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Veja plano de governo de Roberto Rocha (PRTB), candidato ao governo do Maranhão

Roberto Rocha (PRTB)

G1 — Brasil · 2026-08-21T20:25:51.000Z

Roberto Rocha (PRTB)

O candidato ao governo do Maranhão, Roberto Rocha (PRTB), apresentou o plano de governo ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Candidato apresentou documento de 29 páginas ao TSE com propostas voltadas ao desenvolvimento econômico, melhoria dos serviços públicos, fortalecimento da saúde e educação, geração de emprego e renda, segurança e modernização da gestão estadual.

O plano de governo de Roberto Rocha é dividido em dois eixos, “Preparar o Maranhão” e “Preparar os Maranhenses”, e organizado em 18 áreas com propostas voltadas ao desenvolvimento econômico, infraestrutura, saúde, educação, segurança, geração de emprego e renda, sustentabilidade, inclusão social e modernização da gestão pública.

Confira abaixo por área as principais medidas propostas para o mandato 2027-2030, caso seja eleito em outubro.

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Na área de desenvolvimento econômico, o plano prevê a criação de uma estratégia para ampliar a capacidade produtiva do Maranhão, integrando indústria, logística, exportação, fornecedores locais e geração de empregos. A proposta busca fazer com que os grandes investimentos previstos no Estado também fortaleçam empresas maranhenses e gerem desenvolvimento regional.

Entre as principais medidas estão a criação da Rede Maranhense de ZPEs (Zonas de Processamento de Exportação), a integração de polos produtivos, o fortalecimento de fornecedores locais e a criação de mecanismos para acompanhar os impactos dos investimentos sobre emprego, renda e arrecadação.

Veja outras propostas:

Criar o programa Maranhão que Agrega Valor, para identificar atividades e etapas produtivas realizadas fora do Estado que possam ser desenvolvidas localmente;

Fortalecer fornecedores maranhenses com apoio em certificação, acesso a crédito, tecnologia, gestão e conexão com empresas de maior porte;

Vincular incentivos estaduais a compromissos de geração de empregos, qualificação profissional, inovação e compras realizadas de empresas locais;

Criar contratos de desenvolvimento para grandes investimentos, com metas de participação de fornecedores maranhenses, infraestrutura e desenvolvimento dos territórios;

Integrar o crescimento econômico do sul maranhense, especialmente na região de Balsas, a investimentos em logística, qualificação profissional e serviços públicos;

Acompanhar os resultados da política econômica por indicadores de investimento, emprego, renda, participação de empresas locais e arrecadação.

Infraestrutura e logística

Na área de infraestrutura, o plano prevê transformar a malha rodoviária estadual em uma rede integrada de desenvolvimento, conectando estradas, pontes, vias vicinais e corredores produtivos aos principais polos econômicos do Maranhão.

A proposta busca reduzir custos de transporte, melhorar o escoamento da produção e ampliar o acesso da população a serviços públicos, com investimentos em recuperação de rodovias, manutenção permanente e melhoria da mobilidade regional.

Veja outras propostas:

Criar uma Carteira Estadual de Corredores de Integração, priorizando obras que conectem áreas produtivas, polos logísticos, hospitais, escolas e serviços públicos;

Recuperar trechos estratégicos das rodovias estaduais, incluindo corredores ligados à Baixada Maranhense, litoral ocidental, vales do Mearim e Itapecuru;

Implantar contratos de manutenção por desempenho, com metas de qualidade do pavimento, drenagem, sinalização e segurança viária;

Criar o programa Maranhão sem Ponte de Madeira, substituindo estruturas precárias por pontes permanentes;

Estruturar uma Patrulha Mecanizada Regionalizada para apoiar a recuperação e conservação de estradas vicinais, com prioridade para agricultura familiar, transporte escolar e acesso à saúde;

Integrar obras de infraestrutura ao Banco Maranhão de Projetos, acompanhando cada intervenção desde o planejamento até a execução.

Água e saneamento

Na área de água e saneamento, o plano prevê ampliar o acesso aos serviços básicos, com investimentos em abastecimento, esgotamento sanitário, redução de perdas, gestão regionalizada e melhoria da eficiência dos sistemas.

Entre as principais medidas estão a expansão das redes de abastecimento, implantação de soluções para comunidades rurais e tradicionais, ampliação do tratamento de esgoto e criação de mecanismos de acompanhamento por metas de desempenho.

Veja outras propostas:

Reformar a operação estadual de abastecimento de água com contratos de metas, medição de desempenho e transparência dos resultados;

Implantar sistemas simplificados de abastecimento para povoados rurais e comunidades tradicionais, com poços, reservatórios e redes de distribuição;

Ampliar a segurança hídrica no sertão maranhense com cisternas, recuperação e construção de pequenas barragens, poços profundos, dessalinização e adutoras regionais;

Expandir o esgotamento sanitário a partir da Região Metropolitana de São Luís e avançar por blocos regionais de municípios;

Organizar obras de saneamento por bacias e regiões, integrando coleta, tratamento e ligações domiciliares;

Reduzir perdas de água com modernização das redes, medição, recuperação de hidrômetros e substituição de trechos críticos;

Criar programa de ligação intradomiciliar para famílias vulneráveis;

Desenvolver soluções regionais para resíduos sólidos, com aterros licenciados, encerramento de lixões, coleta seletiva e inclusão de catadores;

Criar uma carteira de obras de drenagem urbana para reduzir alagamentos, erosões e riscos em áreas vulneráveis.

Habitação e regularização fundiária

Na área de habitação, o plano prevê uma política que combina construção de moradias, melhoria habitacional, regularização fundiária e urbanização, com integração entre habitação, saneamento, mobilidade e serviços públicos.

A proposta busca enfrentar problemas como casas precárias, falta de infraestrutura, insegurança da posse e ocupação de áreas de risco, priorizando famílias em situação de vulnerabilidade.

Veja outras propostas:

Criar o programa Maranhão Casa Digna, com melhorias em moradias precárias, incluindo instalação de banheiros, substituição de pisos e coberturas inadequadas, adequações elétricas e acessibilidade;

Oferecer assistência técnica pública de arquitetura e engenharia para reformas, ampliações e melhoria da segurança das construções;

Construir novas moradias quando a reforma não for suficiente, priorizando famílias em situação de coabitação, aluguel elevado, moradias irrecuperáveis ou áreas de risco;

Garantir que novos empreendimentos tenham acesso a água, esgoto, drenagem, energia, transporte, escolas, saúde e oportunidades de trabalho;

Priorizar terrenos integrados à malha urbana, evitando conjuntos habitacionais distantes dos serviços públicos;

Realizar regularização fundiária com entrega de títulos registrados, levantamento cadastral, georreferenciamento e apoio aos municípios;

Integrar ações habitacionais com obras de saneamento e drenagem para reduzir problemas como esgoto a céu aberto, alagamentos e erosões.

Regularização fundiária rural e segurança no campo

Na área de segurança jurídica no campo, o plano prevê ações para ampliar a regularização fundiária rural, reduzir conflitos por terra e fortalecer a proteção de produtores, comunidades tradicionais e trabalhadores rurais.

A proposta busca integrar informações de diferentes órgãos, acelerar a emissão de títulos de propriedade e criar mecanismos de prevenção e mediação de conflitos, além de combater situações de exploração de trabalhadores.

Veja outras propostas:

Integrar o ITERMA, cartórios, municípios, Cadastro Ambiental Rural (CAR) e bases geoespaciais para acelerar processos de regularização fundiária;

Criar mutirões territoriais de regularização, priorizando áreas com conflitos, agricultura familiar e potencial produtivo;

Garantir transparência e rastreabilidade dos processos fundiários, acompanhando os resultados após a emissão dos títulos;

Implantar uma Ouvidoria Agrária Estadual para mediação de conflitos e atendimento às demandas do campo;

Criar uma Patrulha Rural Georreferenciada, com apoio de inteligência, mapa de risco e atuação especializada em crimes agrários;

Garantir proteção ao pequeno produtor, comunidades tradicionais e proprietários regulares, com aplicação das regras legais;

Identificar regiões de origem do aliciamento para trabalho escravo e concentrar ações de qualificação, renda e crédito produtivo;

Articular ações de fiscalização, acolhimento e reinserção produtiva de trabalhadores resgatados;

Restringir incentivos fiscais e compras públicas estaduais para empregadores incluídos em listas de trabalho escravo.

Meio ambiente e sustentabilidade

Na área de meio ambiente, o plano prevê uma política que busca conciliar desenvolvimento econômico e preservação ambiental, com ações de regularização ambiental, proteção dos recursos naturais, recuperação de áreas degradadas, gestão de resíduos e incentivo a atividades produtivas de menor impacto.

Entre as principais medidas estão o estímulo à produção sustentável, recuperação de nascentes e matas ciliares, fortalecimento da economia circular e criação de mecanismos de rastreabilidade ambiental para ampliar a competitividade dos produtos maranhenses.

Veja outras propostas:

Ampliar a regularização ambiental das propriedades rurais, incentivando a recuperação de áreas degradadas e o aumento da produtividade sem abertura de novas áreas;

Utilizar monitoramento por imagens de satélite, fiscalização e responsabilização para combater o desmatamento ilegal;

Criar programas de recuperação de nascentes e matas ciliares integrados à agricultura, saneamento, pesca e infraestrutura;

Incorporar critérios ambientais à Rede Maranhense de ZPEs, incentivando indústrias com menor consumo de água e energia e maior reaproveitamento de materiais;

Estimular soluções regionais para resíduos sólidos, com coleta seletiva, reciclagem e apoio a cooperativas de catadores;

Transformar resíduos em cadeia econômica, com projetos de triagem, recuperação e reinserção produtiva de materiais descartados;

Fortalecer a fiscalização sobre o uso de agrotóxicos próximo a comunidades, escolas, cursos d’água e áreas de uso tradicional;

Criar sistemas de informação para acompanhar origem, regularidade e indicadores ambientais das cadeias produtivas;

Monitorar resultados ambientais por indicadores de redução do desmatamento, recuperação de áreas, proteção hídrica e destinação adequada de resíduos.

Energia e infraestrutura produtiva

Na área de energia, o plano prevê a expansão da infraestrutura de distribuição elétrica para acompanhar o crescimento econômico do Maranhão, garantindo suporte a novos investimentos, indústrias, agroindústrias, polos logísticos e empreendimentos ligados à Rede Maranhense de ZPEs.

A proposta busca antecipar demandas futuras, melhorar a qualidade do fornecimento e ampliar o uso de fontes renováveis como instrumento de desenvolvimento econômico e geração de oportunidades.

Veja outras propostas:

Criar um Plano Estadual de Expansão da Rede de Distribuição, com previsão de demanda para áreas urbanas, rurais, industriais e produtivas;

Integrar o planejamento energético aos polos da Rede Maranhense de ZPEs em São Luís/Bacabeira, Açailândia, Imperatriz e Caxias;

Garantir expansão da energia para pequenas e médias indústrias, cooperativas, agroindústrias e centros de beneficiamento;

Acompanhar indicadores de qualidade do fornecimento, como frequência e duração das interrupções;

Ampliar o uso de energia solar e outras fontes renováveis em prédios públicos, escolas, hospitais e sistemas de abastecimento;

Levar energia produtiva ao campo, apoiando soluções como bombeamento solar, irrigação, refrigeração e beneficiamento da produção rural;

Associar projetos de energia renovável à geração de empregos, qualificação profissional e desenvolvimento de fornecedores locais;

Integrar expansão energética e conectividade em áreas produtivas e comunidades rurais.

Turismo e economia criativa

Na área de turismo e economia criativa, o plano prevê transformar o patrimônio histórico, cultural e ambiental do Maranhão em uma cadeia econômica capaz de gerar emprego, renda e desenvolvimento regional.

A proposta busca ampliar a permanência dos visitantes, distribuir o fluxo turístico pelo território e fortalecer atividades ligadas à cultura, gastronomia, artesanato e serviços.

Veja outras propostas:

Criar a Rota Internacional São Luís–Alcântara–Lençóis–Delta, integrando patrimônio histórico, cultura, natureza, gastronomia e experiências locais;

Melhorar acessos rodoviários, saneamento, conectividade, sinalização, segurança e equipamentos de apoio nos destinos turísticos;

Ordenar o crescimento turístico nos Lençóis Maranhenses, com planejamento da visitação e regras de proteção ambiental;

Recuperar e dar uso econômico ao Centro Histórico de São Luís, integrando patrimônio, turismo, cultura, moradia e serviços;

Fortalecer destinos como Alcântara e regiões com patrimônio cultural, ambiental e histórico;

Integrar turismo, infraestrutura e saneamento para garantir crescimento sustentável da atividade;

Conectar a economia criativa à Rede Maranhense de ZPEs, ampliando mercados para produtos culturais, artesanato, gastronomia e serviços maranhenses;

Apoiar projetos turísticos e culturais por meio de uma carteira estruturada de investimentos.

Trabalho, renda e empreendedorismo

Na área de trabalho e renda, o plano prevê ações para ampliar a formalização, aumentar a produtividade dos pequenos negócios e conectar trabalhadores e empresas às oportunidades geradas pelos novos investimentos.

A proposta busca reduzir a informalidade por meio de qualificação, acesso a crédito, assistência empresarial e integração com mercados.

Veja outras propostas:

Criar o programa Maranhão Empreendedor Produtivo, reunindo qualificação, formalização, crédito, assistência empresarial, digitalização e acesso a mercados;

Apoiar pequenos negócios com orientação em gestão financeira, precificação, certificação e conexão com compradores;

Regionalizar as Salas do Empreendedor e simplificar processos para abertura e funcionamento de empresas;

Utilizar compras públicas e grandes investimentos como oportunidade de mercado para pequenos fornecedores locais;

Integrar a Rede Maranhense de ZPEs ao desenvolvimento de fornecedores maranhenses;

Ampliar a formação profissional alinhada às demandas reais do mercado;

Acompanhar resultados de formalização, sobrevivência dos negócios, aumento de faturamento e geração de empregos.

Educação, juventude e formação profissional

Na área de educação, o plano prevê aproximar ensino, formação profissional e desenvolvimento econômico, com foco na melhoria da aprendizagem, redução do abandono escolar e preparação dos jovens para novas oportunidades de trabalho.

A proposta busca fortalecer o ensino médio, ampliar a educação técnica, melhorar a permanência dos estudantes nas escolas e conectar a formação profissional às necessidades das diferentes regiões do Maranhão.

Veja outras propostas:

Criar o Pacto Estadual pelo Ensino Médio, com ações de melhoria da formação dos professores, recomposição da aprendizagem, ampliação do tempo integral e fortalecimento da formação técnica;

Expandir escolas técnicas conectadas às vocações regionais e aos investimentos previstos nos polos de São Luís/Bacabeira, Açailândia, Imperatriz e Caxias;

Criar uma rede de formação profissional envolvendo IEMA, universidades, Sistema S e instituições parceiras;

Estimular a participação de empresas na formação de profissionais, com visitas técnicas, estágios, aprendizagem e preparação de trabalhadores antes da instalação de novos empreendimentos;

Implantar programa de alfabetização de jovens e adultos, com metas territoriais, integração digital e formação profissional;

Criar ações para jovens que estão fora da escola e do mercado de trabalho, com apoio para retorno aos estudos, bolsas de permanência e qualificação;

Implantar sistema de alerta contra abandono escolar, com acompanhamento de frequência, desempenho e busca ativa de estudantes em risco;

Ampliar a conectividade estudantil, garantindo acesso dos alunos a tecnologias e ferramentas digitais.

Saúde regionalizada e atendimento especializado

Na área de saúde, o plano prevê a ampliação e descentralização da rede estadual, com fortalecimento dos serviços regionais, expansão do atendimento especializado e uso de tecnologia para melhorar o acesso da população.

A proposta busca reduzir deslocamentos de pacientes, ampliar a capacidade dos hospitais e unidades de referência e integrar atenção básica, média e alta complexidade.

Entre as principais medidas estão a ampliação de exames e tratamentos especializados, fortalecimento dos hospitais regionais, digitalização da gestão em saúde e melhoria dos mecanismos de regulação.

Veja outras propostas:

Ampliar a regionalização da saúde, fortalecendo hospitais e unidades de referência para que mais procedimentos sejam realizados próximos aos municípios de origem dos pacientes;

Expandir serviços especializados, incluindo consultas, exames, diagnósticos e tratamentos de maior complexidade;

Criar uma rede estadual de integração de dados, conectando unidades de saúde e ampliando o uso do Prontuário Eletrônico do Paciente;

Utilizar tecnologias digitais para apoio clínico, telemedicina e acompanhamento remoto de pacientes;

Fortalecer a regulação estadual, reduzindo filas e organizando encaminhamentos entre municípios e Estado;

Implantar centros regionalizados de diagnóstico por imagem, com exames como tomografia, ressonância, mamografia e ultrassonografia;

Ampliar serviços estratégicos de urgência, atendimento materno-infantil, oncologia, cardiologia e outras especialidades;

Fortalecer a atenção primária para prevenção, diagnóstico precoce e acompanhamento dos pacientes;

Criar mecanismos de acompanhamento de resultados, com indicadores de qualidade, tempo de espera e resolutividade dos serviços.

Na área de segurança pública, o plano prevê uma atuação baseada em inteligência, prevenção, presença territorial e fortalecimento da investigação, com foco na redução de crimes e melhoria da proteção à população.

A proposta busca preparar a estrutura de segurança para acompanhar o crescimento econômico e territorial do Maranhão, fortalecendo ações em cidades médias, corredores produtivos e regiões estratégicas.

Veja outras propostas:

Orientar a política de segurança por indicadores de resultado, acompanhando redução de homicídios, feminicídios, roubos e esclarecimento de crimes;

Ampliar a atuação territorial da segurança pública em cidades médias e regiões de expansão econômica;

Integrar inteligência, prevenção, policiamento territorial e investigação;

Preparar a infraestrutura de segurança para acompanhar a expansão das ZPEs, corredores rodoviários e áreas de desenvolvimento produtivo;

Fortalecer estruturas especializadas de atendimento às mulheres vítimas de violência;

Regionalizar a Patrulha Maria da Penha e ampliar a cobertura de casas de acolhimento;

Integrar segurança, assistência social, saúde e Justiça para organizar o atendimento às vítimas;

Priorizar mulheres em situação de violência em programas de qualificação profissional, empreendedorismo e geração de renda.

Agricultura familiar, pesca e babaçu

Na área de desenvolvimento rural, o plano prevê uma política integrada para agricultores familiares, pescadores artesanais, extrativistas e quebradeiras de coco babaçu, unindo produção, tecnologia, crédito, assistência técnica, beneficiamento e acesso ao mercado.

A proposta busca aumentar a renda no campo, fortalecer cadeias produtivas regionais e reduzir a dependência de ações isoladas do poder público.

Veja outras propostas:

Integrar regularização fundiária, assistência técnica, crédito, tecnologia, mecanização, armazenamento, beneficiamento e comercialização;

Fortalecer a agricultura familiar com foco no aumento da renda por família e por área produzida;

Ampliar assistência técnica e extensão rural de acordo com as vocações produtivas de cada território;

Incentivar cooperativas, compras públicas e venda direta para melhorar a remuneração dos produtores;

Levar infraestrutura de água, energia e conectividade aos territórios produtivos rurais;

Estruturar a cadeia do pescado com apoio à inspeção sanitária, rastreabilidade, capacitação e organização comercial;

Criar mecanismos de informação de preços para fortalecer o poder de negociação dos pescadores;

Desenvolver a cadeia do babaçu como atividade de bioeconomia, valorizando o trabalho das quebradeiras de coco e ampliando oportunidades de renda.

Primeira infância, mulheres e autonomia econômica

Na área de desenvolvimento social, o plano prevê ações integradas para ampliar o atendimento à primeira infância, apoiar mulheres e reduzir barreiras de acesso à educação, trabalho e renda.

A proposta busca fortalecer serviços de cuidado, ampliar oportunidades econômicas e apoiar mulheres em situação de vulnerabilidade, incluindo empreendedoras, trabalhadoras rurais e produtoras da economia criativa.

Veja outras propostas:

Criar um Programa Estadual de Apoio à Primeira Infância, integrando educação infantil, saúde, assistência social e proteção da criança;

Ampliar a oferta de creches e pré-escolas em áreas com maior déficit de atendimento;

Apoiar o retorno de mães jovens aos estudos e ao mercado de trabalho por meio de busca ativa, qualificação e intermediação de emprego;

Oferecer apoio a mulheres empreendedoras com formalização, gestão financeira, digitalização, acesso a mercados e crédito;

Criar mecanismos de microcrédito produtivo para mulheres sem histórico bancário;

Fortalecer mulheres rurais, extrativistas, pescadoras e artesãs com equipamentos, beneficiamento, organização produtiva e comercialização;

Conectar mulheres às oportunidades geradas pelos novos investimentos e cadeias produtivas do Maranhão.

Gestão municipal e projetos

Na área de gestão municipal, o plano prevê o fortalecimento da capacidade técnica das prefeituras para melhorar a elaboração de projetos, ampliar o acesso a recursos e preparar os municípios para novos desafios administrativos, incluindo a Reforma Tributária.

A proposta busca reduzir desigualdades entre municípios com diferentes estruturas de gestão, oferecendo apoio técnico para planejamento, captação de recursos, execução de obras e modernização administrativa.

Entre as principais medidas estão a criação de uma estrutura estadual de apoio a projetos, escritórios regionais e um banco de iniciativas para acompanhar investimentos desde a fase de planejamento até a execução.

Veja outras propostas:

Criar a Fábrica de Projetos do Maranhão, para apoiar municípios na elaboração de estudos, projetos, licenciamento, modelagem e captação de recursos;

Implantar escritórios regionais de projetos para auxiliar municípios menores em áreas como engenharia, arquitetura, planejamento, orçamento e gestão;

Criar o Banco Maranhão de Projetos, reunindo iniciativas estaduais e municipais organizadas por território, área, custo, impacto e fontes de financiamento;

Implantar uma Central de Oportunidades para conectar projetos estruturados a programas federais, financiamentos e fundos disponíveis;

Apoiar os municípios na atualização de sistemas, cadastros, processos fiscais e rotinas administrativas diante da Reforma Tributária;

Capacitar gestores, equipes técnicas e servidores municipais para adaptação ao novo ambiente tributário;

Estimular o compartilhamento de soluções tecnológicas e estruturas especializadas entre municípios.

Governo digital e serviços públicos

Na área de gestão pública e tecnologia, o plano prevê a transformação digital do Estado para melhorar a prestação de serviços, ampliar a conectividade e reduzir burocracias para cidadãos, empresas e municípios.

A proposta busca integrar dados, digitalizar serviços públicos e utilizar tecnologia para melhorar o acompanhamento das políticas públicas e a eficiência administrativa.

Veja outras propostas:

Criar o programa Maranhão Conectado, ampliando a infraestrutura digital em escolas, unidades de saúde, delegacias, órgãos públicos e áreas estratégicas;

Expandir a conectividade para municípios, comunidades rurais e polos produtivos, aproveitando estruturas existentes;

Integrar a infraestrutura digital aos corredores produtivos e áreas ligadas à Rede Maranhense de ZPEs;

Criar o Balcão Único Maranhense, reunindo serviços estaduais em portal, aplicativo, atendimento por WhatsApp, voz e unidades presenciais integradas;

Digitalizar serviços para empresas e investidores, incluindo licenciamento, autorizações, cadastros e acompanhamento de projetos;

Apoiar municípios na modernização dos serviços públicos, com integração de dados, segurança da informação e identidade digital;

Ampliar a inclusão digital em localidades sem infraestrutura adequada, com pontos públicos de acesso e capacitação;

Utilizar automação e inteligência artificial para apoiar análises, atendimento inicial, gestão de filas e redução de prazos administrativos.

Reforma Tributária e desenvolvimento regional

Na área de desenvolvimento regional, o plano prevê preparar o Maranhão para a nova lógica de investimentos trazida pela Reforma Tributária, com foco na capacidade de estruturar projetos, captar recursos e ampliar a competitividade do Estado.

A proposta busca substituir uma estratégia baseada apenas em incentivos fiscais por um modelo sustentado em infraestrutura, logística, inovação, qualificação profissional e projetos capazes de gerar emprego e renda.

Veja outras propostas:

Criar o programa Maranhão Pronto para o FNDR, com uma carteira permanente de projetos estruturantes estaduais e regionais;

Estruturar projetos com estudos de demanda, viabilidade técnica, econômica e ambiental, licenciamento, financiamento e análise de riscos;

Criar o Banco Maranhense de Projetos Estruturantes, classificando iniciativas conforme o estágio de desenvolvimento;

Priorizar projetos capazes de transformar economias regionais, integrando municípios e fortalecendo cadeias produtivas;

Direcionar recursos do FNDR para áreas como corredores logísticos, infraestrutura das ZPEs, energia, segurança hídrica, agricultura, bioeconomia, ciência e tecnologia;

Combinar recursos públicos, financiamentos, concessões, parcerias público-privadas e capital privado para ampliar investimentos;

Criar mecanismos de acompanhamento dos resultados dos investimentos por indicadores de emprego, produtividade, renda e atração de capital privado.

Gestão por resultados

Na área de governança, o plano prevê uma estrutura de acompanhamento das prioridades do governo, com integração entre órgãos, definição de metas e monitoramento das entregas realizadas.

A proposta busca garantir maior coordenação entre áreas estratégicas, evitando atrasos e melhorando a execução de projetos de infraestrutura, saúde, saneamento, habitação e desenvolvimento econômico.

Veja outras propostas:

Criar uma Unidade de Entregas para acompanhar prioridades estratégicas, identificar gargalos e coordenar ações entre secretarias;

Estabelecer metas, responsáveis, orçamento, riscos e prazos para cada prioridade do governo;

Criar um Conselho Estratégico de Governo para orientar decisões e resolver conflitos entre áreas;

Implantar um orçamento orientado por missões, conectando recursos de diferentes órgãos a resultados comuns;

Realizar revisões periódicas de gastos para identificar duplicidades e melhorar a aplicação dos recursos públicos;

Criar uma reserva orçamentária para preparação de projetos, estudos técnicos, licenciamento e modelagens;

Implantar mecanismos de acompanhamento de riscos e dependências dos projetos estratégicos;

Monitorar a Rede Maranhense de ZPEs de forma integrada, acompanhando infraestrutura, energia, logística, qualificação profissional e participação dos municípios;

Criar painéis públicos de acompanhamento, diferenciando anúncio, contratação, execução financeira, execução física e resultado entregue à população;

Submeter programas estratégicos a avaliações periódicas para orientar ajustes e decisões futuras.

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