ITATIBA1

Polícia investiga desvio e venda ilegal de armas que movimentou R$ 26 milhões no Amapá

Investigação foi conduzida pela Draco

G1 — Brasil · 2026-08-25T12:03:46.000Z

Investigação foi conduzida pela Draco

A Polícia Civil investiga, por meio da Operação Senhor das Armas, um esquema de desvio e comércio ilegal de armas de fogo e munições no Amapá. Segundo as investigações, os principais suspeitos são um tenente da Polícia Militar, sua esposa — também policial militar — e um agente de segurança. Eles são apontados como líderes da organização criminosa, que teria movimentado mais de R$ 26 milhões.

Na manhã desta terça-feira (25), durante o cumprimento dos mandados, foram apreendidos veículos, documentos e provas materiais. A polícia encontrou duas espingardas em posse do armeiro e identificou a oficina clandestina usada para adulteração.

✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 AP no WhatsApp

Agora no g1

Como funcionava o esquema

Segundo as investigações, o tenente aproveitava sua função como responsável pelo armário forte do Fórum de Macapá para desviar armas e munições sob custódia judicial. O agente de segurança cuidava da logística, retirando os armamentos e transportando-os, sempre recebendo em dinheiro vivo. O arsenal era entregue a um armeiro, que mantinha uma oficina clandestina, onde adulterava as armas — raspando numerações — e as vendia por meio de catálogos em aplicativos de mensagens. O destino principal eram facções criminosas, que compravam em massa para armar seus membros. A esposa do tenente atuava no braço financeiro, realizando depósitos fracionados, movimentando valores por meio de laranjas e empresas de fachada, e lavando milhões de reais.

Cachorrinha batizada de ‘Fênix’ é resgatada com queimaduras de 3º grau após incêndio em Santana

Petrobras prevê investir US$ 2,5 bilhões em 15 poços na Margem Equatorial até 2030

Execução, linchamento e confusão em supermercado resultam em três mortes em Macapá

Ainda segundo a investigação da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco), à época dos crimes, os três atuavam cedidos ao Tribunal de Justiça do Amapá, mas atualmente já não possuem qualquer vínculo com o órgão.

A Justiça determinou também o bloqueio de bens e contas dos investigados, em um montante que pode ultrapassar R$ 26 milhões.

VÍDEOS com as notícias do Amapá:

Leia no Itatiba1 →