ITATIBA1
A defesa de Jair Bolsonaro pediu nesta terça-feira (25) que o Supremo Tribunal Federal (STF) autorize que o ex-presidente possa solicitar a transferência da titularidade de 10 armas apreendidas pela Polícia Federal.
G1 — Política · 2026-08-25T20:54:52.000Z
A defesa de Jair Bolsonaro pediu nesta terça-feira (25) que o Supremo Tribunal Federal (STF) autorize que o ex-presidente possa solicitar a transferência da titularidade de 10 armas apreendidas pela Polícia Federal.
Segundo os advogados, normas do Exército estabelecem que a pessoa que tem o certificado de registro cancelado tem prazo de 90 dias para dar destino aos produtos controlados pela força.
A defesa afirmou ao Supremo que não se opõe ao entendimento da Procuradoria-Geral da República (PGR) de que as armas sejam enviadas para o Exército, mas que a destinação não deve ser definitiva.
"Mostra-se necessário que seja preservado o prazo regulamentar para a definição da destinação dos bens, sem que o mero encaminhamento físico das armas ao Comando do Exército seja compreendido como transferência definitiva de titularidade, destruição ou doação".
Agora no g1
"Requer-se que os armamentos sejam encaminhados ao Comando do Exército, conforme proposto pela Procuradoria-Geral da República, consignando-se, contudo, que o órgão competente deverá aguardar o transcurso do prazo regulamentar de 90 (noventa) dias para que o Peticionário providencie solicitação de transferência de titularidade dos bens".
A discussão sobre destinação de 10 armas apreendidas do ex-presidente Jair Bolsonaro foi provocada pela Polícia Federal.
O ex-presidente cumpre em prisão domiciliar a condenação a 27 anos e três meses pela chamada trama golpista. Em julho, o ministro Alexandre de Moraes, do STF, determinou a revogação do Registro de Colecionador, Atirador Desportivo e Caçador (CAC) do ex-presidente e "a imediata apreensão de todas as armas de fogo a ele vinculadas".
A medida foi tomada após uma pistola Glock ter sido apreendida com um agente responsável pela segurança do ex-presidente durante uma blitz.
Isso também levou a uma busca e apreensão na casa de Bolsonaro, já que apontou divergências entre as armas entregues e as registradas em nome do ex-presidente.
A PF entende que não pode atuar na definição porque as apreensões não decorreram de investigação criminal própria e nem de inquérito policial em curso na instituição.
A PGR afirmou ao Supremo que cabe ao Comando de Operações Especiais do Exército Brasileiro decidir a respeito da destinação dos bens.
"Diante da atual fase processual, não se verifica utilidade e, portanto, interesse no acautelamento das armas de fogo para fins de persecução penal, o que autoriza a destinação dos armamentos ao Comando de Operações Especiais do Exército Brasileiro, para destruição ou doação aos órgãos de segurança pública ou às Forças Armadas, após a elaboração dos respectivos laudos periciais".
As 10 armas vinculadas a Bolsonaro, segundo a decisão, são:
Pistola Taurus, calibre .380 Auto
Pistola Taurus, calibre .40 S&W
Pistola Glock, calibre 9×19 mm Parabellum
Carabina/Fuzil Caracal, calibre 5,56×45 mm
Pistola Caracal, calibre 9×19 mm Parabellum
Carabina/Fuzil Springfield Armory, calibre 7,62×51 mm
Espingarda Typhoon, calibre 12 GA
Pistola Arex, calibre 9×19 mm Parabellum
Pistola SIG Sauer, calibre 9×19 mm Parabellum
Espingarda Maestro Arms Company, calibre 12 GA