ITATIBA1

Presidenciáveis querem Brasil próximo da Ásia e EUA, fortalecer o Mercosul e deixar o Brics; veja propostas para política externa

Datafolha no 2º turno: Lula, 47%; Flávio Bolsonaro, 43%

G1 — Política · 2026-08-24T03:00:47.000Z

Datafolha no 2º turno: Lula, 47%; Flávio Bolsonaro, 43%

As propostas dos candidatos à Presidência da República nas Eleições 2026 para a política externa do Brasil incluem a aproximação de países da Ásia e da África, dos Estados Unidos, fortalecimento do Mercosul e saída do Brics. (Veja as propostas de cada candidato)

Ao fazer o pedido de registro de candidaturas, os candidatos também apresentaram suas respectivas propostas para o governo.

Os planos de governo dos cinco candidatos mais bem colocados nas pesquisas de intenção de voto – Lula (PT), Flávio Bolsonaro (PL), Ronaldo Caiado (PSD), Renan Santos (Missão) e Romeu Zema (Novo) – destinaram capítulos específicos à política externa.

Algumas das propostas são comuns aos candidatos, como:

ampliação de parcerias comerciais;

abertura de novos mercados para as exportações brasileiras; e

fortalecimento de alguns blocos econômicos, como o Mercosul.

Mas também há pontos de divergência. Lula, por exemplo, defende que o Brasil aprofunde as relações com o Brics. Zema, por sua vez, diz que vai retirar o Brasil do bloco se eleito. Renan Santos fala em ter uma relação mais "pragmática" com o grupo, reduzindo a dependência em relação à China, principal parceira comercial do Brasil.

Os candidatos também fazem referência à soberania nacional em seus planos de governo, defendendo, em linhas gerais, que o Brasil não tenha alinhamento automático com alguns países nem se deixe guiar por ideologias.

Montagem com fotos dos candidatos à Presidência: Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Flávio Bolsonaro (PL), Renan Santos (Missão), Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo)

Veja as propostas dos candidatos mais bem colocados:

diversificar parcerias estratégicas;

abrir novos mercados;

aprofundar relações com países da África;

reaproximar de países da Ásia, do Oriente Médio e da Europa;

defender reforma do Conselho de Segurança da ONU e da OMC;

aprofundar relações com BRICS e G20.

Flávio Bolsonaro (PL):

abertura comercial (bens de capital, tecnologia e insumos);

evitar dependência excessiva em áreas críticas (como tecnologia);

avançar em acordos comerciais;

aderir à OCDE;

internacionalizar pequenas e médias empresas via BNDES e Apex;

receber investimentos estrangeiros para transição energética.

Ronaldo Caiado (PSD):

atrair mais investimentos estrangeiros;

elevar complexidade tecnológica às exportações;

consolidar acordo Mercosul-União Europeia;

priorizar os mercados na Ásia, na África e no Indo-Pacífico;

mapear dependências e diversificar parceiros.

Renan Santos (Missão):

mediar conflitos na África;

estabelecer parcerias com países da Asean (principalmente Vietnã e Filipinas);

consolidar liderança na América Latina;

maior integração com países de língua portuguesa (a exemplo de Portugal, Angola e Moçambique);

reduzir a dependência do dólar;

estratégia pragmática no Brics, evitando ser subordinado à China.

Romeu Zema (Novo):

restabelecer parcerias com países do Mercosul, especialmente a Argentina;

aproximar-se de países da bacia do Pacífico;

isentar de visto turistas de países seguros;

sair do Brics;

aderir à OCDE;

flexibilizar estrutura do Mercosul.

Leia no Itatiba1 →