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O candidato ao Senado pelo estado, Guilherme Derrite (PP), e o candidato Fernando Haddad (PT), que concorre ao cargo de governador.
G1 — Brasil · 2026-08-24T17:52:30.000Z
O candidato ao Senado pelo estado, Guilherme Derrite (PP), e o candidato Fernando Haddad (PT), que concorre ao cargo de governador.
O Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) determinou, na última sexta-feira (21), que o candidato ao Senado Guilherme Derrite (PP) retire do ar um vídeo em que acusa Fernando Haddad (PT), candidato ao governo do estado, de ter comprado drogas com dinheiro público quando era prefeito da capital paulista.
No vídeo, Derrite faz críticas ao antigo programa '"De Braços Abertos", da gestão Haddad, em que os usuários de drogas eram remunerados em frentes de trabalho da própria prefeitura.
Durante suas críticas, o deputado federal bolsonarista e ex-secretário da Segurança afirmou que o programa usava dinheiro público para dar drogas aos usuários da Cracolândia.
“O Haddad, que foi prefeito, instituiu uma política pública chamada Braços Abertos, que ficou conhecida como ‘bolsa crack’. Seria um absurdo se não fosse verdade, se não tivesse acontecido na cidade de São Paulo. Ele usou recurso público para comprar droga para os usuários de entorpecente, na Cracolândia, que nós resolvemos”, disse Derrite.
Para a Justiça Eleitoral, o candidato do PP divulgou “conteúdo notoriamente inverídico ou gravemente descontextualizado com potencial de comprometer a regularidade do processo eleitoral”, disse o juiz Ronnie Herbert Barros Soares.
“Em exame preliminar, a documentação apresentada sugere que tal assertiva extrapola o campo da crítica política e assume contornos de imputação fática determinada, apta a influenciar a percepção do eleitorado acerca de tema sensível do debate eleitoral”, escreveu o magistrado.
O g1 procurou a equipe de campanha de Derrite para comentar a decisão judicial, mas não recebeu retorno.
Em sabatina do portal UOL nesta segunda-feira (24), Haddad reclamou das “mentiras e fakenews” de que é vítima por parte da extrema direita e do que ele chama de “turma do Tarcísio em São Paulo”, desde 2022 quando se candidatou pela 1ª vez ao governo paulista.
“Em 2022 eu ganhei a eleição na capital do Tarcísio porque penso que muita mentira que foi contada naquela ocasião [eleição de 2018, quando foi candidato a reeleição de prefeito de SP] foram sendo revistas. O Tarcísio me acusou de não ter enfrentado a fila de creche como prefeito. Eu revi os número do MEC e eu fui o prefeito que mais abriu vaga de Educação infantil na história da cidade. Foram 101 mil vagas de creche em 4 anos”, afirmou.
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“As mentiras ao longo do tempo vão sendo superadas. O secretário [de Segurança Pública] do Tarcísio já devidamente punido me acusou de ter comprado droga e distribuído na Cracolândia. Imagina um Secretário de Segurança que é candidato, acusar um adversário de comprar droga para distribuir. A Justiça puniu, mandou tirar do ar, mas esse tipo de coisa num país ainda muito polarizado, tem efeito [ruim] para a democracia”, declarou Haddad.
E completou: “Nós não fazemos nada com que não seja baseado em evidências. Nós vamos voltar para fake news de novo. Nós vamos voltar para mentira. A Open Society, que é uma ONG internacional, fez uma avaliação do ‘Braços Abertos’ e garantiu que dois terços das pessoas atendidas reduziram o consumo de droga”, afirmou.