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Como uma ideia se transforma em produto inovador em Santa Catarina

Toda empresa de tecnologia começa do mesmo jeito: alguém identifica um problema e acredita ter uma solução melhor do que a que já existe no mercado. Mas transformar essa ideia em um produto que realmente chega ao consumidor é um processo…

G1 — Brasil · 2026-08-25T15:34:23.000Z

Toda empresa de tecnologia começa do mesmo jeito: alguém identifica um problema e acredita ter uma solução melhor do que a que já existe no mercado. Mas transformar essa ideia em um produto que realmente chega ao consumidor é um processo bem mais longo, e a maioria das ideias não sobrevive a ele. Um levantamento do Observatório Sebrae Startups mostra que 56,56% das startups brasileiras cadastradas na plataforma ainda não faturam.

Esse período é o que o próprio ecossistema chama de "vale da morte": quando a empresa já exige dedicação e recursos, mas ainda não encontrou o ajuste ideal entre produto e mercado. Atravessar essa fase é, segundo Cesar Griebeler, vice-presidente de Integração da Associação Catarinense de Tecnologia (Acate), o que separa uma boa ideia de um produto que efetivamente chega ao consumidor.

“Tudo começa pela identificação de um problema real. Depois, é importante validar se existe mercado para a solução, desenvolver um produto mínimo viável (MVP), testar com clientes, ajustar rapidamente com base nos feedbacks e, então, estruturar uma estratégia de crescimento. Inovação é um processo contínuo de aprendizado, não um evento isolado”, explica.

Ainda de acordo com ele, os principais desafios são validar a demanda antes de investir muitos recursos, conquistar os primeiros clientes, formar uma equipe qualificada, acessar capital e manter a capacidade de adaptação. Muitas vezes, o empreendedor precisa revisar a ideia inicial para encontrar o melhor caminho para o mercado.

O papel do ecossistema para quem está no início

Para Griebeler, esse caminho raramente é percorrido sozinho, e é aí que entram entidades como a Acate, que hoje conta com cerca de 1.900 empresas associadas distribuídas em 13 verticais de negócio. Ele comenta que essas iniciativas são conectadas a mentorias, investidores, universidades e outros empresários que já passaram pelos mesmos desafios.

“A Acate tem um papel importante nesse processo ao fortalecer essa rede de conexões, oferecer programas de desenvolvimento, fomentar negócios e criar oportunidades para que empresas de tecnologia acelerem seu crescimento e ampliem seu acesso ao mercado”, comenta o vice-presidente.

Para quem está no início da jornada, a Acate oferece mentorias, capacitações e conexões com empreendedores experientes, que compartilham aprendizados e ajudam a encurtar o caminho. À medida que a empresa evolui, a associação também disponibiliza iniciativas voltadas para negócios mais maduros, com apoio ao acesso a mercados, a inovação, a internacionalização, o networking estratégico e o fortalecimento da competitividade.

Quando lançar o produto

Uma dúvida comum entre empreendedores, segundo Griebeler, é identificar o momento certo de colocar um produto no mercado. Essa decisão, segundo ele, não deveria depender de um produto "perfeito", mas de sinais concretos vindos do próprio mercado.

“Quando consegue comprovar que o produto resolve um problema relevante, que existe disposição dos clientes para utilizá-lo ou comprá-lo e que a empresa consegue entregar essa solução com qualidade. Na prática, o mercado faz parte do processo de validação. Por isso, o ideal é lançar o produto assim que ele estiver apto a gerar valor, aprender com os clientes e evoluir continuamente", diz o vice-presidente de Integração da Acate.

Para ele, ter uma boa ideia é apenas o primeiro passo de um caminho bem mais longo, e nem toda boa ideia se transforma, de fato, em inovação. Ele comenta que os empreendedores precisam estar atentos ao mercado para saber quando é hora de transformar um projeto em um lançamento.

“Uma boa ideia é um ponto de partida. A inovação acontece quando essa ideia gera valor para as pessoas, resolve um problema de forma eficiente e consegue ser transformada em um modelo de negócio sustentável. O impacto vem da execução, da capacidade de adaptação e da geração de resultados para clientes, empresas e para a sociedade”, afirma Griebeler.

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