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Justiça anula procedimento da Comissão de Ética do Corinthians contra vice-presidente

Com Memphis, Corinthians vence e está nas quartas da Libertadores

ge — Futebol · 2026-08-21T19:31:34.000Z

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A Justiça de São Paulo anulou o processo aberto pela Comissão de Ética e Disciplina do Corinthians contra Armando Mendonça, vice-presidente do clube.

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A decisão foi assinada na última quinta-feira pelo juiz Antonio Manssur Filho, da 2ª Vara Cível de Tatuapé. Na sentença, o magistrado apontou a existência de “insanáveis vícios estruturais” no procedimento, que poderia resultar na perda do mandato do dirigente.

O processo interno apurava supostas irregularidades na gestão dos materiais esportivos fornecidos pela Nike ao clube.

Armando Mendonça, vice-presidente do Corinthians

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Segundo a sentença, o principal problema estava na condução do procedimento por Leonardo Fogaça Pantaleão, que, na ocasião, acumulava a presidência em exercício do Conselho Deliberativo, em razão da licença de Romeu Tuma Junior, e a presidência da Comissão de Ética e Disciplina.

Para o magistrado, o acúmulo de funções comprometeu a imparcialidade do processo.

Pantaleão teria rejeitado individualmente sua própria suspeição, definido o rito mais gravoso, que poderia levar à destituição, e dado continuidade ao procedimento sem a prévia designação de um relator.

Na avaliação do juiz, a condução do caso violou o princípio de que ninguém pode atuar simultaneamente como parte interessada e julgador em uma mesma causa.

Além do conflito de funções, a decisão cita outras irregularidades processuais, como a ausência de nomeação formal de um relator antes da abertura do prazo de defesa, a não apresentação do prontuário cadastral do associado e a adoção de um procedimento incompatível com as normas estatutárias do clube.

Procurado pelo ge, Leonardo Pantaleão se manifestou por meio de nota sobre a decisão judicial.

— Em relação à sentença, não posso deixar de registrar minha admiração pela velocidade olímpica com que foi proferida: apenas 24 horas após a juntada aos autos de uma manifestação de 28 laudas. De todo modo, fico satisfeito em constatar tamanha celeridade do Poder Judiciário, que certamente há de dispensar a mesma atenção e presteza a todos os processos submetidos à sua apreciação.

Leonardo Pantaleão, presidente da Comissão de Ética do Corinthians

José Manoel Idalgo/Agência Corinthians

Com a decisão, o procedimento disciplinar foi integralmente anulado. A sentença, porém, não impede o Corinthians de abrir uma nova apuração sobre o fluxo de materiais esportivos fornecidos pela Nike.

Caso o clube decida instaurar um novo processo, a investigação deverá ser iniciada novamente e seguir as formalidades previstas no estatuto. Entre as exigências estão a atuação de uma autoridade sem conflito de funções, a prévia designação de um relator e a garantia do direito à ampla defesa.

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