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Otorrino com mais de 20 anos de experiência em plástica facial: veja quem é o médico que operou empresária que morreu após cirurgia

O médico otorrinolaringologista Lessandro Martins, responsável pela cirurgia plástica da empresária Andreia Vieira Gaspar, de 51 anos, que morreu após a realização dos procedimentos, tem mais de 20 anos de experiência em plástica facial,…

G1 — Brasil · 2026-08-23T14:26:04.000Z

O médico otorrinolaringologista Lessandro Martins, responsável pela cirurgia plástica da empresária Andreia Vieira Gaspar, de 51 anos, que morreu após a realização dos procedimentos, tem mais de 20 anos de experiência em plástica facial, com ênfase em otorrinolaringologia, segundo informações do seu site profissional. Mas, há pelo menos seis anos, ele se dedica exclusivamente aos procedimentos faciais.

Empresária morre após cirurgia plástica em hospital de Goiânia, diz família

Nas redes sociais, ele informa ser de Curitiba, com atuações em Goiânia e em Rio Verde, onde mora. Segundo o portfólio, Lessandro é graduado em medicina pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUC-Camp), com experiência em cirurgia em Bogotá, na Colômbia.

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Andreia morreu no dia 12 de agosto após ser submetida a procedimentos no rosto em uma clínica em Goiânia. Segundo laudo citado pela família, a causa da morte foi trombose aguda e infarto pulmonar.

Empresária que morreu após plástica pagou mais de R$ 115 mil e não fez consulta antes de cirurgia, diz irmã

A empresária pagou R$ 118 mil pelos procedimentos e não passou por uma consulta presencial com o médico antes da operação, segundo a irmã dela, Djiane Vieira.

Empresária Andreia Vieira Gaspar morreu após cirurgia na face com o médico Lessandro Martins.

Formação e atuação profissional

O médico também é membro fundador da Academia de Plástica Facial e membro da Academia Americana de Cirurgia Plástica da Face e da Academia Europeia de Cirurgia Plástica da Face.

A clínica na qual Lessandro atua e que leva o seu nome tem uma equipe com pelo menos outros sete profissionais, segundo dados do site.

Procedimento era sonho antigo da empresária

Segundo a família, Andreia morava na Espanha havia cinco anos e retornou a Goiânia para realizar o procedimento, que, segundo a família, era um sonho antigo. Djiane afirma que a irmã fez os exames solicitados ainda na Espanha e enviou os resultados para a equipe antes de viajar para o Brasil.

“Foram dois anos que ela ficou poupando. Não é fácil você reunir R$ 118 mil ganhando salário. Então era um sonho na cabeça dela que já vinha de anos”, afirmou Djiane.

Andreia chegou a Goiânia no dia 3 de agosto, segundo a irmã. Ela teria uma consulta marcada com o médico para o dia 10, mas, de acordo com Djiane, a secretária informou que o encontro havia sido cancelado e que o médico faria a avaliação no próprio centro cirúrgico.

Com isso, segundo a família, Andreia só teve contato presencial com integrantes da equipe no hospital, no dia 11 de agosto, quando foi internada para realizar o procedimento.

“Até nesse momento a minha irmã não tinha passado pelo médico e não fez uma avaliação própria, pessoalmente”, afirmou Djiane.

Segundo a irmã, Andreia entrou para a cirurgia por volta das 7h e só retornou ao quarto às 17h30. Djiane conta que permaneceu no hospital durante o período e ficou preocupada com a demora.

A família afirma que os procedimentos duraram cerca de dez horas. Conforme já apurado pelo g1, Andreia passou por procedimentos no rosto e pescoço, incluindo ritidoplastia profunda, frontoplastia, mentoplastia e blefaroplastia, além de aplicação de gordura no rosto.

Família questiona atendimento

A família também questiona a estrutura disponível no hospital durante a emergência. Segundo Djiane, ela procurou informações sobre a existência de ambulância e de uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) no momento em que o estado de Andreia se agravou.

Em nota divulgada anteriormente, a defesa do Hospital Ankar afirmou que a paciente recebeu atendimento de emergência imediato, com assistência da equipe médica e de enfermagem e adoção das medidas necessárias diante do quadro apresentado. O hospital também informou que os exames pré-operatórios foram realizados externamente e que os registros do atendimento estão documentados em prontuário e podem ser disponibilizados às autoridades (veja nota na íntegra no final da matéria).

O médico responsável pelo procedimento, Lessandro Martins, afirmou que lamenta a morte da paciente e que, em respeito ao sigilo médico, não comentará dados clínicos ou detalhes do atendimento. Segundo ele, todos os esclarecimentos serão prestados aos órgãos competentes (veja nota na íntegra no final da matéria).

Nota do médico Lessandro Martins

O médico lamenta profundamente o falecimento da Sra. Andreia Vieira Gaspar e se solidariza com a dor de seus familiares.

Em respeito ao sigilo médico — que persiste mesmo após o óbito, por imposição do Código de Ética Médica —, não serão concedidas entrevistas nem realizados comentários sobre dados clínicos, exames ou detalhes do atendimento.

Todos os esclarecimentos serão prestados, com total colaboração, aos órgãos competentes, únicos foros adequados para a apuração dos fatos. O médico confia que a apuração demonstrará a correção da assistência prestada.

Nota do Hospital Ankar

A advogada responsável pela defesa do Hospital Ankar, Cristiene Pereira Couto, informa que a unidade lamenta profundamente o falecimento da paciente Andréia Vieira Gaspar e manifesta solidariedade aos seus familiares.

A defesa esclarece que a paciente recebeu atendimento de emergência imediato, com assistência da equipe médica e de enfermagem e adoção das medidas necessárias diante do quadro apresentado.

É importante destacar que a avaliação e os exames pré-operatórios foram realizados externamente, antes da admissão da paciente no Hospital Ankar para a realização do procedimento cirúrgico.

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