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Marca de joias inspiradas no agro fatura R$ 60 mil por mês e já tem 17 franquias
G1 — Brasil · 2026-08-22T05:00:39.000Z
Marca de joias inspiradas no agro fatura R$ 60 mil por mês e já tem 17 franquias
Uma encomenda personalizada abriu caminho para um negócio que uniu moda, agronegócio e empreendedorismo. Em Goiânia, mãe e filha transformaram símbolos do campo em uma marca especializada de semijoias voltadas ao público agro.
Hoje, a empresa registra faturamento mensal de R$ 60 mil, produz cerca de 10 mil peças por mês e opera uma rede com mais de 17 unidades no Brasil e uma na Colômbia.
As sócias Cecília Castro e Helena Castro já tinham experiência no setor. A família atua há mais de duas décadas no mercado de joias por meio de outra marca fundada pela sogra de Cecília.
A virada aconteceu quando uma cliente perguntou se ela desenvolveria uma peça ligada ao universo agropecuário. A sugestão chamou atenção para uma oportunidade ainda pouco explorada.
"Ela perguntou: por que você não faz alguma peça voltada para as mulheres do agro?", relembra Cecília. A partir dali, surgiu a ideia de criar acessórios inspirados na vida no campo para um público que desejava manter a conexão com suas origens e estilo de vida.
As primeiras peças foram um broto, um chapéu e um colar com pequenas botas, símbolos que dialogavam tanto com a agricultura quanto com a pecuária. A aceitação foi rápida.
"Foi uma tiragem de 300 peças. Em mais ou menos 20 dias não tinha mais nada", afirma a empresária.
Diante da demanda, as empreendedoras decidiram criar uma nova marca exclusivamente voltada ao segmento agro. O lançamento exigiu investimento inicial de R$ 200 mil.
O negócio começou no comércio eletrônico. Segundo as sócias, as vendas online mostraram que havia consumidores em várias cidades do país interessados em produtos que representassem a identidade do agronegócio.
"A gente começou com e-commerce e começou a ver o potencial de crescimento, porque escalava muito", conta Cecília.
Com o avanço das vendas, Helena entrou formalmente na operação para ajudar a estruturar a expansão da empresa e fortalecer a presença da marca no mercado.
O interesse dos consumidores trouxe uma surpresa. Frequentemente, clientes perguntavam se a marca já trabalhava com franquias.
A demanda motivou a criação de um modelo de expansão. Antes disso, mãe e filha abriram um quiosque em um shopping de Goiânia para testar a operação e validar o formato do negócio. Pouco depois, a empresa iniciou a expansão por franquias.
Atualmente, a rede soma mais de 17 unidades entre lojas e quiosques. Além de operações em estados como Goiás, Mato Grosso, Pará, Bahia, São Paulo, Paraná e Minas Gerais, a empresa já possui uma unidade na Colômbia.
Agora, as empresárias trabalham para ampliar ainda mais a presença internacional.
"Estamos terminando o processo de nos tornar uma franqueadora nos Estados Unidos", afirma Cecília.
As peças são fabricadas na estrutura industrial que a família já utilizava anteriormente. Hoje, a operação emprega cerca de 60 funcionários.
Segundo as empreendedoras, a empresa produz aproximadamente 10 mil peças por mês para abastecer o comércio eletrônico, as lojas próprias e as franquias.
Apesar disso, a capacidade instalada é muito superior.
"Com a estrutura que a gente tem hoje", afirma Cecília, a produção pode chegar a 60 mil peças mensais.
Para Helena, o principal diferencial da marca foi identificar uma oportunidade em um segmento ainda pouco atendido pelo mercado.
"Eu acho que é explorar um nicho que ninguém nunca explorou, mas com algo com requinte e sofisticação", diz.
Mãe e filha transformaram símbolos do campo em uma marca especializada de semijoias voltadas ao público agro.
Segundo ela, a proposta foi fugir dos estereótipos e desenvolver peças mais delicadas.
"Nossas peças são muito delicadas e minimalistas."
O modelo de franquias também atraiu empreendedores ligados ao próprio agronegócio.
Uma das unidades está em Itumbiara (GO) e pertence a Ana Laura Valeriano, filha de produtor rural e ex-competidora de provas de três tambores. Para entrar no negócio, ela vendeu uma égua usada nas competições.
"O investimento veio da venda da minha égua que eu corria os três tambores", conta.
Além da loja física, Ana Laura comercializa produtos em leilões, provas esportivas e eventos ligados ao agronegócio. Segundo ela, algumas dessas ações resultam na venda de cerca de 200 peças por evento.
Questionada se valeu a pena vender o animal para abrir a franquia, a resposta foi direta:
"Dá mais. Eu vou investir mais um pouquinho."
Para as fundadoras, a trajetória da marca mostra como a força econômica e cultural do agronegócio pode se transformar em oportunidades além da porteira.
"Empreender com agro é transformar tradição em oportunidade", resume Cecília.
Mãe e filha faturam mais de R$ 60 mil por mês com tendência country