ITATIBA1
Candidato a presidência: Renan Santos
G1 — Brasil · 2026-08-22T17:16:40.000Z
Candidato a presidência: Renan Santos
O candidato à Presidência Renan Santos (Missão) foi de colete à prova de balas ao Jardim Panorama, na Zona Sul de São Paulo, neste sábado (22), e prometeu, caso seja eleito, investir entre R$ 1,3 trilhão e R$ 1,5 trilhão ao longo de dez a 15 anos em um programa nacional de "desfavelização".
Renan chegou à comunidade por volta das 11h15, percorreu uma viela, conversou com moradores e apresentou o chamado "Marco Nacional da Desfavelização" diante de um púlpito instalado no local.
A proposta de campanha prevê reformar ou reconstruir moradias, regularizar a propriedade dos imóveis e levar serviços como água, esgoto, energia elétrica, asfalto, calçadas, iluminação pública, escolas e áreas de lazer às comunidades.
O candidato afirma que os moradores não seriam transferidos para outras regiões. Casas que pudessem ser recuperadas seriam reformadas, enquanto áreas com construções consideradas precárias ou de risco poderiam receber novos prédios.
"A ideia não é desalojar as pessoas e mandar para longe. [...] As pessoas vão continuar morando no bairro delas", afirmou.
Renan também promete entregar títulos de propriedade às famílias. Em regiões consideradas de alto interesse econômico, defende a participação de empresas privadas na reurbanização e verticalização das áreas.
Programa custaria até R$ 1,5 trilhão
Durante a apresentação, Renan afirmou que pretende transformar a "desfavelização" em um dos programas centrais de um eventual governo. Segundo ele, após cinco anos, os investimentos chegariam a pelo menos R$ 100 bilhões por ano.
Questionado sobre como financiaria a proposta, o candidato estimou o custo total entre R$ 1,3 trilhão e R$ 1,5 trilhão ao longo de dez a 15 anos. Segundo ele, o dinheiro viria de investimentos públicos e privados, corte de despesas federais e da criação de "títulos de desfavelização".
Para abrir espaço no Orçamento, Renan citou como alvos renúncias fiscais e os chamados supersalários pagos a parte do funcionalismo público.
"O governo federal gasta com renúncias fiscais de centenas de bilhões de reais. Ele paga supersalários para boa parte do funcionalismo", afirmou.
O candidato também citou os gastos com juros da dívida pública e defendeu cortes de despesas para aumentar os investimentos no programa. Renan não detalhou quais benefícios fiscais seriam eliminados nem quanto pretende economizar especificamente com cada medida.
Outra fonte de financiamento seriam os "títulos de desfavelização". Segundo Renan, eles seriam lastreados nos imóveis regularizados, e os moradores fariam pagamentos mensais que, de acordo com o candidato, poderiam ficar entre R$ 30 e R$ 50.
Crime organizado e invasões
O programa também prevê aumentar o rigor contra invasões de terrenos públicos e privados e retirar organizações criminosas das comunidades.
Renan acusou movimentos de moradia, sem citar nomes, de usar pessoas como "massa de manobra" para ocupar terrenos que depois seriam negociados de acordo com interesses políticos.
O candidato também afirmou que o combate ao crime organizado seria uma etapa anterior à reurbanização das comunidades.
"O crime organizado que ocupa esses espaços, o crime organizado que ocupa esses territórios, ele é antes de tudo um inimigo dos moradores", disse.
Renan afirmou que integrantes de facções seriam presos e declarou que, "se resistirem", "vão a óbito".
O candidato propôs ainda o que chamou de "Nuremberg das favelas", em referência aos julgamentos de integrantes do regime nazista após a Segunda Guerra Mundial. Segundo ele, a ideia seria permitir que moradores denunciassem crimes cometidos por integrantes de organizações criminosas que controlaram esses territórios.
Ao fim do evento, Renan assinou uma carta de compromisso e a entregou a uma moradora do Jardim Panorama. Segundo o candidato, documentos semelhantes serão apresentados durante visitas a outras comunidades ao longo da campanha.