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Homem é condenado a 22 anos de prisão por matar ex-companheira a tiros na Bahia
G1 — Brasil · 2026-08-21T10:17:47.000Z
Homem é condenado a 22 anos de prisão por matar ex-companheira a tiros na Bahia
João Batista de Araújo foi condenado pelo Tribunal do Júri de Itabela, no extremo sul da Bahia, a 22 anos de prisão pelo assassinato da ex-companheira, Sirleide de Jesus Oliveira, de 41 anos. O crime aconteceu em janeiro deste ano, dentro de um bar da cidade.
O julgamento aconteceu na quarta-feira (19). Os jurados consideraram que João Batista foi o responsável pela morte da mulher e que o crime ocorreu contra ela por razões relacionadas à condição de mulher, em um contexto de violência doméstica e familiar.
O homem deverá cumprir a pena inicialmente em regime fechado e teve a prisão preventiva mantida. A decisão também determinou o início imediato do cumprimento da pena.
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Relembre o caso
Sirleide foi morta a tiros na noite de 11 de janeiro, dentro do "Bar da Joana", no bairro Bandeirantes, em Itabela. Segundo a denúncia, João Batista e a vítima haviam mantido um relacionamento por cerca de quatro anos.
Na época do crime, segundo a investigação, o homem confessou ter feito o disparo. A versão apresentada por ele apontava uma suposta traição como motivo do assassinato.
Sirleide chegou a ser socorrida pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), mas não resistiu aos ferimentos.
A sentença aponta que o crime foi cometido com uma arma de fogo sem registro ou porte regular. Para a Justiça, o fato de o disparo ter ocorrido em um local público também aumentou a gravidade da conduta.
Outro ponto considerado na definição da pena foi o impacto da morte na família. Sirleide era mãe de sete filhos, três deles menores de idade e um com deficiência.
Segundo uma testemunha ouvida durante o julgamento, o irmão dela, que também tem deficiência, teve uma piora no quadro de saúde após a morte da mulher e precisou ser internado.
A Justiça fixou inicialmente a pena em 25 anos, mas reduziu para 22 anos após considerar a confissão espontânea do réu.
Durante o julgamento, a defesa pediu que fosse considerada a confissão e tentou retirar da acusação a circunstância de que o crime teria dificultado a defesa da vítima. Os jurados, porém, não reconheceram esse agravante.
Com a condenação, João Batista permanece preso e não poderá recorrer em liberdade, conforme determinado na sentença.
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