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Matheuzinho mostra sala de treino em casa e explica evolução no Corinthians: "Foco 100% no corpo"

Matheuzinho mostra como faz preparação física em casa: "Me ajudou na performance"

ge — Futebol · 2026-08-25T07:01:03.000Z

Matheuzinho mostra como faz preparação física em casa: "Me ajudou na performance"

Os cuidados de Matheuzinho com o corpo não terminam ao fim dos treinos do Corinthians. Em um dos cômodos da própria casa, o lateral-direito tem uma espécie de extensão da estrutura do CT Joaquim Grava, dedicada à recuperação e à preparação física.

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O espaço reúne diversos equipamentos e é usado como complemento aos trabalhos realizados no clube, com o objetivo de melhorar o físico e evitar lesões.

Vivendo a sua melhor fase, o jogador põe o título da Conmebol Libertadores como principal objetivo e sonha em ser convocado para a seleção brasileira.

Matheuzinho faz exercício em equipamento com inteligência artificial em cômodo da sua casa

— O futebol está evoluindo bastante. Sentia que eu precisava de alguma coisa a mais para poder melhorar. Foi de onde veio a ideia de montar uma academia. Ajudou 100% na minha performance — conta Matheuzinho, ao receber a reportagem do ge em casa.

— Do ano passado para cá eu foquei 100% no meu corpo. Eu conversei com o meu fisioterapeuta e falei que iria me cuidar mais para evitar lesão. Tanto que, neste ano, eu não me machuquei nenhuma vez. Estou muito feliz porque eu consigo performar mais do que eu estava performando, justamente por isso. Quando acaba o treino, eu me cuido no clube, mas também tem o pós-treino aqui em casa.

Matheuzinho faz exercício em equipamento com inteligência artificial em cômodo da sua casa

O diferencial da academia particular de Matheuzinho é que o cômodo no segundo andar da casa em Alphaville não é ocupado por máquinas tradicionais. Tudo está resumido em um aparelho de 1,90m de altura e 80cm de largura que é capaz de reproduzir mais de 250 exercícios, totalmente configurável e personalizável, contando ainda com uso de inteligência artificial.

— Este equipamento é importante porque ocupa menos espaço e tem mais de 200 exercícios para serem executados. É um aparelho que tem exercícios de membros inferiores, superiores e core — detalha o fisioterapeuta Amil Henrique, que trabalha no Corinthians e cuida da preparação física individual de Matheuzinho.

Matheuzinho: "Estou feliz aqui, mas, se acontecer transferência, que seja de bom grado"

— O Matheus, por exemplo, faz as avaliações nas 48h pós-jogo, e dentro dessas avaliações, a gente traça as estratégias específicas para desenvolver. Por meio desses mais de 200 protocolos do equipamento, a gente consegue estabelecer o melhor padrão de recuperação e, automaticamente, de performance.

Neste aparelho, o usuário conecta diferentes puxadores, escolhe o exercício e configura uma série de itens, como peso e tipo de resistência, por meio de uma tela touchscreen, também acessível por aplicativo no celular. Os dados dos exercícios e o histórico do usuário ficam salvos no equipamento, o que permite o acompanhamento do desempenho.

Matheuzinho faz exercício em equipamento com inteligência artificial em cômodo da sua casa, acompanhado do fisioterapeuta Amil Henrique

O jogador usa a sua sala particular em todos os dias que não sejam de concentração, viagem ou jogo. Passa de duas horas a duas horas e meia cuidando do corpo como complemento ao trabalho no CT, sempre em sintonia com os protocolos do clube.

— Nos dias livres na semana, a gente procura trabalhar. Depende do que o Amil tem para me passar, se é treino de força ou regenerativo. A gente tem esses cuidados para que fazer um trabalho legal para que não afete minha performance no clube e me ajude a performar cada vez mais — conta Matheuzinho.

Fisioterapeuta Amil Henrique e Matheuzinho mexem em máquina que o jogador tem em casa para recuperação e preparação física

Na sua academia particular, Matheuzinho ainda tem bicicleta, botas de recuperação a quente e a frio, aparelho de recovery, esteiras, faixas, bolas, entre outros aparelhos usados no dia a dia de cuidados físicos.

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Matheuzinho faz exercício em equipamento com inteligência artificial em cômodo da sua casa, acompanhado do fisioterapeuta Amil Henrique

Com o elenco curto do Corinthians, que tem sofrido com lesões e não pode contratar devido a três transfer bans, Matheuzinho pontua que a preparação física se torna ainda mais importante.

— É uma responsabilidade muito grande, justamente pelo fato de o clube não conseguir repor as lesões que tem. A gente tem que se cuidar cinco vezes mais, porque sabemos que, se acaso mais gente se lesionar, vai ser mais perigoso para nós, porque o grupo vai se reduzindo. A gente está focado no jogo, mas está focado também na recuperação, que é muito importante. Nós sabemos que, como os jogos são em curto período, a gente tem que se cuidar mais para estar pronto na hora do jogo.

Matheuzinho mostra bota de recuperação, um dos equipamentos que tem em cômodo de preparação física na sua casa

Com 150 partidas disputadas pelo Corinthians, Matheuzinho se vê no seu melhor momento individual da carreira.

— Quando eu cheguei, eu era uma aposta, em que tinha vindo do Flamengo, talvez um pouco contestado. Mas eu sabia que, se eu conseguisse encontrar o meu melhor futebol, eu poderia me firmar, como me firmei.

Matheuzinho fala de elenco curto do Corinthians: "Tem que se cuidar mais"

Um dos jogadores que mais atuou nesta temporada, o lateral não jogou na derrota para o Coritiba, no último domingo, devido a um controle de carga, mas está pronto para buscar o objetivo da conquistar a Libertadores e sonha com a convocação para a Seleção.

— Eu estou focado em estar bem, porque, performando e entregando bastante para o clube, essa convocação pode vir. É um sonho que eu tenho.

Matheuzinho explica por que joga melhor em jogos grandes: "Mais pilhado"

Leia trechos da entrevista com Matheuzinho:

Está vivendo o melhor momento da carreira?

— Eu acho que estou vivendo o meu melhor momento. No Flamengo eu fiz mais de 135 jogos, só que eu não tive essa sequência como titular absoluto da posição. Agora, eu me estabilizei no Corinthians. Agora é o meu melhor momento, mais pela fase que estou vivendo, em questão de performance durante os jogos. O Diniz fala muito para mim que estou sendo muito regular.

O que mudou para se consolidar no Corinthians?

— Eu acho que o amadurecimento... Quando eu cheguei, eu era uma aposta, em que tinha vindo do Flamengo, talvez um pouco contestado. Mas eu sabia que, aqui, eu poderia dar muito certo. No começo teve aquela turbulência. Mas eu sabia que, se eu conseguisse encontrar o meu melhor futebol, eu poderia me firmar, como me firmei.

— O que mudou foi mais a questão de amadurecimento, entender qual é a minha posição dentro do elenco. Quando eu cheguei, tinha concorrência muito pesada, que era com o Fagner. O Emiliano e o Ramón colocaram total confiança para que eu pudesse assumir a posição. A partir dali, eu entendi que, se eu continuasse performando do jeito que eu estava, eu poderia ser o camisa 2 do Corinthians. Ali eu confiei, comecei a trabalhar mais fora de campo do que eu fazia antes. O resultado veio.

Matheuzinho revela apoio de Diniz por convocação à Seleção: "Estou no caminho certo"

Está na hora de ser convocado para a Seleção?

— Meu maior sonho é poder vestir a camisa da Seleção e representar o meu país. É algo que eu venho construindo todo dia. Estando neste momento bom que eu estou vivendo no Corinthians, as chances ficam cada vez maiores de eu ser convocado. A concorrência é muito grande, mas eu creio que a oportunidade pode chegar. Eu sigo trabalhando bastante, focado no Corinthians, porque se eu estiver bem no Corinthians, tenho certeza de que a convocação vai sair. Eu estou focado em estar bem no clube, porque, performando e entregando bastante para o clube, essa convocação pode vir. É um sonho que eu tenho. Espero que, neste próximo ciclo, eu tenha algumas oportunidades.

Fernando Diniz fala sobre convocação para a Seleção?

— Sim, ele é um cara que aumenta mais essa ideia na minha cabeça. Todo santo dia ele fala do meu nível. Nesses dias eu conversei com ele, até. Ele falou que nem eu sei do potencial que tenho. Eu fico muito grato por ter um treinador que confia e aposta muito em mim. Desde o primeiro dia que chegou ao Corinthians, ele falou para mim sobre a seleção brasileira. Se ele é um cara que já passou por lá, disse que eu tenho que estar lá, então eu acho que estou no caminho certo. Tenho que confiar no que ele está falando e confiar no que eu estou fazendo. Eu fico muito grato, porque ele é um cara que me ajuda bastante. Ele está potencializando o meu futebol cada vez mais. Espero que ele me ajude a chegar lá.

Depois de 150 jogos, o que planeja com o Corinthians?

— Parece que foi ontem que eu cheguei. Eu já completei 150 jogos, então o tempo passa muito rápido. Eu estou muito feliz aqui, minha família está feliz. Eu estou vivendo um grande momento dentro de campo e fora de campo também. Eu não sei... O futuro a Deus pertence. Eu estou muito feliz. Se acontecer de eu continuar aqui, eu vou continuar feliz, entregando o máximo que eu posso entregar. Posso bater 200, 300 jogos com a camisa do Corinthians, vou estar feliz. Mas, se por acaso acontecer alguma transferência, que seja de bom grado para o Corinthians e bom grado para mim. Eu vou estar feliz também, porque vou estar ajudando o clube de alguma maneira. O que acontecer daqui para a frente só tem que entregar nas mãos de Deus, não tem como prever. Se eu continuar aqui para fazer uma história linda, eu vou estar muito feliz, minha família vai estar feliz.

Matheuzinho reforça título da Libertadores como meta: "Sei quanto é importante"

Um dos objetivos é ser campeão da Libertadores?

— Esse é o nosso maior sonho. Eu já tive oportunidade de ser campeão uma vez da Libertadores. Eu sei como isso muda a trajetória do jogador e do clube. Sei o quanto é importante, ainda mais para essa instituição que, infelizmente, só tem um título. Se a gente conseguir conquistar uma Libertadores, por tudo que está acontecendo no clube, nas questões políticas, a gente vai ficar marcado para sempre. Muitas coisas acontecem fora do CT que acabam sendo notícia ruim para a imagem do Corinthians, mas, nós jogadores, a gente fala muito sobre legado, a gente sabe a importância que tem dentro daquele CT, vestindo essa camisa.

— A gente até brinca que a semana do corintiano depende de nós jogadores, porque, se a gente ganha, a torcida está feliz. Se a gente perde, a torcida está triste. Se a gente conseguir conquistar um título da Libertadores, vai ficar marcado para sempre, e vai marcar para todos os jogadores. O elenco que conseguiu ganhar o segundo título da Libertadores com a camisa do Corinthians.

A eliminação da Copa do Brasil aumenta a pressão pela Libertadores?

— Na verdade, a Libertadores foi o campeonato que a gente conversou desde o primeiro momento que o Diniz chegou, que era o nosso foco principal e que todos os jogos a gente tinha que pensar na Libertadores. Que ali a gente tem que ser extraordinário para conseguir o título. Infelizmente teve a eliminação na Copa do Brasil, mas nada mudou o nosso pensamento. A gente sabe da importância que tem essa competição para o clube. E a gente sabe da importância que tem para nós jogadores. É a competição que a gente vai se doar ao máximo para que, se Deus quiser, a gente consiga este título.

Por que você se destaca em jogos grandes?

— É o estilo de jogo que eu mais gosto de jogar, porque sei do peso que tem um jogo dessa magnitude. O senso de urgência para uma partida desse tamanho é muito grande, então eu tenho que estar preparado 120%. Inconscientemente, para este tipo de jogo, eu fico mais ligado, mais pilhado. Isso me ajuda. Como dizem, em jogos grandes eu consigo aparecer mais. Eu fico feliz que, neste tipo de jogo, eu consigo performar mais e entregar mais para o Corinthians.

Nessa preparação física, como é para um jogador conviver com dor diariamente?

— Isso vai mais do tempo que você vai conhecendo o seu corpo. É normal. Desde quando é mais novo, jogador normalmente não tem um dia que não está sentindo algum tipo de dor, porque vai para o treino, toma um pisão, ou recebe uma falta, um tostão, alguma coisa. Então, a gente meio que acostuma a conviver com as dores.

— Quando o tempo vai passando, você vai ficando um pouco mais velho, vai entendendo como funciona o seu corpo, e a partir do momento que você entender que é uma dor diferente, que pode trazer risco, você acaba baixando a guarda, se recuperando mais. É entender como funciona seu corpo. No momento certo, dar uma recuada ou saber que essa dor é normal e que não vai atrapalhar na performance.

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