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Panda abre Barretos e transforma arena em karaokê de modas da sofrência sem moderação

Panda faz apresentação potente na 71ª Festa do Peão de Barretos 2026

G1 — Brasil · 2026-08-21T04:06:15.000Z

Panda faz apresentação potente na 71ª Festa do Peão de Barretos 2026

Um ano depois de estrear na Festa do Peão de Barretos com o projeto “Cê Tá Doido”, Panda voltou ao palco do estádio de rodeios em outro momento da carreira. Desta vez, como protagonista e com a missão de abrir, na noite de quinta-feira (20), os shows da 71ª edição do maior festival sertanejo do país.

Em ascensão desde 2024 e com músicas entre as mais ouvidas das plataformas de streaming, o cantor apostou justamente na fórmula que ajudou a projetá-lo: sofrência, voz potente e um repertório recheado de músicas para cantar de olhos fechados — ou de copo na mão.

Panda equilibrou os próprios sucessos com uma viagem pelo sertanejo romântico, principalmente dos anos 1990 e 2000. E encontrou uma arena disposta a embarcar na proposta. Ainda conseguiu um momento para levar à frente do palco a esposa e a mãe, para agradecê-las pelo apoio à carreira.

“Baqueado”, parceria com Ícaro e Gilmar lançada no DVD “Panda Sem Moderação”, abriu a sequência e colocou o público para cantar. A música é um dos principais sucessos da trajetória do artista e ajudou a impulsionar sua carreira.

Na sequência, vieram “Calcinha de Renda”, gravada com Gusttavo Lima, “Como Um Anjo”, de Zezé Di Camargo & Luciano, e “Tem Nada a Ver”, de Jorge & Mateus. “Porcelanato”, outro sucesso de Panda, ganhou coro forte dos fãs.

Se a sofrência era o combustível da noite, o vozeirão tratou de fazer o restante do trabalho.

Em “Corpo Nu”, Panda exibiu a potência vocal que se tornou uma de suas marcas. Mas foi com “Agora”, sucesso de Bruno & Marrone, que a semelhança de sua voz com a de Bruno — comparação que acompanha o cantor desde que ganhou projeção nacional — ficou ainda mais evidente e arrancou gritos da arena.

O passeio pela memória afetiva do sertanejo continuou com “Frente a Frente”, de Matogrosso & Mathias; “Só Pensando em Você”, de Rick & Renner; “Pra Mudar a Minha Vida”, de Zezé Di Camargo & Luciano; “200 Reais”, de Cleber & Cauan; e “Entre Ela e Eu (Sou Eu)”, de Chrystian & Ralf.

Também houve espaço para homenagear Marília Mendonça. Panda escolheu “Troca de Calçada”, lançada pela cantora em 2021, para lembrar a artista que se tornou símbolo da sofrência no sertanejo.

Entre uma música e outra, o cantor conversou com o público e avisou que ninguém sairia ileso do repertório.

“Estou muito feliz de estar aqui. Obrigado, Deus, primeiramente, por essa oportunidade, e a todos vocês que estão curtindo. Aqui no show do Panda você vai sofrer. Quando eu falo que vou acabar com vocês é na cachaça. Aqui não tem como não beber, aqui o sertanejo é de verdade. Obrigado por vocês fazerem o Pandinha feliz”, disse, antes de beber direto de uma garrafa de uísque.

A noite ainda teve convidados. A dupla Bruno & Denner subiu ao palco para cantar “Por Um Minuto”, clássico de Bruno & Marrone. Bruno é sobrinho de Gusttavo Lima.

E se alguém ainda tinha dúvida de que, no repertório de Panda, música romântica não precisa necessariamente ter nascido sertaneja para ganhar chapéu e fivela, o show tratou de responder.

“Deus Me Livre” e “Que Pena”, sucessos do Raça Negra nos anos 1990, ganharam versões conduzidas pela sanfona e pelo pandeiro. “Pra Você Acreditar”, de Ferrugem, também entrou na mistura.

Panda deixou para o final o maior sucesso do ano – até aqui. “Eu Te Seguro”, do DVD “Panda Sem Moderação 2”, foi a música mais tocada nas plataformas no 1º semestre do ano, segurando o gênero sertanejo no topo.

Foi neste momento que chamou à frente do palco a esposa, Shirlen Wikina, e a mãe, a quem agradeceu por tudo o que tem conquistado. O beijo em Shirlen levou o público à loucura.

Entre hits próprios, modões, pagode e uma boa dose de sofrência, Panda transformou sua volta a Barretos em um grande karaokê sertanejo — daqueles em que boa parte da arena já sabe a próxima música antes mesmo do primeiro verso.

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