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Macaé é única cidade fora da capital do RJ a oferecer caneta emagrecedora

Acompanhamento multidisciplinar já atende cerca de 800 pacientes

G1 — Brasil · 2026-08-24T03:03:15.000Z

Acompanhamento multidisciplinar já atende cerca de 800 pacientes

Única cidade do Estado do Rio de Janeiro, além da capital, a oferecer gratuitamente pelo serviço público a semaglutida, medicamento popularmente conhecido como caneta emagrecedora, Macaé mantém uma clínica especializada no tratamento da obesidade. O serviço possui cerca de 800 pacientes cadastrados.

Entre as pessoas atendidas está Marilza de Oliveira Nascimento Rodrigues, que reduziu o peso de 150 para 130 quilos com o acompanhamento da Clínica da Obesidade. Além da perda de peso, ela recuperou a mobilidade e a autoestima e transformou a relação com a alimentação.

O resultado foi alcançado por meio do uso de medicação e de mudanças nos hábitos alimentares. Refrigerantes e o consumo excessivo de açúcar deram lugar a escolhas mais saudáveis. Para Marilza, o atendimento gratuito também possibilitou o acesso a um tratamento que não caberia no orçamento familiar.

O serviço recebe pacientes encaminhados por nutricionistas da rede municipal com Índice de Massa Corporal (IMC) acima de 40 ou superior a 35 associado a comorbidades, como diabetes, hipertensão e problemas cardíacos

Uso da medicação exige seis meses de acompanhamento no program

A equipe multidisciplinar reúne profissionais de Nutrição, Endocrinologia, Psicologia, Cirurgia Bariátrica e Assistência Social. O tratamento inclui consultas individuais, atividades coletivas, reeducação alimentar e mudanças no estilo de vida.

O uso da semaglutida não é automático. A indicação depende de, pelo menos, seis meses de acompanhamento e do cumprimento dos critérios estabelecidos pelo protocolo clínico. Após avaliação individual, o paciente também pode ser encaminhado para cirurgia bariátrica.

A entrada no programa começa pelo atendimento com um nutricionista da Estratégia Saúde da Família (ESF) ou da Unidade Básica de Saúde (UBS) de referência. A medicação e a cirurgia são utilizadas como ferramentas complementares quando existe indicação clínica. Como a obesidade é uma doença crônica, o tratamento exige acompanhamento contínuo e estratégias voltadas à manutenção dos resultados, à autonomia do paciente e à melhora da qualidade de vida.

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