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A coordenação da campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência da República vai tentar evitar a votação da PEC do fim da escala 6x1 e da PEC da Segurança Pública, mas admite nos bastidores que as propostas têm chances de serem…
G1 — Brasil · 2026-08-25T15:07:53.000Z
A coordenação da campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência da República vai tentar evitar a votação da PEC do fim da escala 6x1 e da PEC da Segurança Pública, mas admite nos bastidores que as propostas têm chances de serem aprovadas caso cheguem ao plenário do Senado.
Aliados do candidato do PL avaliam que os senadores da oposição teriam dificuldade de votar contra as medidas em pleno período eleitoral.
A preocupação é maior em relação à PEC do fim da escala 6x1, proposta que reduz a jornada de trabalho ao alterar o atual modelo em que o trabalhador atua seis dias para descansar um.
O PL contava com as animosidades entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), para que as propostas não avançassem na Casa. A reaproximação entre os dois, porém, frustrou essa expectativa (leia mais abaixo).
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Diante desse cenário, a estratégia da oposição será exigir o cumprimento rigoroso do regimento interno do Senado.
Entre outros pontos, as regras da Casa determinam um intervalo mínimo de cinco sessões entre as votações de primeiro e segundo turno de uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC).
Segundo interlocutores do senador Rogério Marinho (PL-RN), líder da oposição no Senado e coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro, ele pretende defender publicamente a importância dos temas tratados pelas propostas, mas argumentará que elas precisam ser debatidas com mais profundidade e, por isso, não deveriam ser votadas no calor da campanha presidencial.
A avaliação do PL é que uma discussão dessa dimensão deveria ocorrer apenas depois das eleições.
Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL)
Ricardo Stuckert e Vittor Sales
Ambiente no Senado
Apesar da tentativa de adiar a análise das matérias, o ambiente político no Senado é considerado favorável à votação tanto da PEC do fim da escala 6x1 quanto da PEC da Segurança Pública durante o esforço concentrado previsto para a próxima semana.
Nesse cenário, integrantes do partido trabalham com a possibilidade de aprovação das duas propostas. Senadores da legenda lembram, inclusive, que deputados do próprio PL votaram majoritariamente a favor das medidas durante a tramitação na Câmara dos Deputados.
Nesta quarta-feira (26), Lula se reunirá com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, e com o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), para discutir as votações previstas para a próxima semana.
Além das duas PECs, o Palácio do Planalto trabalha para aprovar a medida provisória que extingue a chamada taxa das blusinhas e o projeto que regulamenta a exploração de terras raras no Brasil, consideradas estratégicas para a indústria de tecnologia e de transição energética.
Relator da PEC do fim da escala 6x1 na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), o senador Omar Aziz (PSD-AM), aliado do governo, afirmou que pretende divulgar ainda nesta semana um parecer favorável à proposta.
Segundo Aziz, o relatório estará pronto para ser votado na próxima semana tanto na CCJ quanto no plenário do Senado, acelerando a tramitação de uma das principais bandeiras defendidas pelo presidente Lula na área trabalhista.