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BNDES prevê R$ 68 bilhões para ampliar metrô, VLT e BRT no Rio
G1 — Brasil · 2026-08-24T22:47:28.000Z
BNDES prevê R$ 68 bilhões para ampliar metrô, VLT e BRT no Rio
O BNDES mapeou 15 projetos prioritários para ampliar o metrô, o VLT e o BRT no Rio, na Baixada Fluminense e na Região Metropolitana. Juntos, os projetos representam 544 quilômetros de extensão. Para que todas as propostas saiam do papel nas próximas décadas, seriam necessários pelo menos R$ 68 bilhões.
Entre os projetos está a extensão da Linha 2 do metrô, que atualmente liga Pavuna a Botafogo. A proposta prevê uma ligação de três quilômetros entre o Estácio e a Praça 15, com custo estimado em R$ 3,3 bilhões.
Projeto de expansão da linha 2 do metrô do Rio, do Estácio à Praça 15
O financiamento deverá vir do BNDES. O governo espera que os recursos sejam liberados ainda este ano, mas não há prazo definido para o início das obras.
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Segundo o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, o valor é compatível com o momento atual do governo estadual.
“É um valor adequado para esse momento em que o governo está terminando a sua gestão. Você tem projetos de grande porte que o volume é muito maior, só caberia se tivesse um novo governo e o governador falou: ‘não quero comprometer a próxima gestão’.”
VLT e expansão do metrô
Ampliação do VLT: ideia é ligar Botafogo à Gávea e ao Leblon
Segundo o projeto, a extensão da Linha 2 permitiria reduzir os intervalos entre os trens e aumentar a capacidade do sistema em até 70%.
Outros projetos também estão no planejamento. Entre eles estão um VLT ligando Botafogo ao Leblon e à Gávea, passando pelas ruas São Clemente, Voluntários da Pátria, Humaitá e Jardim Botânico.
Projetos de expansão do metrô do Rio
Também está prevista uma nova linha de metrô entre a estação Uruguai, na Tijuca, e Del Castilho, com sete estações. Outra proposta é a extensão da Linha 4 até o Terminal Alvorada.
Há ainda um projeto para ligar a Alvorada a Cocotá, na Ilha do Governador, por meio de uma nova linha de metrô com 20 estações.
Transporte sobre trilhos
Um estudo do Instituto de Energia da PUC-Rio mostrou que 90% dos deslocamentos na Região Metropolitana são feitos em carros, vans, ônibus e motos.
O transporte rodoviário polui até 46 vezes mais por passageiro e por quilômetro rodado do que os trens ou o metrô. Além da emissão de poluentes, especialistas apontam impactos como congestionamentos, perda de tempo, poluição sonora e estresse.
“A falta do transporte coletivo de massa — massa é transporte por metrô e trens — causa essa situação de uma má mobilidade urbana", diz Marcus Quintella, diretor da FGV Transportes.
Capacidade de transportes públicos
A capacidade de transporte também é um dos argumentos para ampliar a rede:
um metrô cheio leva cerca de 1.800 passageiros por vez;
um trem transporta até 2.600. Um VLT, 420;
o BRT leva, em média, 180 pessoas;
um ônibus comum transporta cerca de 80 passageiros;
Segundo a concessionária Metrô Rio, uma composição pode retirar até 900 carros das ruas.
Linha 3 do metrô
Linha 3 do metrô: projeto é ligar a Praça 15 a Alcântara, em São Gonçalo
Outro projeto em desenvolvimento é a Linha 3 do metrô, que ligaria o Rio a São Gonçalo. Pela proposta, os trens passariam por baixo da Baía de Guanabara até a Praça Arariboia, em Niterói. De lá, seguiriam em direção a Alcântara, em São Gonçalo. O projeto prevê um total de 12 estações.
Técnicos da Secretaria Estadual de Transportes também estudam a expansão da Linha 4 até o Recreio. Somente os estudos das Linhas 3 e 4 vão custar R$ 32 milhões.
Os projetos mapeados pelo BNDES ainda precisam de mais estudos antes de avançarem. Caberá ao próximo governo decidir quais propostas serão colocadas em licitação.
Linha 4 ainda incompleta
A Linha 4 foi inaugurada há dez anos e ainda não está totalmente concluída. A estação Gávea, último trecho previsto no projeto original, tem previsão de ficar pronta em 2028.
Enquanto isso, o Rio tem uma das tarifas de metrô mais altas do país, de R$ 7,90, com subsídio de R$ 0,30.
Em São Paulo, a passagem é mais barata. O governo estadual cobre mais de 50% do custo de operação do sistema, por meio de subsídios.
De acordo com Marcus Quintella, o transporte público não consegue se sustentar apenas com a tarifa paga pelos passageiros.
“Não dá para sustentar um sistema só por tarifa, porque se não fica tão caro quanto acontece aqui no Rio de Janeiro. Então o sistema de São Paulo, de Brasília, de Recife, de Belo Horizonte, todos têm a figura do subsídio, que é o que faz ficar de pé. Então não consegue se manter. Então hoje o Rio de Janeiro sofre muito com essa situação.”
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