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Anuário da Segurança: feminicídios batem recorde, taxa de assassinatos é a menor desde 2012
G1 — Brasil · 2026-07-23T11:39:20.000Z
Anuário da Segurança: feminicídios batem recorde, taxa de assassinatos é a menor desde 2012
Santa Catarina foi o estado do Brasil com o maior número de registros policiais de ameaças contra mulheres em 2025 e também liderou as ocorrências de crimes de racismo no país. Os dados são do Anuário Brasileiro de Segurança Pública, divulgado nesta quinta-feira (23) pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP) (leia os detalhes da pesquisa mais abaixo).
Os dados são das secretarias estaduais de segurança pública e fazem um panorama da violência nos estados. O documento também aponta causas e discute soluções para a redução dos indicadores.
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O mesmo estudo mostrou que Santa Catarina superou São Paulo e passou a ser o estado com a menor taxa de mortes violentas no Brasil em 2025. Em relação a 2024, a taxa de homicídios por 100 mil habitantes diminuiu de 8,6 para 7,6.
SC supera SP e passa a ser o estado com menor taxa de mortes violentas no Brasil
SC registra o maior número de ameaças contra mulheres do Brasil
Segundo o anuário, foram 1.733 registros de ameaça contra mulher a cada 100 mil habitantes em Santa Catarina em 2025. O índice é mais que o dobro do que a média nacional, que chegou à taxa de 720,9 registros a cada 100 mil habitantes.
Mulher cobre o rosto com as mãos
Dados de 2025
Santa Catarina: 1.733 registros por 100 mil mulheres
Amapá: 1.491 registros por 100 mil mulheres
Distrito Federal: 1.477 registros por 100 mil mulheres
Média nacional: 720 registros por 100 mil mulheres
Ao citar os registros de ocorrências de ameaças no país, a publicação destacou que oss números devem ser interpretados como um retrato dos casos que chegaram até as instituições policiais, "e não da totalidade da violência efetivamente vivida pelas mulheres brasileiras".
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Ainda em relação à violência contra a mulher, o anuário destaca Santa Catarina como um dos estados com o maior número de descumprimento de medidas protetivas do país (93,8 por 100 mil).
O índice é ligeiramente menor ao registrado em 2024, quando foram 93,6 descumprimentos a cada grupo de 100 mil mulheres.
Dados de 2025
Paraná: 195,3 por 100 mil
Rio Grande do Sul: 123,7 por 100 mil
Rondônia: 108,7 por 100 mil
Mato Grosso do Sul: 96,0 por 100 mil
Santa Catarina: 93,8 por 100 mil
Média nacional: 61,9 por 100 mil
Ainda conforme o estudo, todos os estados do Brasil tiveram aumento nos registros de descumprimento de medidas protetivas. Ao tratar o caso, a publicação afirmou ser:
"Essencial a abertura para além dos trajetos punitivos que já estamos acostumados. A expressão extrema da desigualdade de gênero exige mais que a reatividade, que entra em cena com a agressão já consumada. A migração para uma perspectiva de prevenção e de intervenção precoce para estancar a violência não só cabe, como é urgente".
Racismo e injúria racial
Em relação às ocorrências de racismo, Santa Catarina fechou 2025 com 32,8 registros policiais a cada 100 mil habitantes. O estado foi seguido pelo Distrito Federal e Rio Grande do Sul, respectivamente com taxas de 30,3 e 26,8. A média nacional ficou em 15,7.
Com relação aos casos de injúria racial para cada 100 mil habitantes, Distrito Federal (28,9), Santa Catarina (27,1) e Mato Grosso (20,6), apresentaram taxas que de longe superam a nacional, que ficou em 11,2.
Ao citar esses dados de violência no país, o Anuário da Violência também destacou que "mais pessoas têm conseguido denunciar a violência racial, mas a estrutura de desrespeito segue firme no cotidiano". Em outro trecho, a publicação afirma, apesar dos registros, "não há convergência, portanto, entre a proteção legal e a proteção real ao racismo".
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