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Chefe de segurança do Irã diz que apoio a sanções dos EUA será ‘ato de guerra’

Porta-aviões dos EUA começa retorno após nove meses no Oriente Médio para guerra no Irã

G1 — Brasil · 2026-08-23T20:37:46.000Z

Porta-aviões dos EUA começa retorno após nove meses no Oriente Médio para guerra no Irã

O chefe do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã, Mohsen Rezaei, afirmou neste domingo (23) que Teerã considerará um “ato de guerra” o apoio de qualquer país às novas medidas econômicas dos Estados Unidos contra o país.

Rezaei publicou a declaração no X. Ele também afirmou, em entrevista à televisão estatal exibida no sábado (22), que o Irã dará uma resposta “sísmica” caso o presidente americano, Donald Trump, tome alguma medida contra Teerã.

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Segundo ele, o Irã poderia atacar outras rotas de transporte de petróleo no Golfo Pérsico, como alternativa ao Estreito de Ormuz.

"Se a guerra econômica continuar, nem uma única gota de petróleo será exportada, seja pelo Estreito de Ormuz ou por qualquer outro ponto do Golfo Pérsico. O Irã considerará como um ato de guerra a participação ou o apoio de qualquer país à guerra econômica dos Estados Unidos contra o povo iraniano", disse na publicação.

Ex-comandante da Guarda Revolucionária, Rezaei assumiu o comando do Conselho Supremo de Segurança Nacional neste mês. Ele também é assessor militar do líder supremo do Irã, aiatolá Mojtaba Khamenei.

Presidente defende acordo

O presidente iraniano, Chefe de segurança do Irã ameaça países que apoiarem sanções dos EUA, defendeu neste domingo um memorando de entendimento assinado com os Estados Unidos em junho.

Segundo Pezeshkian, o acordo é a melhor forma de superar a situação de “nem guerra, nem paz” entre os dois países. Ele afirmou que o cenário atual também dificulta a atração de investimentos para o Irã.

“Não há uma única cláusula neste acordo que represente uma capitulação”, disse o presidente, em discurso publicado pela agência estatal IRNA.

O memorando estabeleceu um prazo de 60 dias para negociações sobre o fim da guerra e o programa nuclear iraniano.

O prazo terminou na semana passada sem um acordo ou sinais de que as negociações seriam prorrogadas.

Propaganda de guerra do Irã contra o presidente Donald Trump, em Teerã

Majid Asgaripour/WANA via REUTERS

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