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Fêmea do mosquito do gênero Culex se alimenta de sangue de uma pessoa.
G1 — Brasil · 2026-08-25T16:37:11.000Z
Fêmea do mosquito do gênero Culex se alimenta de sangue de uma pessoa.
O Ministério da Saúde e a Secretaria de Saúde do Estado do Piauí investigam o caso provável de Febre do Nilo Ocidental em uma mulher de 35 anos, moradora do município de Canavieira, no Sul do Piauí. Ela foi internada no Instituto de Doenças Tropicais Natan Portella, em Teresina, e já recebeu alta.
Segundo a Sesapi, a mulher testou positivo para a doença em um exame realizado no estado do Pará. No entanto, a confirmação do caso ainda depende do resultado de um teste de neutralização.
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🔍 A Febre do Nilo Ocidental é uma infecção viral aguda, causada por um arbovírus (vírus transmitidos por artrópodes), assim como Dengue, Zika, Chikungunya e a Febre Amarela. A doença pode ocorrer de forma assintomática ou com sintomas como, febre, dor nos olhos, dor de cabeça, dor muscular, anorexia, náusea, vômito e outros fatores.
Nesta segunda-feira (24), uma idosa de 77 anos, de Imbituba, município de Santa Catarina, morreu devido ao agravamento do quadro. Outro caso no mesmo estado e dois do estado de São Paulo já foram confirmados.
Primeira morte pela Febre do Nilo Ocidental é confirmada em Santa Catarina
A transmissão da doença ocorre principalmente por meio da picada de mosquitos infectados. A Sesapi afirmou que mantém contato com a Secretaria Municipal de Saúde de Canavieiras para acompanhar e apurar o possível foco de transmissão.
"As equipes de vigilância estão orientadas a identificar a ocorrência de animais mortos, especialmente aves, e monitorar a possível presença de outras pessoas com sintomas semelhantes", relatou a secretaria estadual em nota.
O ciclo da doença
📝 O ciclo ocorre principalmente assim:
aves infectadas carregam o vírus;
mosquitos picam essas aves e também se infectam;
os mosquitos transmitem o vírus para outras aves;
humanos e cavalos podem ser infectados de forma acidental.
Veja a nota do Ministério da Saúde:
O Ministério da Saúde, em conjunto com estados e municípios, mantém a vigilância epidemiológica e laboratorial para identificar casos e possíveis áreas de transmissão da Febre do Nilo Ocidental. Em 2026, foram confirmados dois casos em Santa Catarina, dois em São Paulo e um caso provável no Piauí. Em Santa Catarina, um dos casos evoluiu para óbito, ainda sob investigação como causa base.
A pasta acompanha as investigações, presta apoio técnico aos estados e prepara nota técnica com orientações atualizadas para reforçar a vigilância da doença no país.
O SUS oferece atendimento, diagnóstico e tratamento aos casos suspeitos ou confirmados. O diagnóstico é feito por exames laboratoriais e o tratamento depende da gravidade. Os principais sintomas são febre de início abrupto, dor de cabeça, dores musculares, náuseas e vômitos. Pessoas com sintomas devem procurar um serviço de saúde.
Veja a nota completa da Secretaria de Saúde do Estado do Piauí:
A Secretaria de Estado da Saúde do Piauí (Sesapi) informa que está investigando um caso provável de Febre do Nilo Ocidental no estado. A paciente é uma mulher de 35 anos, residente no município de Canavieiras. Exame realizado pelo Instituto Evandro Chagas, em Belém (PA), apresentou resultado reagente para Febre do Nilo Ocidental, no entanto, o caso ainda está em investigação e a confirmação depende do resultado do teste de neutralização. A paciente esteve internada no Instituto de Doenças Tropicais Natan Portella, em Teresina, onde recebeu os cuidados necessários e já teve alta.
A Sesapi mantém contato com a Secretaria Municipal de Saúde de Canavieira para acompanhamento e investigação de possível foco de transmissão. As equipes de vigilância estão orientadas a identificar a ocorrência de animais mortos, especialmente aves, e monitorar a possível presença de outras pessoas com sintomas semelhantes.
O primeiro caso de Febre do Nilo Ocidental registrado no Piauí ocorreu em 2014, no município de Aroeiras do Itaim.
A Febre do Nilo Ocidental (FNO) é uma infecção viral aguda causada por um arbovírus, transmitido por mosquitos. A doença pode apresentar diferentes manifestações clínicas, desde quadros leves, com febre passageira, astenia e/ou mialgia, até formas mais graves, classificadas como doenças neuroinvasivas, que podem comprometer o sistema nervoso central ou periférico.
A transmissão ocorre principalmente por meio da picada de mosquitos infectados, que adquirem o vírus ao realizar o repasto sanguíneo em aves infectadas durante o período de viremia.
A Sesapi reforça a importância da atuação integrada entre os serviços de saúde e a população para a identificação de possíveis casos e de situações que possam indicar a circulação do vírus. Casos suspeitos devem ser comunicados às autoridades de saúde para investigação e acompanhamento.
*Eduarda Barradas, estagiária sob supervisão de Lucas Marreiros.
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