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Levantamento do Ministério da Justiça apontou que existem atualmente espalhadas por Institutos Médico Legais (IML) de todo o país cerca de 40 mil amostras de corpos cuja identificação não foi possível e que ainda não foram incluídas nos…
G1 — Política · 2026-08-24T16:38:06.000Z
Levantamento do Ministério da Justiça apontou que existem atualmente espalhadas por Institutos Médico Legais (IML) de todo o país cerca de 40 mil amostras de corpos cuja identificação não foi possível e que ainda não foram incluídas nos bancos de DNA, estruturas usadas para localizar parentes e chegar à identidade da pessoa morta.
De acordo com a técnica da Coordenação de Políticas sobre Pessoas Desaparecidas, Simone de Jesus, esses dados ainda passarão por análise e confirmação. Depois, será montado um cronograma junto aos estados para processar essas amostras e colocá-las nos bancos de DNA.
A informação da Coordenação, que é ligada ao Ministério da Justiça, foi dada durante anúncio da 4ª edição de uma mobilização nacional para estimular familiares de pessoas desaparecidas a doarem material genético aos bancos de DNA.
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Campanha nacional de DNA busca identificar pessoas desaparecidas
A coleta do material é normalmente feita por laboratórios das polícias civis nos estados. Depois, o DNA dos doadores é comparado com as amostras de pessoas mortas guardadas nos bancos com o objetivo de identificar desaparecidos.
De acordo com Simone de Jesus, são registrados no Brasil cerca de 80 mil boletins de ocorrência de desaparecimento todos os anos.
Atualmente, estão nos bancos de DNA do país 14.139 amostras de corpos sem identificação, além do material genético de 10.574 pessoas que estão em busca de parentes desaparecidos.
O objetivo da mobilização nacional é aumentar o número de amostras coletadas e, com isso, elevar a chance de identificação dos corpos.
A comparação de materiais genéticos já levou à identificação de 815 pessoas no país. Desse total, 112 foram identificadas após coletas feitas durante as mobilizações realizadas nos anos de 2024 e 2025.
Instituto de Pesquisa de DNA Forense do DF