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Zema afirma que STF se tornou 'balcão de negócios', propõe mudança no comando do Congresso e diz o que não privatizaria

Romeu Zema, candidato do Novo à Presidência da República

G1 — Política · 2026-08-25T18:40:15.000Z

Romeu Zema, candidato do Novo à Presidência da República

O candidato do Novo à Presidência da República, Romeu Zema, disse nesta terça-feira (25) que o Supremo Tribunal Federal (STF) se tornou, para alguns ministros, um "balcão de negócios". Em entrevista à CBN, Valor Econômico e O Globo, o candidato apresentou uma proposta para mudanças na governança do Congresso Nacional e detalhou estatais que não privatizaria se for eleito presidente.

“Eu acho que todo brasileiro sabe o que que aconteceu lá no Supremo. Nós temos de lembrar que tem joio e tem trigo lá no Supremo. Tem gente lá que eu acho que a maioria dos brasileiros confiam e tem gente que tem utilizado o Supremo para fazer negócios. Aquilo ali se transformou para alguns ministros num balcão de negócios", disse Zema.

Zema defendeu ainda uma reforma política e mudanças na governança interna do Congresso. O candidato questionou o poder dos presidentes da Câmara e do Senado de bloquear matérias mesmo quando há apoio dos parlamentares:

“Nós precisamos, inclusive, mudar a questão da governança dentro do próprio Congresso. Um presidente barrar algo que 60% dos senadores assinaram, estão endossando. Será que esse presidente está representando adequadamente os interesses, a vontade do povo, dos parlamentares?”, disse Zema.

O candidato afirmou que, se eleito, fará mudanças como essas de forma gradual.

Desde a pré-campanha, Zema vem falando que o objetivo dele, se eleito, é "privatizar tudo" no país. Nesta terça-feira, no entanto, ele detalhou o plano e fez ressalvas, sobre empresas que ele não privatizaria.

"Caixa não entra", disse. "Entra BNDES, Banco do Brasil, Petrobras."

Questionando, disse ainda que não privatizaria a Embrapa nem o IBGE.

No caso do BB e da Petrobras, a ideia de Zema é desmembrar em mais de uma empresa para viabilizar as privatizações. Com a Petrobras, a ideia é que cada região tenha um operador. Para Zema, o modelo atual é ineficiente.

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