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'Coxinha, pastel e brigadeiro': intercâmbio leva estudantes da Nova Zelândia a escola pública de cidade do interior de SP

Adolescentes estrangeiros fazem intercâmbio em escolas da região

G1 — Brasil · 2026-08-23T15:31:14.000Z

Adolescentes estrangeiros fazem intercâmbio em escolas da região

A mais de 12 mil quilômetros de casa, três jovens da Nova Zelândia trocaram o cenário do Sudoeste do Pacífico pelo cotidiano do interior paulista. Kate, Lola e Olivia estão em Mairinque (SP) para vivenciar uma experiência que vai muito além da sala de aula: o aprendizado da língua portuguesa, o intercâmbio cultural e o acolhimento brasileiro.

As três meninas fazem parte de um grupo de 31 adolescentes estrangeiros, de 14 a 17 anos, acolhidos por escolas públicas paulistas por meio de um projeto vinculado ao programa 'Prontos pro Mundo', da Secretaria da Educação do Estado de São Paulo.

Kate, Lola e Olivia são estudantes da Nova Zelândia em intercâmbio em Mairinque (SP)

Na região de Sorocaba (SP), além de Mairinque, municípios como Itapetininga (SP), Tatuí (SP) e São Miguel Arcanjo (SP) também receberam intercambistas.

Quando desembarcaram em Mairinque, as jovens sabiam pouquíssimas palavras em português e tinham pouco conhecimento sobre o Brasil. As meninas relatam que as poucas referências que possuíam eram o futebol, o atacante Neymar e a fama receptiva do povo brasileiro. Nenhuma das três fala português fluentemente.

No entanto, dentro da Escola Estadual Professora Maria de Oliveira Lellis Ito, em Mairinque, a comunicação ganhou um pouco mais de facilidade. Enquanto as neozelandesas treinam o português, os estudantes brasileiros aproveitam cada momento para colocar o inglês em prática.

Intercambistas estudam na Escola Estadual Professora Maria de Oliveira Lellis Ito, em Mairinque (SP)

Olivia comentou que vir ao Brasil ajudou muito na aprendizagem do idioma, tendo em vista que aprende muito mais interagindo no dia a dia do que usando aplicativos no celular. A jovem afirmou que a viagem foi a melhor escolha que fez até hoje.

Para os estudantes locais, a convivência tem sido uma oportunidade única de aprendizado mútuo.

"Como ela quer aprender o português, nós estamos aprendendo inglês com ela. A gente a acolheu muito bem e está sendo algo inovador, tanto para nós quanto para a escola", relata uma aluna da unidade.

Na rotina escolar em Mairinque, as intercambistas cumprem a mesma grade curricular dos alunos brasileiros, mas contam com aulas de reforço intensivo na língua portuguesa. Para ajudar no acompanhamento das matérias, estudantes fluentes em inglês atuam como monitores e tradutores.

A direção da escola adaptou a dinâmica para garantir que o foco permaneça na imersão cultural e linguística, permitindo que as disciplinas regulares sirvam como um complemento para o aprendizado do contexto social brasileiro.

'Amamos a comida'

Olivia e Kate estão hospedadas na casa de moradores locais, Sônia e Francisco

Para além do aprendizado acadêmico, a imersão cultural continua no convívio familiar. Olivia e Kate estão hospedadas na casa de moradores locais, Sônia e Francisco. Como os anfitriões não falam inglês, a comunicação diária entre eles é feita com paciência, gestos e, quando necessário, com o auxílio do tradutor no celular.

Além das diferenças de idioma, a culinária brasileira conquistou o paladar das jovens. O cardápio preferido já está definido: “Nós amamos a comida, é a melhor que já comemos. Nossos favoritos absolutos são coxinha, pastel e brigadeiro”, revelam as intercambistas.

A presença das alunas no interior paulista reforça um dos pilares do programa estadual: estimular o protagonismo jovem e conectar estudantes da rede pública com o mundo. A convivência diária com jovens de países distantes permite aos alunos locais enxergar novas possibilidades acadêmicas e profissionais, mostrando que o aprendizado de um novo idioma e a vivência internacional estão ao alcance de todos.

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