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Projeto Sondar atua na recuperação de patrimônio
G1 — Brasil · 2026-08-21T20:09:39.000Z
Projeto Sondar atua na recuperação de patrimônio
Mais de 2 mil bens obras de arte estão desaparecidas em Minas Gerais, segundo informações do Ministério Público do estado. São Esculturas, imagens religiosas, pinturas e documentos históricos furtados de igrejas e museus. Estes bens alimentam um mercado clandestino de peças sacras.
Um dos casos mais emblemáticos foi registrado em 2023. Naquele ano, um rosário do século XIX foi furtado Ouro Preto, na Região Central de Minas.
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A ação foi flagrada por câmeras de segurança do Museu de Arte Sacra da Basílica de Nossa Senhora do Pilar. Os criminosos foram identificados e condenados em 2025, mas a peça de valor inestimável continua desaparecida até hoje.
O promotor de justiça, Marcelo Maffra, afirma que estes objetos históricos despertam geralmente o interesse de um público com interesse específico.
"O Brasil, sem dúvida alguma, é um dos países que mais sofre com esse tipo de extravio de objetos indevidamente retirados de seus locais, que muitas vezes vão parar nas mãos de colecionadores", afirma.
Rosário beneditino do século XVIII
Diante do grande número de peças desaparecidas, o MP de Minas Gerais atualizou a Plataforma Sondar, lançada em 2021, em parceria com a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), criada para catalogar e divulgar os objetos furtados, apreendidos ou recuperados.
Agora, os pesquisadores e a população possuem acesso a três novas funcionalidades.
Busca por imagem com ajuda da inteligência artificial: imagens de peças suspeitas podem ser enviadas e comparadas com o banco de dados;
Botão integrado ao Google Lens: busca por imagens semelhantes pode fazer comparação com o acervo de fotos de toda a web;
Mapa interativo: navegação permite descobrir as regiões mineiras com maior concentração de bens subtraídos de seus locais de origem.
Ao longo dos últimos anos, 900 bens culturais foram recuperados, de acordo com o Ministério Público do estado. Parte deles está hoje sob a guarda do Museu Arquidiocesano de Arte Sacra, em Belo Horizonte.
Como nem sempre há registros completos das peças desaparecidas, fotos, detalhes da pintura, materiais usados e características religiosas ajudam os pesquisadores a tentar identificar a origem dos objetos encontrados, como ocorreu no caso de uma escultura de Santa Luzia.
A obra chegou ao museu em 2009, após a Polícia Civil recuperá-la. Segundo a equipe de pesquisadores, os detalhes em ouro e os olhos de vidro sugerem que a obra seja centenária.
Assim como outras peças, ela segue guardada à espera da identificação e reintegração à comunidade de origem.
Escultura de Santa Luzia aguarda identificação após ser roubada
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