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Investigador da Polícia Civil e mais três são presos por roubos que ultrapassam R$ 23 milhões em RR

Investigador da Polícia Civil de Roraima, Marcelo Henrique Sobral, foi alvo de operação.

G1 — Brasil · 2026-08-21T20:25:20.000Z

Investigador da Polícia Civil de Roraima, Marcelo Henrique Sobral, foi alvo de operação.

O investigador da Polícia Civil de Roraima Marcelo Henrique Sobral, de 51 anos, uma cunhada dele, e outras duas pessoas foram presas nesta sexta-feira (21), suspeitas de envolvimento em roubos que causaram prejuízo de mais de R$ 23 milhões no estado. As prisões ocorreram em Boa Vista e Florianópolis, Santa Catarina.

Um dos roubos cometidos pelo grupo foi em uma casa, em Boa Vista. Na ação, ele levaram 30 kg de ouro e R$ 800 mil em espécie. O g1 tenta contato com a defesa do investigador.

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Além de Marcelo, foram presos a cunhada dele, de 41 anos, e outras duas pessoas, de 35 e 33. O homem de 33 anos foi preso em Florianópolis, suspeito de atuar como operador financeiro do grupo.

Os policiais também cumpriram cinco mandados de busca e apreensão e apreenderam celulares, computadores e um veículo de luxo.

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Integrante de grupo que roubou R$ 800 mil em espécie e 30 kg de ouro em RR é preso em SC

A investigação começou em janeiro de 2026, na Corregedoria-Geral de Polícia (Corregepol), após uma denúncia de roubo. Durante as apurações, os policiais descobriram que uma viatura da Polícia Civil de Roraima era usada nos crimes.

A partir disso, os investigadores identificaram que Marcelo usava o veículo e reuniram elementos que apontam a participação dele em pelo menos dois roubos, ocorridos em janeiro e março em Boa Vista. Em um dos roubos investigados, foram levados cerca de 30 kg de ouro e R$ 800 mil em espécie.

Durante o cumprimento de um dos mandados de busca e apreensão, o investigador também foi preso em flagrante por fraude processual, após danificar o próprio celular durante a ação policial. A Corregepol fixou fiança, mas o valor não foi pago, segundo a Polícia Civil.

Um dos suspeitos foi preso pela Polícia Civil de Santa Catarina, em Florianópolis.

Além das prisões, a Justiça determinou o bloqueio de aproximadamente R$ 12 milhões em bens e valores dos investigados. Segundo a polícia, a medida busca preservar um patrimônio que pode estar ligado aos crimes investigados.

A operação foi realizada pela Polícia Civil de Roraima, por meio da Corregepol e da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco), com participação do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público, e do Controle Externo da Atividade Policial.

Operação que prendeu investigador foi realizada pela Polícia Civil de Roraima e o Ministério Público.

Segundo a delegada-geral da Polícia Civil de Roraima, Simone Arruda, a Corregedoria também adotará medidas administrativas cabíveis contra o policial investigado.

“A Polícia Civil não faz distinção quando se trata da apuração de possíveis crimes. A investigação segue os mesmos critérios, independentemente de quem esteja sendo investigado. No caso de servidores da própria instituição, além da apuração criminal, são adotadas as medidas administrativas cabíveis, sempre assegurando o contraditório e a ampla defesa”, afirmou Simone.

As investigações continuam para esclarecer a participação de cada envolvido, como os roubos foram cometidos e se outras pessoas participaram dos crimes.

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