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Esquema desviava cerca de 100 armas por ano para facção no Amapá, diz delegado

Operação Senhor das Armas

G1 — Brasil · 2026-08-25T14:57:19.000Z

Operação Senhor das Armas

Durante investigações da Operação Senhor das Armas, deflagrada nesta terça-feira (25), que investiga um esquema de desvio e comércio ilegal de armas de fogo e munições no estado, cerca de 100 armas eram vendidas para a facção criminosa Família Terror do Amapá (FTA).

De acordo com as informações, elas eram desviadas por um tenente da Polícia Militar cedido ao Fórum de Macapá, responsável pelo armário forte onde ficavam guardadas antes de serem incineradas pelo Exército. A partir disso, o material era repassado a outro servidor que fazia a intermediação com membros da facção criminosa.

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Esquema desviava cerca de 100 armas por ano para facção no Amapá, diz delegado

“Essas armas elas passam um período de tempo no depósito e posteriormente são encaminhadas ao Exército para a destruição. Ele simulava essas armas como se fossem outras, promovendo a destruição e retirando aquelas armas mais novas que pudessem ser usadas pelos criminosos. Então ele simulava a entrada de armas que não eram as que efetivamente entraram, para que fossem destruídas no mesmo instante ele retirava essa arma repassando-a para, para a facção”, explicou o Delegado Estefano Santos, titular da Draco.

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Foram cumpridos 23 mandados de busca e apreensão e duas pessoas foram presas. Um dos suspeitos era responsável por raspar a numeração das armas. Os dois policiais militares não foram presos mas afastados das funções e as armas recolhidas. O terceiro suspeito, o servidor também foi afastado.

“Ele recebia as armas, promovia a raspagem para que essas armas pudessem ser inseridas, no mundo criminoso. Então foi cumprido um mandado de busca e apreensão na sua residência, ele tinha uma oficina lá onde fazia essa adulteração e algumas, foram apreendidas no local”, disse o delegado.

Armas apreendidas na Operação Senhor das Armas

Um dos policiais é suspeito de desviar as armas, e a mulher dele, também policial militar, é apontada como responsável por lavar o dinheiro obtido no esquema.

De acordo com o delegado Estefano Santos, titular da DRACO, o policial cedido ao Fórum e o servidor eram os únicos no local que participavam da fraude.

“A atuação, pelo que apuramos, era exclusivamente desse servidor, que é o responsável pelo armário forte, não identificamos, a princípio, nenhuma participação de nenhuma outra pessoa que não ele, para fazer a retirada do armamento e esse outro servidor, que por trabalhar ali dentro, também conhecia e mantinha esse contato, então os dois foram afastados”, declarou.

A investigação começou em 2023, quando um homem foi preso em flagrante com seis armas de fogo. A análise do celular do suspeito revelou o esquema de desvios para venda à facção criminosa Família Terror do Amapá (FTA).

A Operação Senhor das Armas segue em andamento, analisando as provas apreendidas e apurando se mais pessoas estão envolvidas no esquema.

Provas apreendidas na Operação Senhor das Armas

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