
Durante as investigações, a polícia encontrou armas sem documentação na casa do médico, na região da Chácara dos Poderes.
No dia seguinte à morte, a Deam informou ter encontrado divergências nos depoimentos do médico, de testemunhas e de outras pessoas ouvidas no caso.
A investigação apontou ainda que o médico teria pedido ao caseiro e a um ex-funcionário que transferissem um armário com armas e munições para outro imóvel da propriedade. Para a polícia, a ação configurou fraude processual. Os três foram presos em flagrante.
Uma perícia preliminar também indicou que a lesão na cabeça da vítima não seria compatível com a versão apresentada pelo médico.
Fabíola Marcotti foi encontra morta dentro de casa em maio deste ano, em Campo Grande.