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‘Não se Cale’: escolas recebem ações de combate à violência contra a mulher no interior de SP

Violência contra mulher: como pedir ajuda

G1 — Brasil · 2026-08-23T11:00:49.000Z

Violência contra mulher: como pedir ajuda

Agosto é o mês de prevenção e combate à violência contra as mulheres. A campanha Agosto Lilás reforça as medidas de segurança e as formas de denunciar as violências que atingem meninas e mulheres. Em 2026, a campanha reforça ainda os 20 anos da Lei Maria da Penha, que foi um marco no país no combate à violência doméstica.

No centro-oeste e oeste paulista, uma das ações que é desenvolvida neste mês é o “Não se Cale Vai à Escola”. Serão mais de 160 encontros presenciais em 56 unidades escolares da rede estadual. Na região, Bauru e outras nove cidades recebem a iniciativa (Veja o cronograma abaixo).

A iniciativa leva para dentro da rede estadual de ensino ações de prevenção e enfrentamento à violência contra mulheres e meninas.

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Nesta fase, delegadas de polícia irão a escolas para conversar com estudantes do Ensino Médio, professores, gestores e demais servidores sobre como reconhecer situações de violência, buscar ajuda e acessar a rede de proteção.

Os encontros serão em três escolas de cada município. Entre os assuntos abordados estão a Lei Maria da Penha, as diferentes formas de violência contra a mulher, sinais de alerta, mecanismos de proteção, rede de apoio e canais de denúncia.

“A escola é um espaço fundamental não apenas para formar e informar, mas também para acolher e ajudar a identificar os primeiros sinais de violência. O Não se Cale Vai à Escola fortalece essa rede ao dar ferramentas práticas a professores e estudantes para reconhecerem comportamentos abusivos, saberem exatamente como buscar apoio e promoverem a cultura do respeito desde cedo”, afirma a secretária de Políticas para a Mulher, Adriana Liporoni.

Campanha de prevenção à violência contra a mulher é realizada em escolas

Paulo H. Carvalho/Agência Brasília

A iniciativa tem o apoio da Secretaria de Segurança Pública e também da Secretaria de Educação.

“A proteção das mulheres também começa pela prevenção e pela informação. Quando levamos esse debate para dentro das escolas, ajudamos os jovens a identificar comportamentos abusivos, conhecer os canais de denúncia e entender que a violência não pode ser naturalizada. Segurança pública também se faz assim: com as polícias, a Educação e toda a rede de proteção trabalhando juntas”, afirma o secretário da Segurança Pública, Osvaldo Nico Gonçalves.

“Este acordo é uma iniciativa fundamental para unir esforços no enfrentamento da violência contra mulheres e meninas. Levar informação à rede de ensino e à comunidade é o primeiro passo para prevenir e romper ciclos de violência, tornando nossas escolas e famílias espaços mais seguros e acolhedores”, completa o secretário da Educação, Renato Feder.

Protocolo 'Não se Cale' combate a violência contra a mulher

Gustavo Luz/TV TEM

Escolha das cidades

Os municípios que receberão as ações presenciais foram definidos a partir de dados da Secretaria da Segurança Pública sobre regiões com maior incidência de boletins de ocorrência relacionados à violência contra a mulher, com o objetivo de ampliar a divulgação dos canais de denúncia.

"As Delegacias de Defesa da Mulher recebem diariamente relatos que mostram como o silêncio e o desconhecimento sobre os canais de proteção agravam situações de violência. O Não se Cale Vai à Escola aproxima a Polícia Civil da juventude paulista em um momento decisivo, ensinando meninas e meninos a reconhecer o abuso e a buscar ajuda”, destaca Cristiane Braga, coordenadora das Delegacias de Defesa da Mulher (DDM) da Polícia Civil do Estado de São Paulo.

Prisões por violência doméstica

Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Bauru (SP)

As prisões em flagrante por violência doméstica subiram 28,2% na região de Bauru no 1º semestre de 2026. Foram 787 agressores presos neste ano, 173 a mais em relação ao mesmo período do ano passado, quando 614 pessoas foram presas, de acordo com dados da Secretaria de Segurança Pública.

Em todo o estado de São Paulo, quase 11 mil agressores foram presos em flagrante no mesmo período.

Cronograma das cidades:

Dracena - 24/08 - 10h–12h

24/08 - período da tarde

25/08 - 10h–12h

Bauru - 01/09 - 10h–12h

01/09 - 14h–16h

02/09 - 10h–12h

Jaú - 03/09 - 10h–12h

03/09 - 14h–16h

04/09 - 10h–12h

Lins - 08/09 - Manhã

08/09 - Tarde

09/09 - 10h–12h

Marília - 10/09 - 10h–12h

10/09 - 14h–16h

11/09 - 10h–12h

Ourinhos - 14/09 - 10h–12h

14/09 - Tarde

15/09 - 10h–12h

Tupã - 16/09 - 10h–12h

Botucatu - 30/09 - 10h–12h

30/09 - 15h às 17h

01/10 - 10h–12h

Série de reportagens especiais

Neste mês de agosto, a TV TEM exibiu uma série especial com três reportagens sobre a violência contra a mulher em alusão aos 20 anos da Lei Maria da Penha.

As reportagens abordaram os tipos de violência doméstica, as medidas de prevenção e combate e também as histórias de vítimas desse tipo de crime, que está entre os que mais crescem no país. Confira abaixo as três reportagens:

Lei Maria da Penha faz 20 anos; 168 agressores são presos em ações em SP

SP registra quase 330 mil casos de violência contra mulheres em 2025

Brasil registra 1.470 feminicídios em 2025, maior número da série histórica

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