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Infográfico: entenda a cronologia do caso Samylle, menina de 4 anos morta após agressões no RS

Caso Samylle: mais pessoas da família podem ser investigadas, diz delegada

G1 — Brasil · 2026-08-22T05:00:25.000Z

Caso Samylle: mais pessoas da família podem ser investigadas, diz delegada

O Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul manteve a prisão preventiva de Nicolas Gabriel Almeida Staubus, de 22 anos, que confessou ter agredido a sobrinha Samylle Valentina Borba Ramiro, de 4 anos.

Samylle morreu na última segunda-feira (17). Ela foi levada já sem vida pelos tios a uma UPA em Porto Alegre, com manchas roxas pelo corpo.

Um infográfico do g1 reúne os principais acontecimentos desde abril de 2025, quando a família passou a ser atendida pela rede de proteção. Veja abaixo.

O atestado de óbito apontou politraumatismo como causa da morte.

O que falta esclarecer

A Polícia Civil trata o caso como homicídio doloso e aguarda os laudos da perícia para esclarecer as circunstâncias da morte. A investigação também busca determinar o horário em que Samylle morreu e comparar essa informação com o momento em que ela foi levada à unidade de saúde.

Outras pessoas também podem ser investigadas, segundo a delegada Alice Fernandes, responsável pelo caso.

"No momento da morte, estava somente o suspeito e a menina. Porém, claro, conforme o laudo pericial constatar outras lesões ou alguma outra informação, podemos abranger, aumentar esse leque", afirmou a delegada.

O suspeito é assistido pela Defensoria Pública e a Polícia Civil tem o prazo de 10 dias para concluir o inquérito. Os procedimentos judiciais relacionados à família tramitam em segredo de Justiça porque envolvem crianças.

Samylle morava há cerca de dois meses com os tios, com aval do Conselho Tutelar. Ela chamava de pai o homem investigado pelo crime.

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Abril de 2025: guarda é retirada da mãe

Em abril de 2025, a família de Samylle foi atendida pelo Conselho Tutelar. A guarda da menina foi retirada da mãe por meio de um termo de responsabilidade e repassada aos avós maternos. O histórico mostra que, desde então, a família passou por atendimentos do Conselho Tutelar, da Polícia Civil, da Justiça, do Ministério Público e da Defensoria Pública.

Setembro de 2025: investigação é enviada à Justiça

Em setembro de 2025, a Polícia Civil concluiu uma investigação envolvendo a família e encaminhou o inquérito à Justiça. No dia 29 daquele mês, foi realizada uma sessão de mediação entre familiares para tratar da guarda de Samylle.

Dezembro de 2025: menina volta para a mãe

Em 2 de dezembro de 2025, a Justiça homologou um acordo que devolveu a guarda de Samylle à mãe, com possibilidade de visitas do pai. A partir desse momento, a menina deixou de morar com a irmã mais velha, que também é criança.

Julho de 2026: tia assume responsabilidade provisória

Em julho de 2026, a tia de Samylle procurou o Conselho Tutelar da 3ª Região e informou que a mãe da menina enfrentava um problema de saúde. A tia passou a ser responsável provisoriamente pela criança por meio de um termo. A mudança não ocorreu por decisão judicial de guarda.

Segundo a defesa da mãe, a tia impedia que ela visitasse ou mantivesse contato com a filha. O pai também afirmou que não conseguia ver a menina. A mãe declarou à polícia que estava havia pelo menos dois meses sem encontrar Samylle e que não mantinha contato com a filha nem por videochamada.

9 de agosto: avós percebem ferimentos

Em 9 de agosto, durante um encontro de Dia dos Pais, os avós maternos perceberam ferimentos no corpo de Samylle. Eles receberam a informação de que as marcas haviam sido provocadas por uma queda.

13 de agosto: tia procura a Defensoria Pública

Quatro dias depois, em 13 de agosto, a tia procurou a Defensoria Pública. Ela recebeu orientação para reunir documentos e ingressar com uma ação de guarda definitiva, mas não retornou para apresentá-los.

17 de agosto: Samylle chega sem vida à UPA

Em 17 de agosto, Samylle foi levada pela tia e pelo tio à Unidade de Pronto Atendimento Bom Jesus. A menina chegou ao local já sem vida. Segundo a Polícia Civil, o tio deixou a unidade ao perceber a chegada dos policiais. A criança apresentava manchas roxas pelo corpo. O atestado de óbito confirmou que Samylle morreu em razão de politraumatismo.

20 de agosto: tio é preso preventivamente

Nicolas Gabriel Almeida Staubus foi preso preventivamente na manhã de 20 de agosto. Em depoimento, ele afirmou que deu "umas palmadas com intuito de correção no bumbum da menina em razão dela ter feito cocô nas calças", segundo a delegada responsável pelo caso. A Polícia Civil afirma que a versão não é compatível com as marcas encontradas no corpo da criança.

De acordo com a investigação, o tio era quem passava a maior parte do tempo com Samylle porque a tia trabalhava fora. Até o momento, a tia é considerada testemunha.

21 de agosto: Justiça mantém prisão

Após audiência de custódia realizada nesta sexta-feira (21), o Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul manteve a prisão preventiva do investigado. "O cumprimento do mandado de prisão foi considerado regular. O custodiado solicitou que sua defesa seja realizada pela Defensoria Pública", informou a defensoria.

O Ministério Público havia se manifestado favoravelmente à prisão preventiva e apontado a "extrema gravidade concreta dos fatos investigados".

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