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Ceasa Campinas quer transformar posto de combustíveis em complexo com lojas e recarga para carros elétricos
G1 — Campinas e Região · 2026-08-25T20:52:11.000Z
Ceasa Campinas quer transformar posto de combustíveis em complexo com lojas e recarga para carros elétricos
A Prefeitura de Campinas (SP), informou, nesta terça-feira (25), que o Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCE-SP) determinou a suspensão provisória da licitação para revitalizar o posto de combustíveis da Ceasa e implantar uma galeria comercial, às margens da Rodovia D. Pedro I.
Segundo a administração municipal, a decisão foi tomada a partir de representação submetida ao Tribunal, que solicitou esclarecimentos sobre aspectos do edital. A Ceasa está analisando os apontamentos e prestará os esclarecimentos e documentos solicitados dentro do prazo de 10 dias úteis estabelecido pelo TCE.
O que previa o edital?
🏪 Entre as principais mudanças está a construção de uma galeria comercial com pelo menos 1,4 mil metros quadrados, que poderá receber lojas, espaços de alimentação, conveniência e outros serviços.
🔌 O posto também deverá ter estrutura para abastecimento de veículos elétricos e poderá oferecer Gás Natural Veicular (GNV), desde que sejam obtidas as licenças necessárias.
💰 A Ceasa estima em cerca de R$ 11,3 milhões o investimento necessário para modernizar o complexo. O valor serve como referência, e a empresa escolhida terá de arcar com todas as obras e adequações exigidas, mesmo que o custo final seja maior.
Na prática, a licitação define quanto a futura operadora pagará por mês à Ceasa para explorar comercialmente a área. O valor mínimo é de R$ 83.520 mensais, e vence quem oferecer a maior quantia e cumprir as demais exigências do edital.
Durante as obras, o valor oferecido na disputa ainda não será cobrado. Por até 12 meses, a tarifa mensal será de R$ 83.520. O valor vencedor passa a valer quando as obras terminarem ou quando esse prazo se encerrar, o que acontecer primeiro.
O contrato terá duração de 20 anos, com possibilidade de prorrogação por até mais dez. Ao fim da permissão, as construções e melhorias feitas na área passam a integrar o patrimônio da Ceasa Campinas.
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O que será construído?
Hoje, a área é ocupada pelo posto de combustíveis e por serviços ligados à operação. A proposta combina a modernização dessa estrutura com a construção de uma galeria comercial, formando um complexo integrado de serviços.
Dos 7,5 mil metros quadrados disponíveis, pelo menos 1,4 mil metros quadrados deverão corresponder à área construída da galeria.
O espaço poderá receber lojas, alimentação, conveniência e serviços de apoio. As atividades deverão ser compatíveis com o funcionamento da Ceasa e seguir as regras sanitárias, ambientais e de segurança previstas para o local.
A circulação também deverá ser reorganizada. Caminhões ligados ao abastecimento do posto terão fluxo próprio, enquanto veículos leves e pedestres deverão contar com acessos independentes.
O que muda no posto?
Ceasa Campinas quer transformar posto de combustíveis em complexo com lojas e recarga para carros elétricos
O posto continuará sendo a principal atividade do espaço, mas passará por uma modernização.
A estrutura deverá atender veículos leves e pesados, ter área específica para diesel e contar com ponto de abastecimento para veículos elétricos. Também deverão existir pelo menos duas bombas de diesel com bicos de alta vazão.
Entre os serviços mínimos previstos estão:
troca de óleo e lubrificação;
loja de acessórios;
outros serviços de apoio automotivo.
Também será possível oferecer Gás Natural Veicular (GNV). Nesse caso, será necessário adaptar as instalações e obter previamente as autorizações ambientais e demais licenças exigidas.
O posto e os serviços essenciais ligados ao abastecimento deverão funcionar 24 horas por dia, inclusive aos finais de semana e feriados. A galeria comercial poderá ter regras próprias de horário definidas pela Ceasa.
Quanto a vencedora terá de pagar?
Ceasa Campinas quer transformar posto de combustíveis em complexo com lojas e recarga para carros elétricos
Há três valores diferentes envolvidos na licitação.
O primeiro é a tarifa mensal pelo uso da área. É esse valor que está em disputa nesta quarta-feira. O mínimo é de R$ 83.520 por mês, e vence quem oferecer a maior quantia.
O segundo é uma cobrança inicial chamada de “luva” no edital. Ela equivale a dez vezes o valor mensal apresentado pela vencedora. Se a maior proposta for de R$ 100 mil por mês, por exemplo, a luva será de R$ 1 milhão. Esse valor poderá ser dividido em até cinco parcelas. Em casos excepcionais, e com autorização da Ceasa, o parcelamento poderá chegar a dez vezes.
O terceiro valor é o investimento nas obras. A estimativa é de aproximadamente R$ 11,3 milhões, mas o custo efetivo ficará por conta da futura operadora.
Como vai funcionar a licitação?
A disputa será feita pela internet, no sistema Licitações-e, do Banco do Brasil. As propostas podem ser enviadas até as 8h desta quarta-feira (26). Nesse horário, elas serão abertas. A etapa de lances começa às 9h.
Durante a disputa, cada concorrente informa quanto está disposta a pagar mensalmente pelo uso da área. O lance precisa ser de pelo menos R$ 83.520.
Fica em primeiro lugar quem apresentar o maior valor mensal. Depois, a Ceasa verifica se a empresa atende às exigências previstas no edital.
Entre elas está a comprovação de experiência em atividades relacionadas ao setor de combustíveis, além da apresentação dos documentos fiscais, trabalhistas e financeiros exigidos.
Após a assinatura do contrato, haverá um prazo de até 12 meses para concluir a modernização do posto e construir a galeria comercial, salvo prorrogação autorizada pela Ceasa.
A partir daí, o complexo poderá ser explorado comercialmente por 20 anos. O prazo poderá ser prorrogado por até mais dez anos, em dois períodos de cinco anos, se houver interesse das duas partes e as condições contratuais forem cumpridas.
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