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Lula defende a criação Ministério da Segurança Pública
G1 — Brasil · 2026-08-22T17:33:28.000Z
Lula defende a criação Ministério da Segurança Pública
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, defendeu neste sábado (22) a criação de um Ministério da Segurança Pública e afirmou que pretende ampliar a atuação do governo federal no combate ao crime organizado. A declaração foi feita durante um evento no estádio Moça Bonita, em Bangu, na Zona Oeste do Rio.
Lula disse que a estratégia será retirar criminosos dos territórios sem promover operações que, segundo ele, tenham como resultado um grande número de morte.
"Não vamos fazer carnaval, pirotecnia, matar 100 ou 200, vamos prender", afirmou o presidente. Em seguida, disse que pretende "devolver o território ao povo brasileiro".
O presidente falou por cerca de 40 minutos e participou do evento ao lado de Eduardo Paes (PSD), candidato ao governo do Rio de Janeiro, e dos candidatos ao Senado Benedita da Silva (PT) e Pedro Paulo (PSD). Ao falar sobre segurança pública, Lula citou uma proposta de emenda à Constituição enviada pelo governo ao Congresso.
Lula em evento no Rio
Segundo Lula, caso a medida seja aprovada, será possível criar o Ministério da Segurança Pública. Ele também afirmou que pretende fortalecer a Polícia Federal e a Polícia Rodoviária Federal e recuperar áreas ocupadas pelo crime organizado. "Quero olhar na cara do povo e dizer: vamos tirar o bandido do território de vocês e vamos devolver o território ao povo brasileiro", afirmou.
Segundo Lula, um preso em uma unidade de segurança máxima custa R$ 40 mil por ano, enquanto o custo em uma cadeia comum de São Paulo seria de R$ 35 mil.
"O tal do Fernandinho Beira-Mar custa o dobro do que formar uma menina médica ou um menino engenheiro", afirmou, em referência ao traficante Luiz Fernando da Costa, conhecido como Fernandinho Beira-Mar.
A educação foi outro dos principais temas do discurso. Lula prometeu ampliar o ensino em tempo integral para todas as escolas públicas do país e continuar a expansão dos institutos federais, além de citar programas como Prouni e Fies.
Lula defende exploração de terras raras
Lula também prometeu investimentos na indústria de defesa brasileira. O presidente citou as guerras em andamento e mencionou o presidente da Rússia, Vladimir Putin, e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Segundo ele, o objetivo seria garantir ao país capacidade de defesa e soberania.
Outro compromisso apresentado pelo candidato foi o desenvolvimento da exploração de minerais críticos e terras raras. Lula afirmou que o Brasil está entre os países com maiores reservas desses materiais e defendeu que o país desenvolva a cadeia de produção em vez de apenas exportar os recursos.
Ele também citou a disputa tecnológica entre Estados Unidos e China e disse que não pretende escolher um dos dois países como parceiro preferencial. Na área de tecnologia, Lula prometeu ampliar os investimentos em inteligência artificial e defendeu o desenvolvimento de uma tecnologia adaptada ao português e às necessidades do país.
O presidente também prometeu investimentos na chamada renovação energética e citou um projeto enviado ao Congresso relacionado a data centers.
Paes fala em 'crime organizado' no governo do estado
Antes de Lula, Paes fez críticas a adversários políticos e afirmou que o Rio de Janeiro chegou ao "fundo do poço".
O candidato do PSD ao governo do estado citou a prisão do deputado Rodrigo Bacellar (PL), que chegou a ser cogitado como possível pré-candidato ao governo do estado. "Não estamos falando aqui de corrupção normal de alguém tomando um dinheirinho de uma empreiteira. Estamos falando que com essa turma o crime organizado sentou no Palácio Guanabara", afirmou.
Paes também criticou o governador Cláudio Castro (PL) e afirmou que quatro secretários do governo foram presos por supostas ligações com o crime organizado.
O candidato do PSD disse ainda que o Rio de Janeiro precisa da parceria com o governo federal e afirmou que a aliança com Lula é necessária para enfrentar os problemas do estado.
"Não vamos salvar o Rio sem ajuda do presidente do Brasil", disse. Paes também criticou os governos de Wilson Witzel e Cláudio Castro e afirmou que a atual situação da segurança pública e da educação é resultado das administrações anteriores. Ele citou ainda o desempenho do estado no Ideb, dizendo que o Rio ficou em último lugar.