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Mendonça determina investigação sobre suspeita de novos vazamentos em caso de Lulinha

O ministro André Mendonça do Supremo Tribunal Federal (STF) determinou nesta sexta-feira (21) apuração sobre suspeita de novos vazamentos de dados sigilosos em caso envolvendo Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz…

G1 — Política · 2026-08-21T13:47:45.000Z

O ministro André Mendonça do Supremo Tribunal Federal (STF) determinou nesta sexta-feira (21) apuração sobre suspeita de novos vazamentos de dados sigilosos em caso envolvendo Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

A decisão diz respeito a reportagens jornalísticas. Contudo, o ministro salienta que a investigação, que já se encontra em curso, não deve ter como foco os autores ou responsáveis pela veiculação das matérias.

"Portanto, resta demonstrada com clareza solar a apontada identidade entre os objetos das notícias recentemente veiculadas, acima elencadas, bem como de outras que contenham praticamente o mesmo teor, e da investigação já instaurada e em trâmite regular desde o início do ano", diz um trecho do documento.

"Diante de tal conclusão, se faz imperiosa a determinação expressa para que a autoridade policial responsável pela condução do referido procedimento investigatório, inclua a apuração quanto à origem das informações que foram objeto de veiculação indevida no referido procedimento", prossegue.

Agora no g1

1. Suposto tráfico de influência no Ministério da Saúde

É o inquérito mais recente. A Polícia Federal investiga se Lulinha cometeu os crimes de tráfico de influência e corrupção ao atuar para favorecer o empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como "Careca do INSS", em negociações com o Ministério da Saúde.

Segundo a PF, o grupo tentava viabilizar negócios relacionados à venda de produtos de cannabis medicinal ao governo federal. Os investigadores apuram se Lulinha teria ajudado a abrir portas dentro da administração pública para essas negociações. O contrato citado nas investigações não chegou a ser fechado.

A defesa de Lulinha nega irregularidades e afirma que a PF não encontrou elementos que o ligassem às fraudes do INSS.

2. Investigação sobre atuação junto à Dataprev

Outro inquérito apura uma possível atuação de Lulinha e da empresária e lobista Roberta Luchsinger junto à Dataprev, empresa pública responsável por sistemas de dados da Previdência Social.

Os detalhes dessa investigação ainda são menos conhecidos publicamente porque o procedimento tramita sob sigilo. A PF procura esclarecer se houve tentativa de influência para favorecer interesses privados dentro da estatal.

3. Investigação sobre repasses a ex-assessor da Presidência

Um terceiro inquérito foi distribuído ao ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF). De acordo com reportagens citadas pelo g1 e pela CBN, o caso investiga repasses relacionados a um ex-assessor da Presidência da República.

O conteúdo completo dessa apuração ainda não foi divulgado oficialmente porque o caso permanece sob sigilo.

Disputa sobre onde os casos devem tramitar

A Procuradoria-Geral da República (PGR) defendeu que pelo menos dois desses inquéritos saiam do STF e sejam enviados para a primeira instância da Justiça Federal, argumentando que não há investigados com foro privilegiado.

O ministro André Mendonça, relator de dois dos inquéritos, avalia manter os casos no Supremo porque mensagens encontradas no celular de Roberta Luchsinger mencionariam autoridades que possuem foro privilegiado, o que ainda precisa ser aprofundado pela PF.

Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha

- Esta reportagem está em atualização

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