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Nora diz que matou sogra após marido ameaçar deixá-la e se arrepende
G1 — Brasil · 2026-08-24T22:09:36.000Z
Nora diz que matou sogra após marido ameaçar deixá-la e se arrepende
Alessandra do Nascimento Gonçalves, de 29 anos, afirmou em depoimento à polícia que matou a sogra, Maria Aparecida da Silva, de 53 anos, a pauladas, após entrar em desespero diante da possibilidade de o marido deixá-la e deixar os filhos. O crime ocorreu dentro de uma casa em Confresa, a 1.160 km de Cuiabá, no último sábado (22).
Segundo Alessandra, o marido estava ameaçando terminar o relacionamento. No depoimento, ela relatou que acreditava que, se algo acontecesse com a sogra enquanto ela estivesse ao lado dele demonstrando apoio, o marido não iria embora.
"Meu marido estava ameaçando me deixar e deixar as crianças e eu entrei em desespero com aquilo tudo", afirmou.
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Alessandra também disse que deveria ter entrado no trabalho às 4h daquele dia, mas acordou atrasada e não foi. Em seguida, pegou uma chave que tinha e foi até a casa onde o crime ocorreu.
"Quando eu fui pra cima dela, ela gritou, depois vi que ela não gritou mais. Aí eu entrei em desespero porque eu não sabia mais o que fazer", disse.
De acordo com o depoimento, Alessandra permaneceu no local após o crime porque se arrependeu e não teve coragem de deixar a sogra na casa. Ela também afirmou que jogou objetos da vítima, como carteira e celular, na casa de um vizinho.
Ao falar sobre os filhos, Alessandra voltou a demonstrar arrependimento.
"Eu preciso ver meus filhos, eles só tinham a mim e eu estraguei tudo. Não era uma pessoa qualquer, era a avó deles", disse.
Durante o depoimento, Alessandra afirmou que não possui advogado. A motivação e as demais circunstâncias do crime ainda são investigadas pela Polícia Civil, enquanto Alessandra permanece presa.
Maria Aparecida da Silva, de 53 anos, foi encontrada morta dentro de uma casa em Confresa (MT)
Maria Aparecida foi morta por volta das 6h35 de sábado. Vizinhos acionaram a Polícia Militar após ouvirem gritos de socorro vindos da residência.
Segundo a Polícia Civil, quando os policiais militares chegaram ao endereço, encontraram o portão trancado. A equipe tentou contato com os moradores, mas não teve resposta e precisou subir no muro para verificar o que estava acontecendo.
Ao perceber a presença dos policiais, Alessandra abriu o portão e disse que havia ocorrido uma "tragédia" com a sogra.
Dentro da casa, os policiais encontraram Maria caída no chão, com grande quantidade de sangue ao redor do corpo. Conforme a polícia, ela estava com um fio de extensão elétrica no pescoço e apresentava ferimentos provocados por um objeto contundente. Um pedaço de madeira com sinais de sangue foi apreendido no local.
Segundo o delegado plantonista Daniel Moura, Alessandra foi levada para prestar esclarecimentos e confessou o crime durante o depoimento. Inicialmente, conforme o delegado, ela relatou que enfrentava problemas familiares e que teve um surto.
Equipes da Polícia Civil e da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) estiveram na residência para realizar a perícia e iniciar a investigação.
Maria Aparecida era ex-servidora pública municipal. Após a morte, a Prefeitura de Confresa decretou luto oficial de três dias e publicou uma nota destacando os anos em que ela trabalhou no serviço público.
Leia a nota na íntegra:
"A Prefeitura Municipal de Confresa se solidariza com familiares e amigos pelo falecimento de Maria Aparecida da Silva, ex-servidora pública municipal.
Maria Aparecida dedicou importantes anos de sua vida ao serviço público, deixando sua contribuição e seu legado na história do nosso município.
Neste momento de despedida, expressamos nossa gratidão por toda dedicação e serviço prestado à nossa comunidade.
Que Deus conforte o coração de todos os familiares e amigos, trazendo força e serenidade para enfrentar este momento de dor.
Por esta razão declaramos luto oficial de três dias em respeito ao seu tempo de contribuição. Contudo, não iremos interromper nossas atividades.
Nossos mais sinceros sentimentos".
Alessandra do Nascimento Gonçalves, de 29 anos, durante depoimento