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Segurança preso por espancar e matar homem em Copacabana filmou local horas após o crime
G1 — Brasil · 2026-08-24T15:17:59.000Z
Segurança preso por espancar e matar homem em Copacabana filmou local horas após o crime
Horas depois do espancamento e morte de Cláudio Rafael Landeiro, de 37 anos, um dos seguranças presos por participação no crime gravou um vídeo na rua Felipe de Oliveira, em Copacabana, na Zona Sul do Rio.
Nas imagens, que estão sendo analisadas pela 12ª DP (Copacabana), Davi Santos Machado tenta tranquilizar alguém, afirmando que as câmeras não filmaram a sessão de espancamento que terminou com a morte da vítima.
"Foi aqui. Ó, câmera, não tem câmera aqui, para tu ver, não tem câmera. Tá virada para lá. Foi aqui", diz um ofegante Davi Santos Machado.
Nesta semana, a polícia quer ouvir quem contratou o segurança que espancou a vítima. A pessoa que deu o pedaço de madeira para Davi também será ouvida. A 12ª DP também tenta encontrar um homem que não ofereceu socorro a Rafael durante as agressões.
“Todas as pessoas que presenciaram essa cena, a gente vai identificá-los, a gente pretende ouvi-las, até porque elas podem responder por omissão de socorro. Elas presenciaram e nada fizeram", afirmou o delegado titular, Ângelo Lages.
O segurança preso pelo crime deu dois depoimentos à Polícia Civil. No primeiro, ele diz que apenas deu um soco em Rafael, mas que os responsáveis pelo espancamento da vítima foram os entregadores de Ifood.
Já no segundo, Davi Santos Machado confessou o crime e disse que as pauladas foram um "ato insano". Ele afirmou não saber explicar o que o levou a agir daquela forma.
No depoimento, ele diz que ligou para o chefe da segurança, identificado como Aluísio, informando o que estava acontecendo e solicitando orientação. Davi afirma que recebeu a orientação de fotografar a bicicleta.
Cláudio Rafael Landeiro
Davi também declarou que não havia qualquer informação concreta de que a bicicleta tivesse sido furtada.
Ainda segundo o depoimento, Rafael não ofereceu resistência e obedeceu às ordens dos homens. Davi afirmou que não ouviu a vítima pedir socorro.
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Segurança usou bicicleta da vítima dias depois do crime
Segurança preso pelo espancamento de Cláudio Rafael chegou à DP para depor pedalando bicicleta da vítima
Dias depois do caso, Davi chegou à 12ª DP, na rua Hilário de Gouvêa, com a bicicleta de Rafael para prestar depoimento na segunda-feira (17).
O veículo tinha sido levado na noite do crime por outro segurança, Jorge Luiz Ricardo Dias, como mostram imagens analisadas pela polícia e obtidas pela TV Globo. Eles disseram pensar que estavam recuperando uma bicicleta roubada – o que se mostrou ter sido um engano.
Segundo depoimentos, Rafael chegou a uma loja em Copacabana por volta das 23h20 do dia 11 de agosto para pedir um cigarro. Como não tinha dinheiro, não recebeu o produto. Minutos depois, o segurança Davi chegou e perguntou sobre a bicicleta que estava ao lado de Rafael, que respondeu apenas que "não" – pelo fato de a bicicleta pertencer à sua irmã.
Segunda a família, Rafael tem problemas cognitivos que afetam sua comunicação.
Cláudio Rafael Landeiro no vídeo gravado pelos próprios agressores