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Ataque com fogo em loja de telefonia em MG pode ter sido motivado por ciúmes após fim de relacionamento

Mulher ateia fogo em equipamentos e parte para cima de funcionárias em loja de telefonia

G1 — Brasil · 2026-08-21T07:00:39.000Z

Mulher ateia fogo em equipamentos e parte para cima de funcionárias em loja de telefonia

O ataque registrado em uma loja da Vivo no Centro de Lambari (MG), na manhã desta quinta-feira (20), pode ter sido motivado por uma desavença relacionada ao fim de um relacionamento amoroso, segundo informações apuradas pela Polícia Militar.

De acordo com o boletim de ocorrência, a mulher de 41 anos suspeita de atear fogo no estabelecimento procurava uma das atendentes da loja. A funcionária relatou aos policiais que iniciou um relacionamento com o ex-companheiro da mulher no último sábado (15) e que, desde então, vinha recebendo ameaças. O nome da suspeita não foi divulgado.

Conforme o relato da vítima, a mulher teria afirmado que jogaria ácido em seu rosto. As funcionárias também disseram à polícia que a suspeita exigia que a atendente publicasse um pedido de desculpas nas redes sociais.

Segundo a PM, a mulher chegou ao local carregando uma barra de ferro e uma garrafa com cerca de 500 mililitros de gasolina. Ao entrar na loja, teria se aproximado da atendente e dito "não corre, não". Em seguida, lançou combustível na direção das pessoas que estavam nas mesas de atendimento e ateou fogo.

Mulher ateia fogo em equipamentos e parte para cima de funcionárias em loja de telefonia em Lambari, MG

Câmera de segurança

Imagens de câmeras de segurança mostram o momento em que o incêndio é provocado. As funcionárias correm para o fundo da loja enquanto a suspeita continua no estabelecimento. Em seguida, ela teria tentado alcançar as atendentes que se refugiaram em outra sala.

Apesar da ação, ninguém ficou ferido. O incêndio foi controlado com o uso de um extintor da própria loja, com ajuda de uma pessoa que passava pelo local.

Ex-companheiro relatou separação

Durante as diligências, os policiais ouviram o ex-companheiro da suspeita. Ele contou que o relacionamento havia terminado após descobrir uma traição, mas que os dois continuavam morando na mesma residência enquanto negociavam a venda do imóvel.

Ainda conforme seu relato, a suspeita passou a demonstrar comportamento agressivo nos últimos dias. O homem afirmou também que percebeu o desaparecimento de uma pistola calibre 9 mm de sua propriedade e suspeitava que ela tivesse retirado o armamento do local.

Câmera de segurança flagra momento em que mulher acende fósforo e joga em mesa em loja

Com autorização do morador, os militares fizeram buscas na casa e encontraram a arma, um carregador e 14 munições em um quarto utilizado exclusivamente pela mulher. Todo o material foi apreendido.

A suspeita deixou a loja antes da chegada da polícia e até a publicação desta reportagem, não havia sido localizada. O caso será investigado.

Em nota, a Vivo disse que repudia veementemente qualquer ato de violência e informou que está em contato com sua revenda na cidade de Lambari, no Sul de Minas. A loja acionou as autoridades locais. Segundo a empresa, nenhuma pessoa ficou ferida e as atividades comerciais já estão funcionando normalmente.

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