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Piauí tem mais de 200 agressores de mulheres monitorados por tornozeleira e mais de 70 presos por violar medidas protetivas

Medidas Protetivas no Piauí: mais de 200 agressores são monitorados por tornozeleira

G1 — Brasil · 2026-08-21T10:38:26.000Z

Medidas Protetivas no Piauí: mais de 200 agressores são monitorados por tornozeleira

Dados apresentados pela Central de Monitoramento da Secretaria de Segurança Pública do Piauí em reportagem da TV Clube, nesta sexta-feira (21), mostram que 212 agressores de mulheres usam tornozeleira eletrônica no Piauí por determinação judicial.

No primeiro semestre deste ano, 57 homens foram presos por descumprirem medidas protetivas e, em julho e agosto, outros 21 foram detidos pela mesma razão.

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Botão do pânico

Além do monitoramento dos agressores, 49 mulheres possuem botão do pânico no Piauí. O equipamento é utilizado junto com a tornozeleira eletrônica do agressor e funciona como uma ferramenta adicional de proteção.

⚠️ Em caso de aproximação indevida e violação da medida protetiva, o dispositivo vibra e emite sinais sonoro e luminoso, além de enviar a informação para a Central de Monitoramento. A equipe, então, aciona a Polícia Militar.

O botão do pânico é disponibilizado por determinação judicial, mas não é obrigatório. A vítima decide se deseja utilizar o equipamento.

Segundo a Central de Monitoramento, enquanto a tornozeleira estabelece áreas de proteção relacionadas aos locais cadastrados, o botão permite que o raio de proteção acompanhe a mulher por onde ela estiver com o dispositivo.

Como pedir uma medida protetiva

Para ter acesso à medida protetiva, a mulher precisa fazer uma solicitação, que é encaminhada ao Poder Judiciário. O pedido é analisado de forma rápida por se tratar de uma medida de urgência.

Segundo as informações apresentadas na reportagem, o juiz determina a medida em até 48 horas, após analisar o contexto da denúncia e a situação de vulnerabilidade da vítima.

Uma das ferramentas disponíveis para facilitar o pedido é a Júlia Sentinela, que funciona pelo WhatsApp, no número (86) 9812-815. A mulher fornece as informações necessárias e o pedido é encaminhado para distribuição no sistema da Justiça.

Desde a implantação da ferramenta, 315 pedidos de medidas protetivas foram distribuídos pela Júlia Sentinela. Dos 303 pedidos já analisados, 245 tiveram concessão total ou parcial, o equivalente a aproximadamente 81%.

Canais de atendimento

Além da solicitação de medida protetiva, mulheres vítimas de violência podem procurar os canais de atendimento da segurança pública e serviços especializados:

Disque 180: denúncias relacionadas à violência doméstica e familiar;

Disque 100: Disque Direitos Humanos;

Disque 190: Polícia Militar, em situações de flagrante;

Delegacias de Atendimento à Mulher: atendimento especializado;

Casa da Mulher Brasileira: em Teresina, funciona com plantão de gênero 24 horas por dia, sete dias por semana;

Ei, Mermã, Não se Cale: WhatsApp da Secretaria das Mulheres;

BO Fácil: aplicativo que permite registrar ocorrência e solicitar medida protetiva.

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