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Armas foram apreendidas pela polícia
G1 — Brasil · 2026-08-25T20:49:17.000Z
Armas foram apreendidas pela polícia
O Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS) recebeu a denúncia do Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) contra o médico João Jazbik Neto pelo feminicídio da companheira, a fisioterapeuta Fabíola Marcotti. Outros dois homens, que teriam ajudado o médico a alterar a cena do crime, também foram denunciados por fraude processual.
Ao receber a denúncia, o juiz Aluizio Pereira dos Santos, da 2ª Vara do Tribunal do Júri de Campo Grande, determinou ainda a quebra do sigilo dos autos do processo. O g1 procurou a defesa do médico e não teve retorno até esta publicação.
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Denúncia revela novos detalhes
A manifestação do MPMS traz novos detalhes sobre a dinâmica do crime. Segundo a denúncia, antes de ser baleada na cabeça, Fabíola teria sido agredida com um objeto cortante, que não foi identificado no documento.
A vítima teria sido golpeada pelo menos duas vezes antes de cair e ser atingida pelo disparo. Para o Ministério Público, a circunstância evidencia um “sofrimento físico intenso e desnecessário” imposto à fisioterapeuta antes da morte.
A acusação também aponta evidências de violência psicológica sofrida por Fabíola antes do feminicídio. As informações foram baseadas em relatos de familiares e em registros feitos pela própria vítima em seu diário.
João Jazbik Neto, dentro da sua casa em Campo Grande, e policiais com armas apreendidas.
Willian Guedes/TV Morena
Segundo o documento, Fabíola relatava que o médico exercia controle sobre suas “ações, comportamentos e decisões”. A denúncia também aponta que, durante os conflitos do relacionamento, João Jazbik evitava conversar com a companheira como forma de “punição e controle emocional”.
Diante dessas práticas, ocorridas antes do crime, o médico também foi denunciado por violência psicológica contra a mulher.
Crimes atribuídos ao médico
Por fim, João Jazbik Neto foi denunciado pelos seguintes crimes:
Feminicídio qualificado por meio cruel, recurso que dificultou a defesa da vítima e emprego de arma de fogo de uso restrito;
Violência psicológica contra a mulher;
Posse irregular de arma de fogo de uso permitido e posse ilegal de arma de fogo de uso restrito;
Alteração da cena do crime
Os outros dois denunciados por fraude processual são um motorista e um office-boy. Segundo a acusação, a atuação da dupla ocorreu logo após o feminicídio de
Fabíola Marcotti foi encontra morta dentro de casa em maio deste ano, em Campo Grande.
Conforme a denúncia, seguindo orientações de João Jazbik Neto, os dois retiraram do cômodo onde ocorreu a morte um armário que continha diversas armas de fogo e munições, além de uma arma de fogo de cano longo. A retirada teria ocorrido antes da chegada dos policiais.
Durante as buscas na chácara onde o crime aconteceu, entretanto, a polícia localizou o armário escondido em outra residência existente no terreno. Os dois homens acabaram presos junto com o médico.
MP pede indenização
Para sustentar a acusação, o Ministério Público utiliza laudos periciais e depoimentos de testemunhas. A promotoria também solicitou a fixação de uma indenização financeira mínima para reparação dos danos causados pelo crime.
Justiça negou tornozeleira
Anteriormente, o juiz de primeira instância havia determinado a prisão preventiva de João Jazbik Neto, justificando que as medidas cautelares alternativas seriam insuficientes diante da gravidade do crime.
Contudo, atualmente, João está em liberdade por força de uma decisão liminar em habeas corpus concedida pelo desembargador Emerson Cafure, do Tribunal de Justiça.
Ao receber a denúncia, o juiz Aluizio Pereira dos Santos não pôde decretar novamente a prisão, devido à liminar do Tribunal que determinou a liberdade do acusado.
Além disso, o magistrado negou o pedido do Ministério Público para que fosse instalada uma tornozeleira eletrônica no réu, uma vez que a liminar também determinou que ele permanecesse sem monitoramento eletrônico.
Dessa forma, a promotoria de Justiça aguarda o julgamento do recurso pelo Tribunal para tentar restabelecer a prisão preventiva de João.
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