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Ao fundo, servidores protestaram contra aprovação de projeto
G1 — Brasil · 2026-08-25T00:40:17.000Z
Ao fundo, servidores protestaram contra aprovação de projeto
Álvaro Jr./Câmara de Campinas
A Câmara de Campinas (SP) aprovou nesta segunda-feira (24), em primeiro turno, um projeto de lei complementar de autoria do governo de Dário Saadi (Republicanos) que autoriza o parcelamento e reparcelamento de dívidas junto ao Instituto de Previdência Social de Campinas (Camprev).
Além disso, a proposta adequa o regime previdenciário da cidade à reforma da previdência sancionada pelo governo federal em 2019. Com isso, a idade mínima e o tempo de contribuição para um servidor se aposentar deverão ser alterados:
Homens: de 60 anos de idade e 35 anos de contribuição para 65 anos de idade e 20 anos de contribuição, desconsiderando regras de transição;
Mulheres: de 55 anos de idade e 30 anos de contribuição para 62 anos de idade e 15 anos de contribuição, desconsiderando regras de transição.
O texto recebeu 24 votos favoráveis e seis contrários — de Fernanda Souto (Psol), Guida Calixto (PT), Gustavo Petta (PCdoB), Mariana Conti (Psol), Paolla Miguel (PT) e Wagner Romão (PT). Dr. Yanko (PP) e Higor Diego (Republicanos) se ausentaram da votação, enquanto o presidente da Casa, Luiz Rossini (Republicanos), não vota.
Antes de ser encaminhado para sanção do prefeito, o projeto precisa ser votado e aprovado mais uma vez. O segundo turno acontecerá na manhã desta terça (25), a partir das 10h, durante sessão extraordinária.
Dívida e condição
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Segundo um estudo de maio de 2026 da Prefeitura de Campinas, apresentado à Câmara junto ao projeto de lei, a dívida do município com o Camprev é de R$ 334,5 milhões. Já existe um débito parcelado, desde 2020, do qual restam mais de 120 parcelas.
A proposta prevê o parcelamento e o reparcelamento (considerando esse caso de 2020) da dívida em até 300 vezes, ou 25 anos, seguindo uma portaria do Ministério da Previdência Social. Os valores serão atualizados pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), acrescidos de juros compostos de 0,48% ao mês.
De acordo com o Executivo, a estimativa é que a medida permitirá a liberação de cerca de R$ 19 milhões por ano no orçamento da cidade.
"Com o alongamento do prazo, haverá redução do valor desembolsado pela Prefeitura para pagamento das parcelas", explicou o secretário de Finanças, Aurílio Caiado.
Por outro lado, os acordos de parcelamento e reparcelamento estão condicionados à adequação do regime previdenciário dos servidores à reforma da previdência sancionada pelo governo federal em 2019.
Isso aumentará a idade mínima para um servidor se aposentar, além de alterar o tempo de contribuição.
Servidores protestaram contra aprovação de projeto
Álvaro Jr./Câmara de Campinas
O projeto foi aprovado em meio a protestos de servidores no plenário, que pediam a retirada ou a rejeição por entenderem que a mudança no regime previdenciário prejudicaria os trabalhadores. A entrada dos manifestantes à Câmara foi conturbada e necessitou de intervenção dos seguranças.
Além disso, houve animosidade quando os parlamentares Bene Lima (PL) e Marcelo Silva (PP) discursaram em defesa da propositura.
Bene fez "um desafio aos vereadores de esquerda" para mostrar o que a proposta prejudicava os servidores e chamou os manifestantes de "militantes usados pela campanha da esquerda", que estariam recebendo "pão com mortadela e no máximo R$ 50", "analfabetos" e "burros".
Já Marcelo disse que o "pão com mortadela está acabando" e fez falas contra o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Por sua vez, os vereadores contrários ressaltaram que o projeto deverá prejudicar os funcionários públicos. Calixto, Conti e Souto, por exemplo, chegaram a chamar o texto de "golpe contra os servidores".
Foto da sessão desta segunda-feira (24)
Álvaro Jr./Câmara de Campinas
Ainda foi aprovado nesta segunda, em definitivo, o substitutivo total ao projeto de lei 279/25, que estabelece a obrigatoriedade do uso de focinheira por cães considerados de grande porte durante passeios em vias, praças e demais espaços públicos.
Segundo o texto, a Guarda Municipal ficará responsável por fiscalizar a medida. O descumprimento da regra poderá gerar multa de 300 Unidades Fiscais de Campinas (UFICs) por animal.
Em caso de reincidência, o valor será dobrado e poderá ocorrer o recolhimento do cão pela Unidade de Vigilância de Zoonoses, mediante laudo da autoridade competente. Se o animal atacar uma pessoa, a multa prevista é de mil UFICs, sem prejuízo das demais sanções civis e penais aplicáveis.
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