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Atlético de Madrid proibiu Julián Álvarez de saudar torcida após empate e vaias no Metropolitano

Julián Álvarez passou uma tarde para esquecer no estádio Metropolitano, neste domingo. Vaiado antes, durante e depois do empate do Atlético de Madrid com o Villarreal, o atacante deixou o gramado sozinho, enquanto seus companheiros…

ge — Futebol · 2026-08-24T04:00:18.000Z

Julián Álvarez passou uma tarde para esquecer no estádio Metropolitano, neste domingo. Vaiado antes, durante e depois do empate do Atlético de Madrid com o Villarreal, o atacante deixou o gramado sozinho, enquanto seus companheiros agradeciam o apoio da torcida. Em entrevista coletiva, Diego Simeone explicou se tratar de uma decisão do clube.

O clube decidiu que Julián não se aproxime com seus companheiros para cumprimentar os torcedores. A decisão não foi de Julián Álvarez, foi do clube, que decidiu separá-lo e afastá-lo para que vá em direção ao vestiário

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O motivo do constrangimento é a vontade de Julián Álvarez de sair do clube. O atacante declarou durante a Copa do Mundo o desejo de se transferir para o rival Barcelona.

O argentino começou no banco de reservas e recebeu uma enorme vaia quando o telão anunciou seu nome durante o aquecimento dos jogadores. Depois, foi chamado para entrar aos 20min do segundo tempo e novamente foi muito hostilizado. As vaias prosseguiram a cada toque na bola do centroavante, que teve participação discreta.

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Julián Álvarez foi alvo de vaias e deixou gramado sozinho após Atlético de Madrid x Villarreal

Julián Alvárez expressou o desejo de sair do Atlético em março, antes mesmo do fim da última temporada. Na ocasião, segundo a imprensa espanhola, Gil Marín, CEO do clube, impôs uma condição: que o jogador encontrasse um clube disposto a pagar sua multa rescisória, de 150 milhões de euros (R$ 900 milhões).

Em junho, Álvarez apresentou uma proposta formal do Real Madrid, dentro do valor exigido por Gil Marín, no entanto o dirigente pediu que o jogador argentino manifestasse publicamente, durante a Copa do Mundo, seu desejo de deixar o Atlético.

A negociação com o Real esfriou, mas então apareceu outro rival interessado no jogador, o Barcelona. E Álvarez fez o que Gil Marín solicitou: durante a Copa, deu entrevistas dizendo que queria realizar "o sonho de jogar no Barcelona".

Mesmo assim, não houve negociação, e a postura do CEO do Atlético passou a incomodar o atacante argentino e seu staff. De acordo com o jornal catalão "Mundo Deportivo", na última quinta-feira o Atlético aceitou fechar negócio com o Arsenal, mas o atacante argentino recusou e reforçou seu desejo de uma transferência para o Barcelona.

Ainda de acordo com a imprensa espanhola, Álvarez vem treinando normalmente, porém de forma fria e com certo distanciamento do técnico Simeone, um nome decisivo para a chegada do atacante, em 2024. Em entrevista coletiva na semana de início do Espanhol, Simeone evitou criticar o atacante.

- É muito difícil dizer como se sente o outro, porque eu não sou o outro. Ele está treinando da melhor maneira, respeitando seus companheiros - observou.

Quem não está mais disposto a colocar panos quentes na situação é o empresário de Álvarez, Fernando Hidalgo. Nos últimos dias, Gil Marín deixou de receber o agente na sede do clube e, à imprensa, insinuou que o atacante argentino "não tem tido os melhores conselheiros".

Hidalgo entendeu o recado e contra-atacou nas redes sociais: "Nunca pergunte a um mentiroso por que mentiu. Para se explicar, ele terá que mentir de novo".

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